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O homem verdadeiramente forte da TVI

por PAULA BRITO, IRINA FERNANDES,,   

Conhecido apenas nos círculos políticos - dado como amigo do socialista Felipe González - Juan Luis Cebrián ficou famoso em Portugal inteiro em Novembro de 2005 quando comprou 33% da Media Capital, dona da TVI, a Miguel Paes do Amaral. Escândalo nacional. A televisão líder portuguesa estava a ser comprada por espanhóis muito próximos do partido socialista espanhol (PSOE). E o grande obreiro do feito era este antigo jornalista, fundador de um dos jornais mais influentes do país vizinho, o El País, também este próximo do partido socialista espanhol. No entanto, as suas relações com actual líder socialista José Luis Zapatero são hoje bastante tensas (ver pág. 2 e 3).

Mas o antigo jornalista manteve-se indiferente às críticas mesmo quando Manuela Moura Guedes foi forçada, pela primeira vez (Dezembro 2005), a sair de antena. Não é de estranhar já que quem o conhece, diz ser um homem calmo, que sabe esperar, para depois atacar quando entende.

Segundo entrevista recente à edição espanhola da revista Esquire, Cebrián é assim mesmo quando vê o seu grupo debater-se com uma dívida de 5 mil milhões de euros, com a obrigação de pagar já em Abril uma prestação de 1,95 mil milhões de euros.

Actualmente, com 65 anos, o administrador delegado da Prisa e presidente da comissão executiva, conselheiro do El País e da Sociedad Española de Radiofusión, vice-presi- dente da Sogecable, escritor e membro da Real Academia Espanõla, é um dos homens mais importantes do grupo fundado pelo já falecido Jesús de Polanco. Este patriarca é-lhe, aliás, apontado como o seu alter-ego.

Mas até aqui Juan Luís Cebrián percorreu um longo caminho sempre dominado pelo sucesso. Formou-se em filosofia pela Universidade Complutense e graduou-se pela Escuela Oficial de Periodismo de Madrid, em 1963. Fundou a revista Cadernos para el diálogo (1963), trabalhando até 1975 como redactor- -chefe e subdirector nos diários Pueblo e Informaciones, de Madrid. Chegou a dirigir os serviços informativos do primeiro canal da televisão pública TVE.

Juan Luís Cebrián co-fundou o diário El País, que dirigiu desde 1976 até Novembro de 1988, ano em que passou a ser administrador-delegado do grupo Prisa. Já enquanto jornalista recebeu variados prémios: Prémio Victor de La Serna (1977), nomeado Director Internacional do Ano, pela World Press Review de Nova Iorque (1980), Prémio Nacional de Jornalismo de Espanha (1983), Medalha pela Liberdade de Expressão, da F.D.Roosevelt For Freedom Foundations (1986), entre outros. Juan Luís Cebrián é ainda autor de vários livros, entre os quais La Prensa e la Calle (1980), Que Passa em el Mundo (1981) ou Cartas a um joven periodista e em 2001, El futuro no es lo que era, uma extensa conversa sua com o presidente do governo Felipe González.

Homem pacífico e defensor do diálogo. Assim é o director-geral interino da TVI. Natural de Lisboa, chega à TVI em 1994. Anos antes desempenha funções na análise de risco do BIC e de Project Finance do BES Investimento.

Actualmente com 43 anos, pai de uma rapariga e de um rapaz, fruto de uma primeira relação, e padastro de um outro casal, filhos da sua actual companheira, assume-se como um entendido em contas. O gestor, que é também administrador delegado da Media Capital, licenciou-se em Gestão de Empresas pela Universidade Católica Portuguesa em 1989. É descrito por todos como um homem visionário, empenhado, sem medo dos desafios e de bom senso - é-lhe apontada a responsabilidade por José Eduardo Moniz não se ter demitido em 2004, a quando do caso Marcelo.

Tags: TV & Mediamedia


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mansilper

Enfim quando alguns estão fora ...

há 79 dias, 6 horas e 14 minutos




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1 Comentário


mansilper

05 Set 2009, às 10:39 - Portugal - Porto

Enfim quando alguns estão fora da área do poder por algum tempo, tudo serve para para criar as condições para lá voltar, golpes baixos, calúnias, intrigas, guerra subversiva, só falta pegar em armas como se faz nos países do 3.º mundo.


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