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Novo Governo

Governo de combate dá prioridade a casamentos 'gay'

por JOÃO PEDRO HENRIQUES e DAVID DINIS  

Governo de combate dá prioridade a casamentos 'gay'

José Sócrates entregou o novo Executivo a Cavaco. Vieira da Silva ganha peso político na Economia, levando consigo a gestão dos fundos da UE. Mas o Governo é de diálogo, fazendo cair os seis ministros mais contestados. Agora, é tempo de preparar medidas: a primeira será o casamento 'gay'

O Governo está feito e José Sócrates prepara os próximos passos. Num executivo que dará prioridade à economia e ao reforço do controlo dos milhões da UE, a prioridade passa a ser o programa de Governo e a agenda legislativa de curto-prazo. Uma das primeiras medidas, sabe o DN, será a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

A lei avançará no Parlamento assim que o Governo estiver completo e com o previsível apoio dos partidos à esquerda (Bloco e PCP). Em suspenso, pelo contrário, fica a regionalização - à espera de um consenso político que ninguém garante que chegue a tempo.

Quanto ao novo Governo, resume-se assim: oito ministros novos; oito ministros reconduzidos (embora com algumas trocas de pastas); e uma única mudança orgânica de peso: a gestão dos milhões da União Europeia vai ser transferida do ministério do Ambiente para o da Economia. E nesta pasta foi colocado um peso-pesado da entourage que mais directamente colabora com José Sócrates na condução do PS e do Governo: Vieira da Silva.

Com a crise no topo das prioridades, o ministério da Economia e da Inovação vai passar a chamar-se também " e do Desenvolvimento" e essa pequena mudança significa, precisamente, que passará a tutelar também a gestão dos milhões do actual QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) - cuja gestão estava a levantar várias críticas entre os empresários e num momento que será fundamental para apoiar a criação de emprego.

Esta é a nota mais saliente do novo elenco governamental, que José Sócrates ontem levou ao Presidente da República. A tomada de posse está marcada para segunda-feira, como de costume no Palácio da Ajuda. O primeiro-ministro indigitado foi a Belém a meio da tarde e procurou evitar ser fotografado.  Entrou e saiu pelo portão lateral do palácio, ludibriando a imprensa. Perto das 18h00 os nomes começaram a ser divulgados.  Um elenco que Sócrates pretende que seja simultaneamente de combate e de rigor na gestão económica - com o núcleo duro político intocável nos mais fiéis colaboradores destes anos.

Do novo Governo,  outra nota a salientar: a chamada de António Mendonça para os Transportes. Na sua agenda, o lançamento imediato das grandes obras. Os mais próximos de Sócrates, ontem, diziam que terá uma obrigação: garantir o controlo financeiro da sua execução. Um sinal para Cavaco - e para o PSD.

Mendonça, como os restantes ministros, começaram a receber convites formais na segunda-feira. Sócrates chamou também a São Bento os que não foram reconduzidos, para uma palavra de agradecimento. Foram eles Maria de Lurdes Rodrigues, Pinto Ribeiro, Mário Lino, Alberto Costa, Severiano Teixeira, Jaime Silva e Nunes Correia.  Precisamente os ministros mais contestados pelas respectivas "corporações" profissionais. O sinal para os próximos anos é claro: sem maioria absoluta, com as reformas principais no terreno, a ordem será para negociar. Mesmo para os contestados que sobrevivem, Rui Pereira e Mariano Gago.

Nessa linha de consensualização há, aliás, outro sinal de abertura a registar no XVIII Governo: a "contratação" da sindicalista da UGT Helena André para a pasta do Trabalho, com a missão de controlar a subida do desemprego (ver texto ao lado).

Surpreendente foi a colocação de Santos Silva na pasta da Defesa. Era já certo que deixaria os Assuntos Parlamentares, mas ainda ninguém tinha alvitrado que seria transferido para a pasta até agora gerida por Severiano Teixeira.

Outra novidade é a colocação de Jorge Lacão a ministro dos Assuntos Parlamentares - que é a primeira promoção de um secretário de Estado (no caso, da Presidência do Conselho) a ministro. Na legislatura 1995-1999, com Guterres a primeiro-ministro, Lacão liderou a bancada do PS e deixou um rasto de conflitualidade interna. Já demissionário, assinou com o PSD um acordo de revisão constitucional.  Foi sucedido então por Francisco Assis, agora de novo líder parlamentar, e os dois terão de manter uma enorme ligação. Ao escolher Jorge Lacão, Sócrates valorizou a sua experiência parlamentar e legislativa. Tutelando os Assuntos Parlamentares, integrará o "núcleo duro" de coordenação do Governo.

Como se esperava, Alberto Martins transitou da liderança da bancada para a pasta da Justiça. Há muito que sinalizara Sócrates de que não estava disposto a continuar no Parlamento. A pasta da Justiça é o prémio por ter conseguido evitar rupturas na bancada do PS. Espera-se que  (também) pacifique o sector.

Tags: Portugal


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32 Comentários


V. Diniz

23 Out 2009, às 23:38 - Portugal - Setúbal

Ora aí está uma medida importante e de suma importancia para o desenvolvimento politico-social e talvez até uma das mais urgentes medidas para a saida da crise, creio que con esta medida o novo governo irá até resolver o problema da decrescente natalidade em portugal, é mais do que urgente debruçarem-se sobre o casamento dos gays (só para rir) belo inicio de legislatura


francisco jesus moreira goncalves

23 Out 2009, às 22:41 - Portugal - Braga

Numa crítica ao Estado, o fundador da desobediência civil,H.D. Thoreau, disse um dia que' o melhor governo é o que menos governa'. Este pensamento libertário, pode ter seguidistas. Tenho absoluta certeza que o governo agora proposto ao PR é excelente, sem metáfora. Agora gays e afins, valha-nos - deixe essa pinóia para a quadratura do BE. Governe.


Jorge Silva Marques

23 Out 2009, às 20:36 - Portugal - Lisboa

De onde virá esse discurso do "não é prioridade"??? Porque é que esse argumento só é utilizado relativamente a este assunto, e não (por ex.) relativamente à avaliação dos professores? Alguma vez alguém se lembrou de dizer que outros debates "não são prioritários"? Deixem-se de argumentos falaciosos!


Jorge Silva Marques

23 Out 2009, às 20:32 - Portugal - Lisboa

O assunto era "fracturante" há apenas alguns meses. Foi esse o argumento que o PS, com maioria no Parlamento, usou para o chumbar. Agora, que não tem minoria, apresenta ele próprio à consideração dos outros partidos a proposta 8ao que parece) do BE. Com que objectivo? Só pode ser fazer chumbar o diploma, desta vez, pelos outros partidos, para fazer de conta que tem as mãos "limpas"...


mv2009

23 Out 2009, às 19:03 - United States

"Os homossexuais Portugueses são pessoas de bem, tal como os heterossexuais; na nossa sociedade democrática e republicana, tod@s nós somos imprescindíveis para o bem-estar da mesma." - Nem mais. E os ignorantes que so comentam baseado no titulo da noticia, como se fosse apenas esta medida a mais importante a tomar pelo Governo!... Tratem-se.


ARC

23 Out 2009, às 17:03 - Portugal - Aveiro

O titulo desta notícia não está em sintonia com a sua substância.Reflecte,sim,a alegada preocupação da C.S.,em tempo de crise que atinge ,também,jornais e revistas,de captar o "consumo",de produzir para vender.A apreciação do governo,as 1ª provas públicas de força e resistência estão informadas:o debate do orçamento e a discussão do programa do governo.O casam.gay virá,a seu tempo.


JM Rocha Moreira

23 Out 2009, às 16:55 - Portugal - Porto

Na generalidade concordo com os comentários abaixo.O PS deve deixar para o católico (?) Pureza do BE a proposta de lei do casamento de pederastas e apenas votar a favor.Não é uma prioridade.Quanto ao gov. nem bom, nem mau. Um bom governante deve governar segundo o possível e de acordo com a conjuntura. Sócrates não precisa de desdizer-se, basta adaptar-se à nova situação mundial.Como a Sra Merkel.


vivaaliberdade

23 Out 2009, às 16:30 - Portugal

O Casamento entre Homossexuais é tão importante como o Casamento entre Hoterossexuais.


J.Serra

23 Out 2009, às 16:29 - Portugal

Pois-a nossa economia não vai ser objecto de evolução possitiva enquanto o casamento entre os ditos não for decretada. Mas, numa crise em que o país se encontra, um PM vem com uma m*** destas?


cardobravo

23 Out 2009, às 15:28 - Portugal - Vila Real

Se Portugal não tem assuntos mais urgentes a tratar, e resolver, então está tudo muito bem. Casem-nos uns com os outros resolvam o assunto de vêz. Não tem importancia um paíz com 600.000 desempregados,fabricas a fechar todos os dias,agricultura de rastos, portugueses que há á beira da miseria,os hospitais a rebentar pelas costruras,falta de médicos(têm que vir de cuba) tenham vergonha.


Utente

23 Out 2009, às 15:14 - Portugal

Aproveito para reclamar o casamento polígamo. Por disposição inata, por opção, por maioria de razão e por respeito à Constituição da República. Sinto-me discriminado.


ruca1815

23 Out 2009, às 15:08 - Portugal - Setúbal

Quando digo por questões culturais refiro a uma alteração profunda na sociedade que os homossexuais querem imporem.Para isso altere-se também a lei do casamento monogâmico para se resposta aos casais que querem ter vários parceiros.Altere-se tb a proibição de casamento entre familiares.Altere-se tudo e mais alguma coisa.Não vejo no PS/BE qualquer moralidade para impôr o quer que seja.


ruca1815

23 Out 2009, às 15:04 - Portugal - Setúbal

Apesar de discordar com o casamento entre duas pessoas, por questões culturais e naturais uma vez que é impossivel a descendência e herança humana, considero que deva ser amplamente discutida por toda a sociedade e no limite realizar-se um referendo. Contudo não pode haver batota, como foi o segundo referendo do aborto ou o da Irlanda (onde o SIM ganhou no prolongamento).


ruca1815

23 Out 2009, às 14:57 - Portugal - Setúbal

Ai temos o que realmente falta para acabar com os problemas do país. 600000 desempregados, 18% pobreza, dívida publica, déficit. Como se resolve isto? simples, casamento entre duas pessoas do mesmo sexo. Ai está a primeira medida que tanto vai unir os portugueses. Uma lei não discutida e fracturante na sociedade imposta por um partido rancoroso, vingativo e mau partido


Nick Bolas

23 Out 2009, às 14:09 - Portugal - Lisboa

Também acho que o casamento de homosexuais é a coisa mais importante e mais urgente a fazer neste país. Nada há de tão grave que não possa ser adiado, excepto o casamento de mesmo sexo. Que fantasia, que entretenimento para os media e para o povo. Acho que merecemos isto inteiramente. Obrigado, camaradas.


vivaaliberdade

23 Out 2009, às 13:59 - Portugal

Os homossexuais Portugueses são pessoas de bem, tal como os heterossexuais; na nossa sociedade democrática e republicana, tod@s nós somos imprescindíveis para o bem-estar da mesma. Quem não respeita as diferenças de cada um como cada qual, é antiquado, não “permite” a evolução da sociedade, não tem inteligência emocional, não tem assertividade, nem respeita o ser humano como tal.


Ashley

23 Out 2009, às 13:20 - Portugal - Lisboa

Nem há mais nenhuma prioridade neste país!


bjrp

23 Out 2009, às 13:13 - Portugal

O casamento gay mau para a economia não vai ser, especialmente para as empresas que gerem copos d'água que vão ver a sua clientela subir. Além disso cidadãos mais protegidos e felizes, sociedade mais feliz, mais coesa e produtiva. Temos todos a ganhar com esta medida, mesmo que os de vista mais curta não o entendam.


mpqueiros

23 Out 2009, às 12:35 - Portugal - Braga

Casamento gay: ora aí está um assunto importante, cuja rápida resolução irá, sem dúvida, ajudar o país a ultrapassar a crise! São necessárias medidas importantes e, afinal, temos assunto para revistas cor-de-rosa como tópicos importantes da agenda política! "Pão e Circo para distrair o Povo" (começa a faltar o pão...)


Chalupa

23 Out 2009, às 12:12 - Portugal - Setúbal

Ponto 1 Não tenho nada contra os casamentos de homossexuais; apenas acho que são um desperdício. Ponto 2 Não voto em partidos, voto em passoas. Ponto 3 Leiam o artigo com atenção e cuidado e perceberão que iremos ter um governo sério e prudente.


Silvino Seabra

23 Out 2009, às 11:42 - Germany

Muito bem sr.primeiro ministro.Aqui esta o primeiro passo para uma uniao de facto PS/BE.Novazio de ideias de um e outro como combater a crise e tornar Portugal um pais prospero e competitivo trilha-se o caminho de agradar as minorias.Ja agora junte a essa lei o direito de adopçao dos gays para criar nucleos de propagaçao da contranatura.


Chalupa

23 Out 2009, às 10:48 - Portugal - Setúbal

...a caravana passa!...


JOSERAMIRO

23 Out 2009, às 10:43 - Portugal

Discordo completamente! Juntem-se!!!!


vguerra

23 Out 2009, às 10:14 - Portugal - Lisboa

Csamnto gay?Urgentíssimo .Há para aí 50 pessoas necessitadas..


vguerra

23 Out 2009, às 10:13 - Portugal - Lisboa

Csamento gay?Urgentíssimo .Há para aí 50 pessoas necessitadas..


vguerra

23 Out 2009, às 10:11 - Portugal - Lisboa

Então, a primeira medida é para fractura?Quantos são os cidadãos incomodado com a "solteirice" e que incomodam Sócrates?


Jacinto Capelo

23 Out 2009, às 10:03 - Portugal - Lisboa

O título deste artigo parece-me um tanto ou quanto polémico, até porque no texto da notícia se fala "num executivo que dará prioridade à economia e ao reforço do controlo dos milhões da UE". Devo dizer que o Governo me parece bastante razoável e que José Socrates tem surpreendido pela capacidade de se adaptar a novas situações. Por vezes, grandes "nomes" - e grandes egos.. - acabam por desiludir.


japiteira

23 Out 2009, às 10:01 - Portugal - Setúbal

Todos nós percebemos a preocupação dos casamentos GAYS. Ou será preciso meter explicador????????????????


Dejesus

23 Out 2009, às 09:37 - Portugal - Porto

Senhor PM indigitado! Diz o senhor que seu futuro governo é de combate, e que assim identificado, dá prioridade aos casamento Gay? Não seria melhor, para os muitos milhares de Portugueses que não têm Pão para dar aos seus filhos, que o senhor e seu governo de combate, dessem prioridade absoluta à Recuperação Económica de Portugal? Se é como diz, já PERDEU! Evite que PT perca tb!


meninodeouro

23 Out 2009, às 09:08 - Portugal

o que o país precisa é casamentos de pessoas do mesmo sexo, TGV ESPANHA MOTA-ENGIL MERCADORIAS AEROPORTO VOTA VOTA VOTA


meninodeouro

23 Out 2009, às 09:06 - Portugal

que se esperava?


Cordeiro

23 Out 2009, às 09:03 - Portugal - Lisboa

Acho mesmo que se trata de um assunto da maior prioridade. Vai certamente tranquuilizar muita gente da n/praça e o governo tem o maior empenho nesse assunto. Pena é que, noutros casos tão graves com que nos deparamos não tenham a mesma rapidez. Enfim, são necessidades amorosas e tranquilizantes para os amantes do mesmo sexo. Sejam muito felizes.


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