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por ANTÓNIO PEDRO PEREIRA E MARINA MARQUES
Director do 'Público' revelou desconforto por sentir que estavam a lançá-lo numa arena. Estação nega combinação.
Quase no final do Prós e Contras, de segunda-feira, na RTP, sobre as relações entre jornalismo e poder político, José Manuel Fernandes, director do Público, acenando com o telemóvel, garantia que tinha trocado sms com Fátima Campos Ferreira combinando que o caso das escutas seria apenas "uma nota de rodapé" do programa. "Não foi nada disso que estava falado", disse ontem ao DN a jornalista da RTP. Antes disso, já José Manuel Fernandes tinha ameaçado, em e-mail ao provedor da RTP, faltar ao programa pela forma como a estação o estava a promover.
"A única coisa que ficou combinada foi que o caso das escutas seria um dos ângulos a abordar durante o programa, e que seria lançado apenas na segunda parte", explicou Fátima Campos Ferreira, que desvaloriza a declaração do director do Público, lembrando que "no ardor de um debate dizem-se por vezes frases que surgem a quente". "Penso que José Manuel Fernandes pretendeu com essa frase reiterar a ideia de que aquele era apenas um dos ângulos a abordar e que estava a demorar mais do que todos os outros", sublinhou.
A jornalista confirmou ainda que a promoção inicial do programa acabou por ser retirada do ar após uma conversa com José Manuel Fernandes e depois de Paquete de Oliveira ter recebido um e-mail em que o director do Público ameaçava não comparecer por parecer que o estavam a "meter numa arena", segundo explicou o provedor da estação ao DN. Depois, na conversa com Fátima, José Manuel Fernandes mostrou "desconforto" pela forma como o debate estava a ser apresentado. "Por isso, decidi retirar a promoção do ar, tal como estava", concluiu.
Durante o debate de segunda-feira, e aparte "o lavar de roupa suja", como Paquete de Oliveira o classificou "a partir de dado momento", Henrique Monteiro garantiu que o e-mail publicado pelo DN e a que o Expresso também teve acesso, mas não publicou, veio de "fonte política". João Marcelino, que o provedor da RTP considera ter tido "menos tempo para falar" do que os outros intervenientes, garantiu que se certificou da sua veracidade "junto dos envolvidos no processo".
Tags: TV & Media, media
ESPECIAL CASO DAS ESCUTAS
J.Serra
Ó ROLF? Agora entras com o nick ...
há 38 dias, 18 horas e 33 minutos
Alagador
Este processo tem muitas incoerências. ...
há 39 dias, 1 hora e 22 minutos
O grau de veracidade deste cavalheiro ...
há 39 dias, 1 hora e 25 minutos
Milhazes
José Manuel Fernandes, deveria ...
há 39 dias, 12 horas e 45 minutos
Custodio Carvalho
Com tanta trapalhada, como pode ...
há 39 dias, 16 horas e 10 minutos
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14 Comentários
15 Out 2009, às 21:24 - Portugal
Ó ROLF? Agora entras com o nick de alagador? Falta aí um nick------genrodoacutilante, onde a tua naturza "vulgar" se nota muito...
15 Out 2009, às 14:35 - Portugal
Este processo tem muitas incoerências. Primeiro o Assessor de Cavaco, falando em nome da Presidência mas apresentando-se como fonte anónima diz que desconfiam de escutas. Posteriormente Cavaco alega que não tem desconfianças. Depois diz-se que uma entidade pesquisou essas escutas, depois diz-se que afinal é mentira. As mentiras acabam sempre mal...
15 Out 2009, às 14:31 - Portugal
O grau de veracidade deste cavalheiro José Manuel Fernandes deve ser muito baixo. Já desconfiava da tramóia em que ele andou envolvido entre o Público e a Assessoria de Cavaco Silva, agora com esta polémica com Fátima Campos Ferreira mais deixa a desconfiar. Vê-se que o homem não se sente à-vontade nesta matéria. Ele saberá porquê...
15 Out 2009, às 03:11 - Portugal - Porto
José Manuel Fernandes, deveria ser ouvido pelo Procurador da República. Teria que confessar quem fez a encomenda. Embora a maior parte dos Portugueses saibam que foi o PSD. Não fora a coragem do Director do DN e o PS seria altamente prejudicado pelo artigo do Público. O Semanário Expresso conectado com o PSD estava à espera do "timing", que "timing"? a victoria do PSD?
14 Out 2009, às 23:47 - Portugal - Setúbal
Com tanta trapalhada, como pode o director do Público sentir-se confortável? É um facto que quando se usa de meios menos correctos para atingir os fins, não se pode esperar que todo o mundo nos aplauda. Por isso é bom que o sr JMFpense e medite neste caso para que de futuro possa ser mais honesto profissionalmente.Quanto ao jornal Público, é pena que tenha descido tão baixo.
14 Out 2009, às 20:12 - Portugal
Ó ROLF? e se te metessesas negociatas do teu amo? que se verificou foi a montagem de uma cilada .JM Fernandes não ia ali para falar no maldito e-mail. Quem o levou para a arena devita ter sido chamado à atenção .eu , no lgar de JMF, tinha-me levantado e abandonado o programa. Já agora, a ERC só agora, que passrama s eleições, veio cascar na admnistraçºão da TVI que abafou o jornal de sexta feira.
LFBT
14 Out 2009, às 19:42 - Portugal - Setúbal
H. Monteiro não consegue esconder a sua subserviência ao PSD! É evidente q. o Expresso n/ publicou o email porque ele comprometia Cavaco e o PSD e favorecia o PS em pleno período eleitoral! O resto são tretas! Bem revelador dessa obediência às orientações de Balsemão foi o facto ultima edição do Expresso antes das legislativas, todos os artigos de opinião publicados apelarem ao voto no PSD.
ROLF
14 Out 2009, às 18:35 - Portugal - Setúbal
Entende-se bem o desconforto de MJF. Ele sabia que os seus argumentos eram facilmente desmontados, tais eram e foram as "negociatas" entre o Público, Cavaco e o PSD. para a inventona das Escutas. Felizmente surgiu um Jornalista que desmascarou essa tramóia bem urdida e cujos fins ficaram em céu aberto. O povo respondeu!
jmflousada
14 Out 2009, às 18:00 - Portugal
Só algumas notas sobre este tema: 1-JMF pareceu muito nervoso e incomodado, ninguém acreditou nele. 2-O director do Expresso, para surpresa minha, não tem nivel para o cargo, e revelou uma falta de ética profissional, aterradora.Só porque João Marcelino foi jornalista desportivo já tem estatuto menor, entre os jornalistas, ditos politicos?? 3-A intervenção do Provedor desmontou a trama.
Jose Salazar
14 Out 2009, às 14:49 - Portugal - Lisboa
O Director do Expresso afinal revelou uma fonte (ou a fonte?): afirmou que a fonte erá/é "fonte política". O que é uma "fonte política"? Será "partidária"? "fonte política" de onde: de Belém, de S.Bento?... Quanto ao José Manuel Fernandes, afirmou que havia Armas de Destruição de Massas no Iraque: afinal mentiu, estavam somente na cabeça dele.
pianinho
14 Out 2009, às 14:45 - Portugal - Lisboa
Se o DN não tivesse publicado o e-mail e o plano implementado pela PR se continuasse a desenvolver metódicamente como vinha acontecendo até 2009.09.18. Todos os intervenientes no plano previamente traçado para as famigeradas "Escutas", PR, PSD, JMF, Público ficariam impunes perante a opinião pública. Parabéns ao DN e seu Director pela coragem de assumir a responsabilidade da publicação do e-mail.
Maria Almeida
14 Out 2009, às 13:08 - Portugal - Lisboa
Custa a crer que o Sr. José Manuel Fernandes seja director de um jornal!Leva a conclusões tristes,que basta estar no sítio certo,para se ser qualquer coisa.Não se importou de que 1º o seu jornal fosse colocado como um jornal de "referência",para lhe ser dada a credibilidade de poder fazer assassinatos de carácter, sem pejo nem vergonha.Quem duvidaria de uma notícia dada num jornal de "referência"?
Cordeiro
14 Out 2009, às 12:39 - Portugal - Lisboa
Mas será que existem dúvidas de que J.M.Fernandes era um alvo a abater bem como a liberdade de imprensa do seu jornal? Teria de haver uma forma do o fazer, então foi criada mais uma trica como vem sendo habitual. Não podemos esquecer que o debate foi na RTP.
APAlmeida
14 Out 2009, às 12:14 - Portugal - Lisboa
Parabéns ao D.N. e ao seu Director João Marcelino, pelo relevante serviço prestado à democracia portuguesa, ao publicar o famoso e-mail, que nos veio esclarecer muita coisa, sobre a idoneidade da PR. Ficou patente nos prós e contras, que da parte do Director do Expresso existe um ciume doentio pelo facto de não ter a independência-político-económica para fazer aquilo que dignamente fez o D.N.
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