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por SÓNIA SIMÕES
Associação de Discotecas diz que o Comando de Lisboa recusa fazer serviços remunerados à porta das discotecas. Porto, Braga e Algarve já o fazem.
Um cliente malcomportado foi obrigado a abandonar uma discoteca de Lisboa e, na rua, foi espancado pelos seguranças perante o olhar incrédulo de dezenas de fregueses. A Associação de Discotecas de Lisboa defende que muitos destes casos podiam ser evitados caso o Comando da PSP de Lisboa aceitasse que os seus elementos fizessem serviço nas zonas de diversão nocturna, pagos pelas discotecas.
A ideia de pôr polícias pagos por empresários da noite em zonas de diversão foi anunciada pelo ministro da Administração Interna, Rui Pereira, no início de 2008. Mas, actualmente, garante o presidente da Associação Nacional de Discotecas, apenas está a ser aplicada em Bragança, Braga, Porto e Algarve. "O Comando de Lisboa não o faz porque diz não ter elementos suficientes", acusa Francisco Tadeu.
O responsável defende que os seguranças privados são treinados para não reagir, "mas por vezes são provocados". Poderá ter sido o que aconteceu na noite de sexta-feira, quando um cliente de 20 anos foi expulso da discoteca Absorve, que abriu portas recentemente, e espancado pelos seguranças. Eram 04.30. Dez horas depois, a vítima estava na esquadra da PSP do Calvário a denunciar que apenas tentou separar um grupo de amigos que se envolveu em confrontos no interior da discoteca. E que sofreu vários hematomas na face.
Uma testemunha no local contou ao DN que os seguranças "lançaram o rapaz ao chão", depois "descalçaram-no e ainda o agrediram com as botas". Quando a PSP chegou, a vítima já não estava no local. Não havia flagrante. O caso seguiu então para investigação.
João Rocha, responsável por uma empresa de formação de seguranças e presidente da Associação de Discotecas de Lisboa, recorda que estes casos são sempre assim. "Se houvesse um polícia em serviço remunerado no local, a situação era imediatamente sanada", diz.
Mas a violência na noite de Lisboa - uma das capitais europeias eleitas recentemente como as melhores em termos de diversão nocturna - não se resume a desacatos entre seguranças e clientes. "Há proprietários de discotecas que são ameaçados por grupos de traficantes de droga e de armas. Um polícia que conheça a noite e que esteja presente, facilmente consegue perceber os movimentos. E ver quem tem armas e droga", diz.
João Rocha diz que o Comando da PSP de Lisboa tem recusado ceder polícias para estes serviços. Mesmo quando duas ou mais discotecas se juntam e prontificam a pagar o serviço em conjunto.
Contactada pelo DN, a porta- -voz do Comando da PSP de Lisboa, Carla Duarte, disse que não dispunha de dados referentes a eventuais pedidos de serviços que foram negados pela PSP.
A responsável adiantou que "a contratação de elementos policiais, ao abrigo de remunerado, obedece sempre a um processo administrativo que é analisado localmente. As Divisões Policiais analisam os pedidos de afectação de elementos policiais a determinados bares ou discotecas e são igualmente responsáveis pelo seu deferimento e indeferimento".
Segundo a PSP, "o indeferimento de pedidos desta natureza pode resultar desde motivos tão latos como os relacionados com escassez de recursos humanos policiais como os decorrentes da própria segurança activa dos estabelecimentos que os requisitam".
Tags: Portugal, Sul
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Carlos Alberto Soares da Silva
O que falta e haver ordem. Essa ...
há 10 dias, 19 horas e 38 minutos
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1 Comentário
12 Nov 2009, às 10:10 - China
O que falta e haver ordem. Essa mafia da noite movimenta muito dinheiro e sabem bem como " lubrificar" a maquina politica. Basta haver desejo politico em acabar com essa poica vergonha.
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