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por Carlos Rodrigues Lima
Polícia informou Charles Smith de que o seu interrogatório previsto para Dezembro foi cancelado e a caução a que estava sujeito em Inglaterra foi levantada. Advogados ingleses confirmaram que a investigação em Londres foi encerrada por decisão conjunta da Polícia de Londres e da Serious Fraud Office, a agência que estava a investigar o caso.
Charles Smith, um dos arguidos do processo Freeport, recebeu ontem a notícia de que a investigação da polícia inglesa foi encerrada. A informação, segundo relatou ao DN fonte próxima do empresário escocês, chegou pela manhã através de um e-mail, no qual a polícia inglesa comunicou que, numa decisão conjunta entre a Polícia da Cidade de Londres e a Seriou Fraud Office (SFO), o seu interrogatório previsto para Dezembro em Londres foi cancelado e a caução a que estava sujeito em Inglaterra tinha sido levantada.
Contactos posteriores entre os seus advogados portugueses e ingleses confirmaram o que se suspeitava: o caso em Inglaterra foi encerrado e Smith deverá ser, nos próximos dias, notificado da decisão.
Sendo assim, tudo indica que as autoridades inglesas não encontraram provas que pudessem sustentar uma acusação de corrupção a Charles Smith e a outras pessoas ligadas ao Freeport. Aliás, como se percebeu pela leitura da carta rogatória enviada pelos ingleses para Portugal, grande parte da investigação inglesa estava suportada pelos dados fornecidos pelo Ministério Público português. Em suma, da parte da polícia inglesa nada de extraordinário tinha sido descoberto com relevância para a investigação em curso. Aliás, enquando em Portugal, o SFO era elevado à categoria de grandes investigadores criminais em matéria de corrupção e branqueamento de capiatsi, em Inglaterra aquela agência foi alvo de fortes críticas por parte de dois advogados, Arturo John e Ben Rose, responsáveis por uma auditoria aos serviços da agência.
"O SFO está envolvido num fiasco que pode ter ditado o destino do primeiro-ministro português, José Sócrates, e determinado o resultado das eleições de Setembro", escreveram ambos, no jornal The Times.
De acordo com informações recolhidas pelo DN, Charles Smith nunca foi confrontado em Inglaterra com elementos verdadeiramente novos. Apenas com dados recolhidos no processo português que lhe foram exibidos pela polícia inglesa. O único dado "novo" com que foi confrontado foi com um DVD, onde aparece a dizer que pagou luvas ao então ministro do Ambiente, José Sócrates. Nessa altura, Smith terá dito à polícia inglesa que inventou a história de forma a que a empresa Freeport lhe pagasse o IVA de algumas facturas, porque estava a ter problemas com as Finanças em Portugal. Por cá, a investigação continua, à espera de mais elementos.
Tags: PGR, José Sócrates, Ministério do Ambiente, Justiça, Charles Smith, Governo, Júlio Monteiro
VEJA AQUI O ESPECIAL CASO FREEPORT
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Cronologia dos acontecimentos
Os principais protagonistas
MP aguarda dados de Inglaterra
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há 8 dias, 18 horas e 32 minutos
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11 Comentários
13 Nov 2009, às 19:36 - Portugal - Porto
CONTRA FACTOS NÃO HÁ ARGUMENTOS! Mas os verdadeiros corruptos que por aqui continuam a alimentar a novela, fazem-no para tentar limpar a sua consciência.
13 Nov 2009, às 19:33 - Portugal - Porto
CONTRA FACTOS NÃO HÁ ARGUMENTOS! Mas os verdadeiros corruptos continuam a acusar inocentes para aliviar a sua consciência. “…Sendo assim, tudo indica que as autoridades inglesas não encontraram provas que pudessem sustentar uma acusação de corrupção a Charles Smith e a outras pessoas ligadas ao Freeport. Aliás, como se percebeu pela leitura da carta rogatória enviada pelos ingleses para Portugal, grande parte da investigação inglesa estava suportada pelos dados fornecidos pelo Ministério Público português. Em suma, da parte da polícia inglesa nada de extraordinário tinha sido descoberto com relevância para a investigação em curso. Aliás, enquanto em Portugal o SFO era elevado à categoria de grandes investigadores criminais em matéria de corrupção e branqueamento de capitais, em Inglaterra aquela agência foi alvo de fortes críticas por parte de dois advogados, Arturo John e Ben Rose, responsáveis por uma auditoria aos serviços da agência. "O SFO está envolvido num fiasco que pode ter ditado o destino do primeiro-ministro português, José Sócrates, e determinado o resultado das eleições de Setembro", escreveram ambos, no jornal The Times” Pergunto eu: não era isso que interessava ao PSD?
13 Nov 2009, às 19:31 - Portugal - Porto
Embaixador utilizado para 'lobby' no Freeport “Ingleses queriam contacto com secretários de Estado de Sócrates para "aplicar mais pressão" na aprovação do projecto.” “No documento, Rick Dattani até fez um ponto de situação quanto à opinião dos dois secretários de Estado. Rui Nobre Gonçalves, escreveu, "está aparentemente a favor do projecto, mas precisa do apoio da DRAOT (Direcção Regional do Ambiente e do Ordenamento do Território) para o aprovar. Já Pedro Silva Pereira, actual ministro da Presidência, segundo o administrador inglês, "opõe-se ao projecto e está a pressionar a comissão para esta impor restrições". “Os ingleses estavam, sobretudo preocupados, com eventuais restrições ao projecto que pudessem ser mencionadas pela comissão ministerial que estudou o caso. E que essas mesmas restrições fizessem com que a rentabilidade do investimento fosse reduzida. Ainda assim, Dattani diz que questões menores poderão, posteriormente, "ser negociadas ao nível da autarquia local, onde nós temos grande influência e apoio". “A diplomata, em 2001, terá feito algumas diligências para promover uma reunião entre os administradores ingleses do Freeport e o então ministro do Ambiente, José Sócrates. Mas não conseguiu. Daí, tal como o DN já tinha adiantado, nos documentos da Freeport há uma referência a José Sócrates como a "integridade em pessoa". Esta informação foi transmitida pela embaixadora inglesa aos administradores.
13 Nov 2009, às 19:29 - Portugal - Porto
FREEPORT Relatório/conclusão de 2 técnicos contratados pelo M.P. “A ambos foi disponibilizada vária documentação apreendida no processo FREEPORT, como, por exemplo, documentos recolhidos, em 2005, pela Polícia Judiciária no gabinete de Honorina Silvestre, ex-assessora da Câmara de Alcochete, e na empresa Smith&Pedro. Assim como outra “oficial”, como decretos-lei, despachos e plantas topográficas. No que diz respeito ao ambiente, os peritos consideraram que “os procedimentos foram de elevada exigência ambiental”. “O facto de o projecto em causa ter sido recusado duas vezes, confirma que houve uma análise exigente”. Recorde-se que, antes da aprovação em 2002, o projecto tinha sido chumbado duas vezes pelos serviços do Ministério do Ambiente. Quanto à integração do outlet na Zona de Protecção do Estuário do Tejo (ZPE), os peritos explicam: “Pode concluir-se que pelo menos uma parte do projecto se manteve sempre integrada na ZPE, com ou sem a sua mencionada alteração de limites”. Daí, acrescentam, “esta circunstância, só por si, ajuda a demonstrar que a alteração dos limites não terá tido por objectivo, e seguramente, não teve por resultado tirar o empreendimento da área classificada como ZPE”.
13 Nov 2009, às 17:47 - Portugal - Lisboa
Os ingleses assim que viram que se tinham metido com "The PS Golden Baby", perceberam logo que tinham metido a pata na poça ( ou tera sido a paça na copa?). Pronto, aqui não se apura nada, nunca há conclusões e a justiça se sua majestada tem mais que fazer que aturar decadentes ainda maiores que eles.
Cordeiro
13 Nov 2009, às 14:11 - Portugal - Lisboa
Mas será que algumas pessoas não se enxergam e não percebem que José Sócrates está politicamente sem credibilidade? Como socialista militante mas, tendo os pés bem assentes na terra, não posso deixar de constactar o que se está a passar c/o meu PS com socialismo puro e não esta espécie de politica de fantoches. É demasiado fumo para não ser fogo.
vguerra
13 Nov 2009, às 11:17 - Portugal - Lisboa
Ou seja ,a distribuição dos envelopes passou-se aqui e não haverá ílicito no UK
Manuela Santos
13 Nov 2009, às 10:06 - Portugal - Setúbal
Agora é que a Manuela Moura Guedes fica mais deprimida...Tanto dinheiro gasto pela TVI com idas a Londres para investigação, na tentativa de destronar José Sócrates, para nada...Não seria preferível que a comunicação social fosse isenta ?...Falasse com fundamentos credíveis ? É assim que a Democracia avança, não é com julgamentos em praça pública. Hoje em dia, tudo é permitido.Isto é anarquia...
Augustos
13 Nov 2009, às 09:40 - Portugal - Lisboa
Os inimigos de José Sócrates devem estar de rastos com as suas invenções de cabeças ferteis sempre a delirar. Essa como está a chegar ao fim, tentam incluí-lo na "face ocuta". Como diz o ditado, nuita parra e pouca uva, é o que se passa na investigação. Apresentam trabalho apenas para a comunicação social, que é logo aproveitado pelas aves de rapina, porque não conseguem sobreviver doutra forma.
13 Nov 2009, às 08:57 - Portugal - Lisboa
Uma história muito mal contada. Com todas as declarações e envolvidos neste caso, existiam provas mais do que suficientes para a existência de luvas mas, este final infelizmente era de esperar. Mais uma vez fica provado que a teia é grande e com gente grande a mexer no assunto. Gordon Brown grande amigo de Sócrates bem como outros elementos conseguem sempre tapar as vigarices dos seus aliados.
13 Nov 2009, às 00:22 - Portugal - Lisboa
Quando veio a publico o "desejo" dos Ingleses ouvirem mais uma vez Charles Smith só podia mesmo ser a saída para o encerramento do caso. Apesar de estar encerrado em Inglaterra não está encerrado em Portugal. o que existiu foi mais um favor de Gordon Brown ao s/grande amigo. Como, aliás aconteceu no caso Maddie. Sinto vergonha de ser Portuguesa.
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