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por DN.pt
“Onde está o Presidente da República?” Esta é a questão central de uma mensagem que Manuela Moura Guedes escreveu no blogue Portugal dos Pequeninos, em que critica Cavaco Silva por estar em silêncio perante o conteúdo das escutas a conversas entre Armando Vara e José Sócrates, no âmbito do processo ‘Face Oculta’, que levou o juiz de instrução de Aveiro a sustentar num despacho que havia indícios da prática de um crime de atentado ao Estado de Direito por parte do primeiro-ministro.
“Estou preocupada sem saber nada do Presidente da Republica!! (...) Não encontrando eu explicação para este mistério, será que me podem dizer: onde está o Presidente da República? Será que ele também está arredado do seu “métier”? É que passam-se por aí umas coisas de que, mesmo eu, agora apenas espectadora comum, não consigo deixar de me aperceber”, escreve a ex-subdirectora de informação da TVI e apresentadora do Jornal Nacional de Sexta, bloco noticioso cancelado pela administração da televisão, após saída do director-geral, José Eduardo Moniz, e que foi alvo de várias críticas públicas por parte de Sócrates.
A questão das certidões autónomas extraídas do processo ‘Face Oculta’, suportadas em escutas entre um dos principais arguidos do caso, Armando Vara, e o primeiro-ministro, parte delas já consideradas nulas pelo presidente do Supremo Tribunal de justiça (STJ), serve de base ao comentário da jornalista, para quem, as discussões sobre o lado formal e o conteúdo das escutas “já não são apenas assuntos entregues à Justiça, são questões do país, questões de Regime”: “É um órgão de soberania que está em causa e é também a justiça como pilar base de uma democracia que dá sinais de muito pouca credibilidade.”
“E se a justiça está esforçada apenas em debater questões de forma, não estará o senhor, como Presidente deste país, obrigado a debruçar-se sobre a substância? Que interessa afinal, para si, se são ou não nulas umas tais de escutas, se o mais alto órgão judicial declara que nessas escutas foram feitas declarações contra o Estado de Direito, que não é mais do que uma forma enviezada de declarar que nessas escutas foram expressos crimes”, questiona Manuela Moura Guedes.
Na base do despacho do juiz de instrução terão estado conversas em que Sócrates e Vara discutiam a compra da Media Capital, proprietária da TVI, por parte da Portugal Telecom, onde o Estado tem uma posição accionista forte através da sua “golde-share” e da participação da Caixa Geral de Depósitios, e uma alegada discussão sobre uma solução para os problemas financeiros dos grupos de Joaquim Oliveira (Controlinveste e Sportinveste).
“E sabe, senhor Presidente, eu estou arredada do “métier” mas preferia não estar, e estas coisas de manipular, proibir, suspender, controlar ou o que lhe queiram chamar mas que têm a ver com a comunicação social, são graves, mesmo graves!”, sublinha Moura Guedes, vincando não entender por “onde anda” Cavaco: “É que, quando foi daquelas escutas que metiam um café, um assessor, umas historietas de jornais para aqui e para acolá, muita intriga política, enfim... umas escutas de opereta [caso das escutas], eu sabia onde o senhor estava, até o vi na televisão a falar sobre o assunto, embora achasse na minha modesta opinião que não devia ter deixado, mesmo antes das Eleições, que aquela historieta atingisse aquelas proporções porque acabou por ter efeitos perversos. E agora, que há escutas mesmo, ordenadas por um juiz, que o seu conteúdo parece ir contra o que de mais “sagrado” há num Estado de Direito, não sei onde está o Presidente do meu país!!!!”
A jornalista, que pretende constituir-se assistente do processo para evitar a destruição das escutas, ordenada pelo presidente do STJ, termina o comentário perguntando: “Por favor, digam-me, onde está Cavaco Silva?”
Ao jornal ‘I', Moura Guedes explicou porque criticou o Presidente da República: “Eu vivi o 25 de Abril e não me lembro de uma crise de regime tão grave como esta e ele está fechadinho em Belém sem dizer uma palavra.”
?Não é só o Presidente da República que está em causa. O povo português não pode continuar amorfo, sem opinião, e a queixar-se às mesas dos cafés. É o regime que está em risco?, alerta ainda a jornalista.
Tags: TV & Media, media
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heldertavares
HEYLLEOU, a ideia da Sibéria( ...
há 83 dias, 20 horas e 18 minutos
Pelo teor da maiorias dos comentários ...
há 83 dias, 20 horas e 20 minutos
santric
Bem gostaria saber que Manuela ...
há 83 dias, 23 horas e 30 minutos
heylleou
ja hà muito que devias ter ido ...
há 84 dias e 28 minutos
octavio porto
D.Manuela se tivesse um pingo ...
há 84 dias, 8 horas e 12 minutos
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