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por RUI PEDRO ANTUNES
O contingente português é o que terá um maior aumento em termos percentuais. Luís Amado admite que reforço ainda pode ser maior e Loureiro dos Santos diz que Portugal tem capacidade para ter 600 homens no Afeganistão
Dos países que já anunciaram um reforço de tropas, Portugal é o que, em termos percentuais, mais vai aumentar o seu contingente no Afeganistão. O envio de mais 150 homens anunciado para o próximo mês significa um aumento de 146% face ao número de efectivos que o exército português tinha naquele país (103). Com 253 elementos, este passa a ser o maior destacamento português em território estrangeiro, só batido pelas tropas estacionadas no Kosovo. E ainda pode aumentar.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, disse ontem à entrada da reunião de chefes de diplomacia da NATO, que a hipótese de o volume de tropas ser maior não está colocada de parte. Depois do apelo do presidente dos EUA, Barack Obama, "é natural que o Governo admita revisitar as nossas posições", afirmou o MNE.
De resto, têm sido vários - desde a declaração do presidente norte-americano - a rever já as suas posições no terreno afegão. Países como Itália, Polónia e Espanha, que aproveitaram a reunião da NATO para anunciar os respectivos reforços no terreno.
Contactado pelo DN, o general Loureiro dos Santos, especialista em Defesa e Estratégia, não só concorda com o aumento como considera "que o Governo deve ponderar enviar mais tropas".
Para Loureiro dos Santos "a presença já existente no País era pequena, tendo em conta as nossas capacidades e os nossos interesses". O general garante ainda que "além destes 150, temos capacidade para enviar mais um batalhão de 300 ou 400 homens", o que colocaria a presença portuguesa entre os 500 e os 600 elementos.
Por outro lado, como lembra o general "quantidade não é qualidade" e a presença portuguesa "não pode ser vista só como uma questão de número. Nós enviamos forças especiais que são muito mais escassas no seio da aliança".
Portugal pode também ter um papel preponderante se utilizar a "experiência" adquirida na Guerra Colonial nas zonas afegãs que controlar. "A nossa capacidade em garantir a segurança e dar apoio social às populações vem das guerras de África e é-nos reconhecida internacionalmente", diz.
Loureiro dos Santos considera ainda que "Portugal enquanto país pequeno precisa muito dos seus maiores aliados. Nunca se sabe quando precisaremos de ajuda", como aconteceu em Timor.
Tags: Portugal
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Estive na guerra colonial em Angola, ...
há 238 dias, 12 horas e 35 minutos
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