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por C.A.P
Fesap e Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado divergem na análise da situação criada pela nova lei, mas defendem a mesma solução: todos os cargos dirigentes, incluindo os superiores, devem passar a estar sujeitos a concurso.
Bettencourt Picanço, do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), considera que as nomeações ascendem às "largas centenas", e questiona os critérios subjacentes a estas escolhas: "Chegamos a ter subdirectores-gerais que acabaram de sair da faculdade e que apresentam como currículo a militância em juventudes partidárias", acusa.
O presidente do STE argumenta, por outro lado, que o Governo acaba por ter uma influência indirecta considerável sobre os 3947 dirigentes intermédios que são recrutados por procedimento concursal. "Na prática, a maioria destes cargos estão hoje preenchidos em regime de substituição. Eu coloco-a em regime de substituição durante um ano e quando abrir o concurso você tem preferência" afirma, ao DN. "Se juntarmos estas regras à avaliação de desempenho, em que os dirigentes têm a faca e o queijo na mão, isso significa que temos vindo a caminhar no sentido da partidarização".
Já o responsável da estrutura afecta à UGT responde que é preciso ter provas para sustentar esta acusação. Nobre dos Santos, da FESAP, admite também que os concursos de 3900 dirigentes intermédios possam ser feitos à medida, mas afirma que a politização dos cargos é "residual" .Por uma questão de "transparência", a Fesap defende, tal como o STE, que todos os cargos dirigentes - incluindo os superiores - passem a estar sujeitos a concurso.
Tags: Portugal
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