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por VALENTINA MARCELINO
Um ofício do Comando de Lisboa, onde é assumida a falta de equipamento policial, vem dar aos sindicatos a prova oficial que faltava para confirmar reivindicações recorrentes. Mas a PSP defende- -se dizendo que há equipamento para cumprir o que é necessário.
A PSP está com falta de algemas, coletes anti-balas e outro equipamento considerado básico para a protecção pessoal de um polícia. É o próprio chefe máximo do Comando Metropolitano de Lisboa, Superintendente Jorge Barreira, quem o assume, num ofício a que o DN teve acesso (ver imagem).O ofício foi redigido na resposta a requisições desse material, que foram dirigidas por vários agentes ao departamento de logística deste comando.
Em Julho passado, o Director Nacional da PSP, superintendente Oliveira Pereira, assegurou não faltar "nenhum equipamento" aos agentes desta força de segurança. Esta garantia foi registada por vários órgãos de comunicação social que pediram a Oliveira Pereira uma reacção à notícia do DN desse dia segundo a qual havia centenas de agentes a comprar material de protecção às próprias custas por não haver disponível nos respectivos comandos.
Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical de Profissionais da Polícia (ASPP), o mais representativo desta força de segurança, justificou na ocasião que "a partir do momento em que os polícias começaram a assistir ao aumento do crime violento, instalou-se um sentimento de insegurança e a necessidade de se sentirem mais protegidos".
Explica agora que "a declaração do Director Nacional a dizer que estava tudo bem provocou uma espécie de 'corrida' ao material em falta. Foram enviados pedidos para vários comandos, principalmente para o de Lisboa, onde essa insuficiência tem sido mais notada". O dirigente sindical salienta que a resposta que os agentes receberam foi a mesma em todo o lado: "que o material solicitado não estava disponível".
Paulo Rodrigues nota que esta resposta "contradiz um pouco aquilo que o Director tinha afirmado" mas acredita que Oliveira Pereira não "tivesse entendido bem a informação em causa", uma vez que "toda a gente na polícia sabe que este é um problema recorrente e escondê-lo não ajuda a resolvê-lo".
A Direcção Nacional da PSP, por seu turno, não encontra contradição entre o que escreveu o Comandante de Lisboa e as palavras de Oliveira Pereira. "Apenas podemos, novamente, reiterar o que já havíamos dito face a esta situação, isto é, os polícias possuem o equipamento necessário e adequado à função operacional que desempenham", sustenta o porta-voz oficial da PSP (ver texto em baixo). Idêntica resposta é dada por uma fonte oficial do Comando de Lisboa que, apesar de confirmar que, de facto "não há material individual para todos os agentes", assegura que "as algemas ou o equipamento de protecção, como os coletes balísticos, são distribuídos sempre que se entende adequado para alguma operação".
Conforme noticiou o DN, também em Julho último, para responder às preocupações dos agentes, a ASPP firmou um acordo com uma empresa de segurança privada para facilitar a compra do equipamento a prestações. O director da empresa em causa confirmou o aumento substancial da procura por parte dos polícias, como um aumento de cerca de 40% das vendas do "kit policial" (ver quadro). "Num ano de crise as nossas vendas dispararam e 97% dos nossos clientes são das polícias", disse este responsável. Os mais recentes"'clientes"compradores foram os novos agentes saídos do curso da PSP.
Tags: Portugal
Fotografia © Rodrigo Cabrita - DN
Material é adequado às necessidades
Antolin Santos
Isto da falta de algemas e coletes ...
há 24 dias, 10 horas e 24 minutos
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1 Comentário
29 Out 2009, às 18:04 - Portugal - Lisboa
Isto da falta de algemas e coletes é tão ridículo que custa a acreditar. Também não deviam precisar de muitas pois a maior parte dos criminosos fica logo solta enquanto as vitimas são interrogadas horas e horas.
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