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Mulheres do PS querem um governo mais feminino

por RUI PEDRO ANTUNES, com D.D.  

Mulheres do PS querem um governo mais feminino

Na semana em que Sócrates fecha o novo Governo, várias socialistas exortam o primeiro-ministro a formar um Executivo paritário ou, pelo menos, com mais mulheres que o anterior. Maria Augusto (da associação das mulheres do PS), Edite Estrela e Marta Rebelo não têm dúvidas: há mulheres capazes para os cargos. E podem ser importantes para promover o "diálogo"

Se há quem lhes tenha atribuído a "metade do céu", nunca em Portugal as mulheres tiveram sequer a metade de um Governo. Nem lá perto. Porém, as mulheres socialistas contactadas pelo DN reivindicam a José Sócrates uma maior presença feminina no próximo elenco governativo. Mais ministras, mais secretárias de Estado.

A presidente do Departamento Nacional das Mulheres Socialistas admite que está "na expectativa de ver mais mulheres no próximo Governo". Maria Manuela Augusto sustenta a expectativa numa avaliação que fez, uma a uma, das mulheres que agora terminam os seus mandatos: "fizemos um balanço muito positivo da sua acção. De Ana Jorge, de Ana Paula Vitorino, de Maria Manuel Leitão Marques, da própria ministra da Educação, que fez um trabalho excelente - e a quem a história fará justiça", alega.

A opinião é partilhada por Edite Estrela, vice-presidente da Comissão da Igualdade dos Géneros, no Parlamento Europeu, que considera que "as mulheres fazem falta ao Governo e é desejável que tenham uma maior presença neste Governo que no anterior". A eurodeputada, próxima de José Sócrates, espera que o líder forme "um Governo equilibrado em termos de homens e mulheres, que colmate os défices de paridade que têm existido".

Já a socialista Marta Rebelo defende que "primeiro vem a capacidade, só depois o género", mas confessa um desejo: "gostaria que o próximo Governo tivesse mais mulheres que o anterior".

Mas as ambições das socialistas são ponderadas. "Mais mulheres que homens? Vai ser possível um dia, não sei se já neste próximo Governo, mas um dia. Portugal não é diferente de Espanha, Suécia, Dinamarca e de outros países europeus que o fizeram", garante Edite Estrela. O caso espanhol, que já é paritário, enche o imaginário do PS. "Não creio que Zapatero tenha escolhido as ministras por serem mulheres, mas sim pelas suas capacidades", diz Marta Rebelo.

A verdade é que Portugal continua longe da média europeia (ver infografia). Maria Manuela Augusto justifica-o assim: no nosso país "as mulheres trabalham de forma muito invisível. Todos lhes reconhecem competências, desde a Administração Pública às universidades. Mas muitas não são conhecidas. Daí a dificuldade em chamá-las para cargos de topo."

Mas há mais argumentos para Sócrates: tendo em conta que o próximo Governo será "minoritário", terão as mulheres mais apetência para o diálogo? Há quem diga que sim, como Edite Estrela: "as mulheres, culturalmente, foram educadas para saber fazer consensos e rupturas. Mostraram que eram capazes de dialogar e procurar consensos, daí que seja vantajoso que integrem este Governo".

Mas a tese não é consensual. "A capacidade de diálogo deve ser de todos os membros que integram o Governo", diz Marta Rebelo.

A palavra cabe, agora, a José Sócrates. O primeiro-ministro prometeu apresentar muito em breve a nova equipa ao Presidente da República. Em São Bento, o objectivo é tomar posse rapidamente -de preferência até ao próximo sábado.

Para já, nada se sabe sobre as preferências do primeiro-ministro - que guarda religioso segredo sobre os convites que faz. Mas, nos bastidores, perspectivam-se já algumas entradas femininas no próximo Governo. Alguns dos nomes que se falam são os de Isabel Alçada, na Educação, Anabela Rodrigues, na Justiça, Maria Helena Nazaré, no Ensino Superior. E, na Cultura, os nomes que têm vindo a público apontam para uma escolha no feminino: Inês Medeiros ou Clara Ferreira Alves. Isto para além da já quase certa Ana Jorge, na Saúde, e da possível Ana Paula Vitorino. A lista seguirá em breve.

Tags: Portugal


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7 Comentários


Carlos Gomes

19 Out 2009, às 22:21 - Portugal - Lisboa

Mais ideias para mulheres no governo: a senhora do BE de Salvaterra, a adepta dos rodeos, para a Defesa. A Júlia Pinheiro para porta-voz (e que voz). O Goucha também ficava bem nos negócios estrangeiros.


Carlos Gomes

19 Out 2009, às 22:17 - Portugal - Lisboa

Ainda a feminização da governação. Ideias para ajudar: A charmosa ( e idosa) Lili Caneças na Segurança Social. A Cinha Jardim na Família e afins. A Carolina Salgado no Desporto. A irmã da Carolina Salgado na Justiça. A Elsa Raposo na Secretaria dos Consumidores. A Carolina Patrocínio a Ministra do Ensino Superior, ou na Agricultura (sabe que as cerejas têm caroços).


Carlos Gomes

19 Out 2009, às 22:12 - Portugal - Lisboa

Um governo feminino quer dizer o quê? E um governo masculino? Uma televisão mais feminina é ter mais Manuelas Moura Guedes? E uma Tv mais masculina e ter mais Monizes? Uma educação mais masculina é ter o Mário Moreno a ministro? Uma saúde feminina é ter a fadista Ana Moura a imitar a Amália e mandar dar de beber à dor? Uma cultura mais femimina é ter a Pimpinha Jardim na Biblioteca Nacional?


Gil

19 Out 2009, às 11:52 - Portugal

Nem pensar. Embora haja mulheres excepcionais na sua competência e capacidade a maioria são incompetentes.


Edgar Martins

19 Out 2009, às 11:43 - Portugal - Lisboa

A paridade só menoriza as mulheres competentes. É uma espécie de racismo proteccionista. Gente capaz e adulta não precisa de ser escolhida em função do sexo. Isso é ridículo!


fustibus

19 Out 2009, às 11:23 - Portugal - Porto

Contra as reivindicações FEMINISTAS, a direccção do P.S. na sua infinita sabedoria (em especial o líder...) também tem que atender as reivindicações dos HOMOSSEXUAIS (lésbicas, uranistas e outros ...) estarem representados no governo! Governo socialista que se preze, tem ser composto por HOMENS, MULHERES, tríbades, sáficas, uranistas pederastas, transexuais, proxenetas e CONFRARIA de S. CORNÉLIO


Cordeiro

19 Out 2009, às 10:37 - Portugal - Lisboa

Têm de ser respeitadas as preferência do Sr. 1º ministro. No entanto, estou em crer que seria bom existirem mais mulheres no governo.


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