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por ALFREDO TEIXEIRA
Grupo de Valbom é julgado a partir desta manhã por 32 crimes, entre os quais, tentativa de homicídio, roubo, sequestro e tráfico de armas. No banco dos réus vão estar 20 arguidos
Após as detenções realizadas pela Polícia Judiciária (PJ) a 17 de Setembro de 2008 o ambiente tornou-se mais calmo e seguro no Bairro da Giesta, em Valbom, Gondomar, de onde era oriunda grande parte do gangue que hoje começa a ser julgado no Tribunal de S. João Novo, no Porto. Um dos principais cabecilhas do grupo era ali residente e pertencia a uma família com largos antecedentes criminais. "Aquilo naquela casa era um degredo", relatam os vizinhos.
Na Giesta ninguém dá a cara com medo de represálias, pois muitos amigos de alguns dos detidos continuam a parar por lá. Mas todos falam em surdina e recordam o ambiente em que Daniel José Faria, conhecido por "Cubilhas", foi criado. Numa pequena habitação social, num dos blocos do bairro viviam dez pessoas, e apenas o avô do arguido trabalhava, como marmorista. A restante família sempre se dedicou ao crime e aos benefícios que dele podiam tirar. "Há cerca de 14 anos chegaram a ser todos presos, mas só o pai do Daniel é que cumpriu pena", conta uma das vizinhas.
António Fernando sempre foi considerado um herói pelos filhos. Considerado um fora-da-lei, tinha frequentemente problemas por assaltos, tráfico de droga ou agressões a polícias. Nas brincadeiras com as outras crianças na rua, tanto Daniel, hoje com 21 anos, como Filipe, um pouco mais novo e que não foi detido na operação que deu origem ao processo em julgamento, imitavam o pai, simulando assaltos e agressões. Ainda menores, começaram a ser utilizados como correio de droga, de forma a despistar as autoridades. "Era um corrupio, sempre a saírem e a entrarem no bloco onde moravam", até que os vizinhos se chatearam e avisaram a polícia. Nesse dia, toda a família foi levada para a esquadra e presente ao juiz. Apenas o pai dos menores foi condenado a quatro anos. Após cumprir pena, acabaria por abandonar a família.
Os arguidos apresentam um quadro social semelhante. O Ministério Público acusa-os de associação criminosa. Não actuavam sempre juntos, mas em dois grupos, cada um com vários elementos e com funções perfeitamente definidas e delimitadas. Os crimes referem-se sobretudo a roubos pelo método de carjacking e assaltos armados a ourivesarias.
Tags: Portugal, Norte
marinho
cuitadinho----o ze povinho é o ...
há 177 dias, 20 horas e 5 minutos
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