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por rita carvalho
A três dias da primeira reunião com a nova ministra, sindicatos voltam a exigir suspensão do modelo mas não querem deitar fora a classificação deste ano. Fenprof diz que sinais dados até agora não são positivos, e dá um mês à nova equipa para mostrar que quer negociar. Depois ameaça voltar à luta
A Fenprof voltou ontem a exigir a suspensão do modelo de avaliação e a revisão do Estatuto da Carreira Docente, de modo a acabar com a divisão dos professores em duas categorias. Mas a três dias de reunir pela primeira vez com a ministra da Educação, o maior sindicato de professores considerou ainda "pouco positivos" os sinais já dados pelo Governo. E deu um mês à nova equipa para demonstrar que seguirá políticas diferentes do passado. Senão, ameaça avançar com acções de luta conjuntas.Apesar de terem criticado fortemente o modelo de avaliação aplicado nos últimos dois anos - e que foi sujeito a duas simplificações - os sindicatos da Fenprof consideram que todo o trabalho feito até agora não deve ser deitado fora. "Não queremos a suspensão do ciclo que termina em Dezembro, como tem tentado fazer passar o primeiro-ministro. Queremos é que não se prossiga no novo ciclo (que começou neste ano lectivo e vai até 2011) com o modelo anterior", afirmou o secretário geral, Mário Nogueira.Por isso, todos os professores deverão concluir a sua avaliação deste ano e conhecer a nota o mais depressa possível, defendeu Mário Nogueira, no final de uma reunião do secretariado nacional. Mas a Fenprof impõe condições: quem teve "Excelente" ou "Muito Bom" não poderá usar a nota para concorrer, e todos os professores, mesmo os que não entregaram objectivos individuais, terão de ser avaliados. Para Mário Nogueira, esta será a única forma de garantir "que não são cometidas mais injustiças". Porque, acrescenta, neste ciclo avaliativo, "não houve condições para avaliar as pessoas como deve ser e, entre escolas, houve muitas discrepâncias". A utilização da nota do ano passado na progressão da carreira também não se deverá colocar, diz Mário Nogueira. Porque esta classificação seria apenas utilizada para o concurso de titular, algo que a Fenprof acredita que deixará de existir com a abolição da divisão da carreira docente entre professores e titulares.Durante este mês, os sindicatos vão colocar a ministra Isabel Alçada à prova e avaliar ainda quatro aspectos da nova liderança: a relação com os sindicatos, a abertura para alterar o estatuto e modelo, o Orçamento de Estado, e ainda o comportamento do Governo face às decisões do Parlamento. Por exemplo a forma como reagirá á aprovação de um projecto de resolução que recomende a suspensão do modelo mas não seja acatada pelo Governo.Para já, os sinais não são positivos, diz a Fenprof, que lamenta ainda não ter sido recebida pelo grupo parlamentar do PS.
Tags: Portugal
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5 Comentários
09 Nov 2009, às 04:51 - Portugal - Lisboa
Fazer dos portugueses parvos é o que o Mário Nogueira está a fazer. A avaliação do ano passado serve, mas não serve, o estatuto serve, mas não serve. O governo tem de fazer o que a FENPROF quer, porque se não não serve! Fica tudo na mesma, com o Mário Nogueira a fazer de professor de lógica da batata!
09 Nov 2009, às 01:03 - Italy
O ensino básico em Portugal é uma anedota. Os meus filhos tiveram uns "stores" com nota de MB e Excelente, mas não sabem escrever uma simples anotação nos testes dos alunos. Acho que foi tudo à custa o engodo. Na Itália, o MBom e o Excelente é dado pelos inspectores externos à escola e quando assim acontece têm todos a mesma nota porque se trabalha em equipa. Força DR Nogueirra!
08 Nov 2009, às 21:23 - Portugal
O que eles querem é que tudo se mantenha na mesma,sem diferenciações com todos os professores postos no mesmo saco.Isso pode ser bom para a corporação dos docentes mas trágico para a qualidade de ensino em Portugal.O governo que mande esse sujeito passear e se afaste sem qualquer sombra de dúvidas das posições estúpidas e irresponsáveis da Fenprof.
08 Nov 2009, às 20:09 - Portugal - Santarém
O Mário Nogueira pode meter uma cunha ao António Costa para ser recebido pela Ministra. Serviu-se da luta dos professores para ter protagonismo político, apoiou o Costa e ainda quer que os professores acreditem nele. Eu já não acredito e acho que os professores que se esforçaram devem ver o seu esforço recompensado. Uma professora com 27 anos de serviço- NA ESCOLA.
08 Nov 2009, às 19:10 - Portugal - Leiria
Este Mário Nigueira foi aquele que ganhou as eleições legislativas? Até parece que tem legitimidade para governar. Então aqueles que trabalharam e muito e tiveram Muito Bom ou Excelente, não podem utilizar a nota. Então ele serve para quê? Ai se o ridículo pagasse imposto, este Mário Nogueira tinha de estender a mão à caridade.
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