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por PEDRO SOUSA TAVARES
Deverá partir do Ministério da Educação a contrapartida socialista às propostas da oposição sobre a avaliação e a divisão das carreiras. Recuo é assumido como inevitável. CDS prepara documento inspirado no privado
Já há vozes no PS a defenderem que o Governo apresente propostas que "vão ao encontro" das pretensões dos sindicatos e oposição em matéria de avaliação e estrutura das carreiras dos professores. Luiz Fagundes Duarte considera mesmo este passo "inevitável" na actual situação política.
Em declarações ao DN, o deputado - ressalvando estar a opinar "a nível pessoal", dado não existirem ainda "posições oficiais" do PS na matéria - assumiu não haver "outra saída" para estes temas, que considerou as excepções numa legislatura em que, na sua opinião, "a esmagadora maioria" das reformas educativas foram aceites.
Fagundes Duarte admitiu que a iniciativa "não deverá partir do grupo parlamentar do PS" mas do Ministério da Educação, agora tutelado por Isabel Alçada. Caberá assim ao Governo definir "até que ponto" está disposto a recuar. Isto, sendo certo que a oposição já pôs em cima da mesa exigências como o fim das quotas para as melhores notas, a suspensão dos efeitos das avaliações já realizadas e a eliminação da categoria de titular.
O que o deputado exclui é a inexistência de uma alternativa do Governo: "Já ficou claro que as coisas têm de ser discutidas e negociadas", defendeu." É matematicamente certo que se todos os partidos da oposição aprovarem determinada proposta ela passa".
Contactado pelo DN, o secretário--geral da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), Dias da Silva, considerou as declarações do deputado um sinal de "consciência de que o quadro político de hoje é novo", manifestando esperança de que seja também esse o entendimento do Governo.
"É o que esperamos", disse. "O desafio que se coloca ao Ministério da Educação e ao Governo é perceber que é preciso eliminar rapidamente os aspectos da avaliação de desempenho e da estrutura das carreiras que continuam a causar perturbação nas escolas", disse o sindicalista. "É certo que, nomeadamente o novo modelo de avaliação, poderá levar meses a discutir. Mas há soluções transitórias que podem desde já ser encontradas", acrescentou.
Além de CDU e Bloco de Esquerda - que já pediram formalmente a suspensão da avaliação, tendo apresentado propostas alternativas em que é dado ênfase ao carácter formativo da análise do desempenho dos docentes - também o CDS-PP está a preparar a sua alternativa ao Actual Estatuto da Carreira Docente, onde engloba a avaliação e a questão das categorias de professor e titular.
A proposta está a ser orientada pelo eurodeputado Diogo Feio , o qual confirmou ao DN que a solução "aproxima-se" do modelo de avaliação vigente no sector privado. Nomeadamente na centralização do processo "na escola" e no facto de se "se valorizar mais a componente científico-pedagógica " do trabalho dos professores. O CDS pretende também eliminar a categoria de titular, tornando "facultativo" o acesso aos cargos de gestão inerentes a esse grau.
Diogo Feio garantiu que o partido não manteve "qualquer contacto", nomeadamente com PS e PSD, para acertar posições. Em contrapartida, considerou "indispensável" que a revisão seja feito "ouvindo a opinião dos professores".
Já o PSD disse ontem à Lusa, através do deputado Pedro Duarte, que vai "aguardar pelo programa de Governo" antes de formalizar a sua proposta.
Tags: Portugal
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10 Comentários
28 Out 2009, às 01:57 - Portugal - Lisboa
Todos os modelos de avaliação do estadi devem ser revistos,porque enfermam do mesmo erro incompetência técnica,são cintificamente nulos e meramente arbitrários,só se fala dos professores o que é uma tremenda injustiça porque as centenas de milhares de funcionários publicos estão de cocoras,enquanto os professores ocuaparam a rua, que era dos desgraçados e agora é dos doutores.
27 Out 2009, às 16:44 - Portugal - Aveiro
O discurso de Sócrates, na tomada de posse,"mexeu" com os professores, face à anunciada determinação em valorizar a concertação na procura de soluções sem abdicar do essencial da reforma. É agora possivel,eliminar bloqueios que perturbam o normal funcionamento das escolas públicas.A nova M.E.terá pouco tempo para preparar o dossier que reintroduzirá o dialogo da sintonia necessária. Teste decisivo
27 Out 2009, às 11:49 - Portugal - Bragança
Mas quem representa este senhor deputado (alguém o conhece ? ) para estar a dar opiniões a nível pessoal sobre assunto tão delicado ? E já agora qual o interesse do Diário de Notícias em dar á esta pseudo-notícia um ênfase tão grande ? Ai o poder das corporações !!!!!!
27 Out 2009, às 11:43 - Portugal - Setúbal
ATENÇÃO - Espero que toda a gente tenha entendido que existe uma coisa chamada separação de poderes! A Assembleia da Républica não governa! Qualquer Lei, feita por ela, em áreas de legislação concorrêncial com o Governo, pode ser "desfeita" por Decreto-Lei do Governo, e está o "baile armado". Espero que haja bom senso e não se destrua a Avaliação (que tem que ser feita), há maus e bons CERTO?!...
27 Out 2009, às 11:21 - Portugal - Bragança
Andamos nisto há mais de duzentos anos, um novo governo, nova politica de educação, o que fez o anterior é desfeito pelo seguinte! Bom seria que se entendessem de uma vez por todas e houvesse CONTINUIDADE nas politicas educativas!
aaaa
27 Out 2009, às 11:04 - Portugal - Porto
Os professores deviam unir-se nas escolas e abandonar os sindicatos. Os professores unidos nas escolas teriam mais força do que com os sindicatos. O problema é o individualismo dos professores porque se fossem capazes de ser unidos nas escolas e chamar à união as associações de pais ganhavam sempre.
Carlos Gomes
27 Out 2009, às 10:48 - Portugal - Lisboa
Os Fenprofes e as Fenprofas aí estão, desensofridos, não para o primeiro dia de aulas, mas para o primeiro dia de luta para transformar Portugal numa Escola Secundária.
vguerra
É só pedir rapaziada! "Com a André é que é !"
zpto
27 Out 2009, às 10:07 - Portugal
Tanto o governo como a oposição tem a responsabilidade perante o país de não deixar que o sistema de ensino volte a estar numa situação de refém dos interesses corporativistas da classe docente como tem sido regra desde o 235 de Abril.O bom para professores não tem absolutamente nada a ver com o que é bom para o sistema de ensino e ninguém deve comprar paz com os sindicatos em detrimento da escola
Nuno Vaz
27 Out 2009, às 07:29 - Portugal - Lisboa
Depois de teres andado a GOZAR com a MALTINHA, agora queres BATATINHAS... "Toma e vai-te Curar "!
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