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Entrevista

Há um grupo no PSD que quer forjar a sucessão

por João Céu e Silva  

Há um grupo no PSD que quer forjar a sucessão

É um dos mais fortes apoiantes de Pedro Passos Coelho à liderança do PSD e não perdoa a Manuela Ferreira Leite e à sua equipa a descredibilização do partido no embate com José Sócrates, num momento em que seria fácil capitalizar a irritação dos portugueses para com as políticas  do Governo socialista

Há dois anos afirmou que o PSD estava distante do País e pedia para se "refundar" o partido. Volta à carga porque nada mudou?

O PSD continua com uma ideia redutora sobre si próprio e a sociedade. Não é suficientemente integrador de todos os seus elementos e não tem feito uma articulação permanente com corpos e estratos da sociedade que foram extremamente relevantes na fundação e obtenção do poder que conseguiu nos anos 80. E, quando se perde essa ligação, o País não projecta no partido o que tem de melhor.

Mas não foi só por isso que o PSD perdeu agora tantos votos?

O PSD fechou-se sobre si próprio numa cultura de aparelho em vez de numa cultura democrática de projecção e de reporte ao exterior. Tal como perdeu a relação com o funcionalismo público, professores, Forças Armadas e de segurança, o mundo agrícola…

Devido à actual liderança?

Não, essa ideia de uma culpabilização exclusiva é um erro, porque o PSD está num processo de autocontemplação excessiva desde há 20 anos.

Porque não tirou lições a tempo?

É uma consequência que deveria ter sido retirada há muito tempo mas, principalmente, desde o princípio dos anos 90. Isso não aconteceu.

Até o Governo Sócrates adoptou bandeiras do PSD. Esse ocupar de espaço foi a razão que esvaziou o partido nestas legislativas?

O PS atacou algumas questões com precisão e persistência adequadas em duas áreas: na tentativa de disciplinar finanças públicas e no dinamizar da economia. O que justifica o distanciamento do centro-direita em relação às práticas do PS foram a inconsistência da acção e a ausência de direcção clara. A dado momento, Sócrates efectuou um retrocesso porque não percebeu a questão essencial: só há políticas sociais e desenvolvimento social efectivos se a economia for dinâmica e competitiva. E o PS não foi capaz de garantir à economia essa base de dinamismo e competitividade.

Então, o que fez o PS ganhar as eleições legislativas?

Foi o País sentir que, apesar dos problemas que provocou e das tensões que organizou, do desemprego que ocorreu, do endividamento total das pessoas e empresas, do País e do Estado, enquanto primeiro-ministro ainda era mais credível que a oposição.

Designadamente, a do PSD?

Incluindo também a oposição do PSD.

Da oposição, os portugueses só acreditaram no Bloco e no CDS.

Não diria isso, o povo acreditou em primeiro no PS e depois no PSD.

O PSD teve um mau resultado!

Em valor absoluto, mas o País acreditou no PS e no PSD. Marginalmente, nos outros partidos.

Numa situação tão adversa decerto o PSD podia beneficiar-se?

Podia e devia! Nunca um partido da oposição teve condições de luta política tão favoráveis para a sua vitória como o PSD nestas últimas eleições.

E acabou por dar ao CDS a opção de ser Governo à direita?

Diria que há votos que, normalmente, são do PSD e que temporariamente foram para o CDS.

Acha que foi temporariamente?

Se o PSD não mudar de vida, pode deixar de ser temporário. Como tenho grande esperança de que o PSD vai regenerar-se, isso não irá acontecer.

Não tem problema em afirmar que Manuela Ferreira Leite é a responsável por este desaire?

Manuela Ferreira Leite e a sua equipa são em primeira linha os maiores responsáveis pelo que aconteceu. Mas é evidente, quando o PSD a escolhe para líder e à equipa, é todo ele responsável. As culpas nunca são de uma pessoa só.

Crê que o PSD estaria mais bem entregue a Luís Filipe Menezes?

Penso que sim. Por isso o apoiei e tive pena que saísse da liderança.

Abandonou a liderança porque foi incapaz de ter mão no PSD?

As razões íntimas da sua saída só ele as pode explicar. Mas não posso deixar de lembrar o conjunto fortíssimo de acusações que lhe foram feitas e à sua equipa entre Janeiro e Março de 2007 e que lhe trouxeram grande amargura e um ambiente terrível de hostilidade no partido.

Um ambiente que se revive?

Não. Por uma razão: não se encontra em ninguém da oposição ou das pessoas que não apoiaram Manuela Ferreira Leite qualquer comentário sobre ela e a sua equipa como foi feito na altura de Luís Filipe Menezes. Agora, a oposição - se se quiser chamar assim - é educada e reverencial. E com uma tentativa de unificação futura enquanto a anterior foi deselegantíssima, muito malcriada e de uma hostilidade que não tem paralelo na história recente do partido.

É essa oposição tão reverencial que permite à líder e à equipa entrincheirarem-se na sede e dizer que não vão sair para já?

Esse conceito militar de trincheiras é da I Guerra Mundial e não propriamente o adaptado no século XXI. Mas, se coloca assim, diria que o pior que há na concepção de alguém acossado, de alguém defensivamente colocado, que não queira abrir-se e que apenas olha para si próprio, então é a mais inadaptada aos tempos de hoje.

A percepção na noite das autárquicas, após o que acontecera nas legislativas, era de que a liderança do PSD iria resignar?

Não posso falar em nome dos outros. mas se fosse líder sentia-me demitido na noite das eleições autárquicas. Teria aguardado pela legislativas porque se Manuela Ferreira Leite se demitisse criava uma situação de grande dificuldade psicológica à luta dos nossos autarcas. Aliás, todos os sectores que tinham dúvidas ou críticas silenciaram-nas até ao dia das autárquicas. Depois disso, disseram-no de uma forma cordata, educada e reverente.

O problema foram as legislativas?

O resultado das autárquicas não foi negativo porque ganhámos, mas em gestão das expectativas perdemos.

Mas foi uma vitória dos próprios autarcas?

Deles e de mais ninguém! Assim como a vitória nas europeias foi de Paulo Rangel e da sua lista.

Mas quem o escolheu foi Manuela Ferreira Leite.

E bem!

Por que razão não se aproveitou o balanço das europeias?

Porque o povo é o juiz e achou que não servia. E como não podemos demitir o povo, pelo facto de julgar de uma ou de outra maneira, temos de respeitar sempre a vontade popular.

Diz que, se fosse o seu caso, se demitiria. É o que se pensa no PSD?

Há muita gente que pensa como eu.

Pinto Balsemão, por exemplo?

Pinto Balsemão penso que não, mas sei que há muitas pessoas que o têm dito e muitas mais que não dizem, mas que pensam que devia ter pedido a demissão no dia a seguir. Não é que a senhora não tenha legitimidade para continuar, porque tem! Até ao congresso, há legitimidade política e jurídica para ser presidente do PSD, mas a questão que se põe é política e no sentido de análise e desempenho. A equipa mandatou-se para dar credibilidade ao PSD e ganhar ao PS. Não obtendo, está esgotado o mandato, porque consumou-se no dia da derrota.

É preferível do que deixar o poder cair na rua durante sete meses?

O PSD não pode deixar cair o poder. Nunca cairá! Em qualquer circunstância, vai fazer eleições directas, vários candidatos apresentar-se-ão e os militantes escolherão o líder. Não está em causa poderes na rua para nós.

Este é um dos momentos mais complicados na vida do PSD?

É um momento muito difícil não só pela forma como o problema se apresentou mas pela grande necessidade que há em fazer uma grande mudança. De pessoas, de ideias, da forma de estar no País e de se organizar, porque no PSD, como em Portugal, existem problemas estruturais que estão camuflados há anos.

O PSD também não é um partido de grandes reformas?

O PSD precisa de algumas reformas sérias e profundas. A primeira é na sua identidade. É fundamental discutir o nosso ADN e o que é a social- -democracia hoje, o que, geneticamente, não pode ser diferenciado daquela que foi a nossa origem com Francisco Sá Carneiro. Terá é de ser adaptada ao tempo e à circunstância.

"Política de verdade" não chega?

A "Política de verdade" é uma questão correcta e deve ser utilizada por todos os políticos. Aí concordo inteiramente com Manuela Ferreira Leite! O problema que se pode pôr é se o conceito se articula com a prática.

Pressente que vêm aí aqueles "seis meses de suspensão da democracia"?

Penso que esse foi um lapso de língua e que quereria dizer outra coisa, tal como as reformas são tão difíceis em Portugal que suspender a democracia talvez valesse a pena para as resolver. É uma forma que eu não usaria, porque permite interpretações como aquela que pode estar subentendida na pergunta, mas penso que não tinha o significado que muita gente atribuiu.

O beneficiário da crise do PSD acaba por ser José Sócrates?

É. Nos dias a seguir às eleições europeias, suspendia as medidas do passado - TGV, avaliação de professores, suspendia-se tudo! Ou seja, Sócrates mostrou ao País que duvidava de si próprio e de tudo o que tinha posto como bandeiras e prioridades, porque o povo não estava com ele. É um homem que não foi até ao fim, que não foi consequente com o que acreditava. E se o País tivesse percebido que é um primeiro-ministro que à primeira oscila, talvez não o tivesse eleito. Mas o PSD não foi capaz de mostrar ao País que o primeiro-ministro cedia em questões essenciais para ter apenas o poder. Para Sócrates, o essencial era estar no poder.

E a campanha do PSD não capitalizou essa fraqueza do Governo?

A campanha de Manuela Ferreira Leite não existiu. Tenho uma grande dificuldade em falar de uma coisa que não percebi o que era.

Asfixiou-se social-democraticamente?

Tudo começou na questão da "claustrofobia democrática", que não é uma questão falsa, mas também não tem grande relevância política. É um problema que se verifica em Portugal há muitos anos devido ao desequilíbrio dos poderes cada vez mais fortes do Estado contra os dos cidadãos, mas quando o País tem fome, desemprego, crise económica, dívidas e as pessoas recorrem ao Banco da Fome, é impossível o País ouvir o que não sente relevante.

Manuela Ferreira Leite olhou mais para Belém do que para S. Bento?

Sugiro um terceiro olhar, alternativo: o País. Manuela Ferreira Leite não olhou para Portugal. Olhar para Belém ou para S. Bento pode ter a sua importância, mas nesta altura interessava olhar para o País. Falhou a relação directa do partido com o povo, nas sedes locais, nas freguesias e contar com todas as classes sociais para se aperceber dos problemas. Se o partido funcionasse bem, tudo isso ecoava e chegaria à cúpula, mas o discurso não foi esse. Se assim fosse, talvez Manuela Ferreira Leite tivesse ouvido, mas o partido estava paralisado e dividido e os responsáveis, ela e a equipa, não o fizeram.

Mas os receios de Cavaco Silva não serviam à campanha?

Em qualquer cenário democrático, é preciso perceber que a natureza do poder presidencial não é equivalente à dos partidos. A vida política de cada um destes órgãos é distinta e as relações têm de ser institucionais. Mas não creio que esse problema se tenha passado com o PSD.

Então, qual a razão de se falar tanto na asfixia democrática?

Para Manuela Ferreira Leite foi mais importante a opinião de duas pessoas do que o partido por inteiro e o País.

Quando diz duas pessoas, é mesmo esse o número. Quem são?

Duas pessoas.

Pacheco Pereira?...

Com certeza. E Paulo Rangel, obviamente. Quando ouve essas duas pessoas em vez do País e o partido, sujeita-se às consequências. E está à vista.

São eles os responsáveis pela "asfixia" da campanha?

Podem ser e podem não ser. Porque podiam ter enunciado a questão, mas não lhe ter sido atribuída a prioridade que Manuela Ferreira Leite deu.

Manuela Ferreira Leite não é uma pessoa fácil de se convencer?

Não conheço suficientemente a senhora para dizer isto.

Rui Machete escreveu no DN que o PSD "exige num espaço curto uma nova equipa e diferente". Como comenta esta afirmação?

Rui Machete é um homem sereno, sábio, inteligente e culto. As palavras dele devem servir de referência, não só pelas características humanas que tem mas, também, pelo estatuto como presidente do Congresso. Não o ouvir, nesta altura, seria gravíssimo.

O próximo Conselho Nacional deveria encontrar uma solução?

Gostaria de estabelecer o equilíbrio entre duas posições. Primeira, a mudança de liderança. Segunda, que se fizesse de forma serena e respeitadora. Sou contra qualquer atitude tumultuosa, persecutória e divisionista, mas sou a favor da assunção de responsabilidades. Lógico seria Manuela Ferreira Leite e a sua equipa demitirem-se, o partido agradecer o trabalho que desempenhou - seguramente a senhora fez o melhor que sabia e o que podia. Não podia era mais -, respeitá-la e as pessoas que estão com ela voltarem a desempenhar papéis no PSD. Tal como ela própria, porque é um erro afastar pessoas.

O perfil do Conselho Nacional não é o de "empurrar" Manuela Ferreira Leite para uma decisão.

O estilo de atitude do militante do partido não é esse. O partido está à espera da sua auto-avaliação e do que fizer.

Enquanto foi presidente dos conselhos Nacional e do Congresso recebeu uma carta de dez ex-dirigentes que questionava a gestão.

Pediam um debate sobre a questão das quotas que, em parte, levou à saída de Luís Filipe Menezes, porque gerou uma guerra na comunicação social contra a sua equipa que foi excessiva e esgotante para o próprio partido.

Acha que pode haver uma nova carta a Manuela Ferreira Leite?

Espero que não haja! Temos de ter um comportamento ético que não seja análogo ao de outros há ano e meio.

Este finca-pé de querer cumprir o mandato foi inesperado para si?

Não. Pegando na expressão da trincheira, o que se passa é as pessoas não quererem um puro jogo democrático no PSD. Há um grupo instalado que deseja, a partir da sede, forjar uma sucessão. Como se o PSD tivesse uma visão dinástica no seu seio.

Se a sucessão de lideranças no PSD assusta os eleitores, a continuar esta situação é mais grave?

Espero que estabilize e tenha uma liderança com autoridade, estratégia, doutrina, medidas práticas e um confronto político permanente decorrente.

Como se conciliará a direcção com oposição no Parlamento feita por Manuela Ferreira Leite?

O grupo parlamentar, seguramente, entrosar-se-á com a direcção.

Caso seja Passos Coelho, estará fora dessa primeira linha!

Há muito tempo que os líderes partidários não estão na Assembleia.

Não é o caso de José Sócrates.

Manuela Ferreira Leite não esteve!

Sócrates fez questão de estar.

Isso é uma questão inultrapassável.

Se Manuela Ferreira Leite abandonar a liderança do PSD, é o fim do ciclo do cavaquismo no PSD?

Cavaco Silva não é sinónimo de cavaquismo. Cavaco é uma pessoa e o cavaquismo é um estado de espírito que teve um período áureo. Teve a fase de gestação, arranque, maturidade e de decréscimo. Está em decréscimo no partido e na sociedade, só a personalidade de Cavaco Silva sobreviveu a tudo isso.

A comparação de Manuela Ferreira Leite com Cavaco Silva é possível de se fazer?

Penso que, para além da amizade que os une há muitos anos, que a levou a ser secretária de Estado e ministra dos governos de Cavaco Silva, não posso encontrar mais.

O cavaquismo mesmo com Cavaco Silva já terminou em declínio?

O exercício de representação do PSD e a relação do partido com a sociedade começavam a debilitar-se.

Porque o PSD se fechava em si?

Fechava-se em si próprio e não se abria, como deve acontecer a um partido político numa democracia: ser uma organização de uma vontade nacional e a corporização de algumas ideias e o seu plasmar no poder. Para isso, tem de ter um forte sentido de representação e manter essa relação viva e permanente.

Relação que Cavaco Silva não tinha com a sociedade civil?

O líder não é o partido. É um grande animador enquanto o partido é o sistema de vasos capilares que tem uma multiplicidade de relações com a sociedade. E é da relação em dois sentidos, do partido para o País e vice-versa que a democracia e a representatividade fazem sentido.

Os líderes que lhe sucederam poderiam evitar o desgaste do PSD?

Há uma circunstância que dificultou, mas que não inibe esse exercício, que é o conjunto das grandes dificuldades económicas e financeiras desde 2000. Que representam numa primeira fase a necessidade de alteração profunda do modelo económico, social e financeiro do País e que o agravamento em 2008 tornou o problema mais agudo. Essa situação não tem permitido aos partidos fazer um aggiornamento necessário e sem ele cada vez enfrentaremos pior os problemas estruturais.

Ferreira Leite é uma pessoa reputada nas questões económicas.

Não estamos a falar de entendimento de questões económicas ou financeiras, mas da percepção do mundo e de uma leitura clara de como o País e o mundo evoluíram e do que é necessário fazer e adaptar.

O que está em causa é o modelo de social-democracia do PSD?

O modelo de social-democracia não está em causa só em Portugal mas em todos os países que o têm ainda como bandeira. E é preciso atender às circunstâncias específicas do próprio sistema democrático. A social-democracia tinha um modelo no Estado soberano que mudou com a União Europeia. Foi concebida antes da globalização e quando os países tinham um grau de autonomia nos poderes nacionais. Ora, esses parâmetros alteraram-se tanto que temos de fazer uma reflexão sobre o que é hoje a social-democracia e essa análise não está feita em Portugal, nem pelo PSD nem pelo PS.

Os ideais de Sá Carneiro, que fundaram o PSD, estão ultrapassados?

Não! Os ideais que estão no programa têm plena validade. A forma de organizar o Estado e a interacção com outros estados e a sociedade é que obrigam a reequacionar a capacidade de atingirmos os objectivos.

E não há no PSD um líder que actualize o partido?

Líderes como Sá Carneiro há um. Os grandes líderes da história da democracia portuguesa são poucos: Mário Soares, Sá Carneiro e Álvaro Cunhal. Em campos políticos diferentes, mas, como grandes personalidades motivadoras, aglutinadoras e carismáticas, só há esses.

Cavaco Silva não é um deles?

Também é, mas não houve mais. Um líder cavalga uma onda mas não é o autor e o mentor exclusivo dela.

Qualquer um dos três primeiros líderes criaram a própria onda.

Na circunstância actual, os movimentos são autónomos das lideranças e é preciso monitorizá-los de forma a que correspondam a uma acção política dirigida não tanto por uma pessoa singular mas por uma equipa. O problema do País é conseguir que as elites - no bom sentido - se manifestem, porque as questões cívicas são de tal forma relevantes que necessitam do contributo dos que estão afastados.

Tags: Portugal


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10 Comentários


Milhazes

18 Out 2009, às 23:15 - Portugal - Porto

O PSD é um ninho de víboras. A cada mordidela cai um Líder.


Nick Bolas

18 Out 2009, às 22:24 - Portugal - Lisboa

Este senhor decerto desconhece o prestígio que tem. Qualquer pessoa que ele apoie só pode estar condenada ao fracasso ou então desgraçado do partido que a aceite.


a.marques

18 Out 2009, às 22:02 - Portugal

Ângelo dos pregos à forja.


JHG

18 Out 2009, às 20:28 - Portugal - Funchal

É impensável que,por"superstição"e maldade de certos"PSDs",os Portugueses percam um futuro melhor,como aconteceu na Madeira, porque sujeitos à interminável insanável insidiação e fatuidade da"elite"de medianos,pancrácios e parlapatões tidos sempre como de grande"reputação",quando, doa a quem doer,só Alberto João com 31 anos de provas dadas pode fazer o PSD Nacional reganhar a essência perdida!!!


JHG

18 Out 2009, às 16:53 - Portugal - Funchal

Mais um, a favor dos amigalhaços dos interesses apatriotas, velho mero "flop", uma "reputação"! Assim, sem surpresa, mais do mesmo! A novela da substituição já cansa, por isso, mais dia menos dia, lá teremos a mediania como continuação! E, a competência, a salvação, Alberto João, por via da vil inveja, de novo "escorraçada"...!? Pobre Portugal..., só mesmo à estalada!!!


amaro

18 Out 2009, às 11:50 - Portugal - Lisboa

A análise do passado está correcta, excepto o elogio a LFM. Agora, não é tão importanrte assim as eleições serem hoje ou em Maio. O PPC apoiado pelo Eng. Angelo, vai ter muito tempo para se preparar. Contactar os militantes, todos. Ele é o futuro., Ele vai ganhar. Mas não pode chegar às eleições com a imagem de "caceteiro". Tem que manter a imagem de rapaz bem educado. Por uma vez, haja paciência.


ROLF

18 Out 2009, às 11:24 - Portugal - Setúbal

Esta excelente entrevista é bem esclarecedora do ambiente que se vive no PSD, desde a noite que tem sido de facas bem longas e ainda não viu o dia. O povo sabia que não podia confiar num Partido que vive da guerrilha interna como fazendo parte do seu ADN. Há dentro do PSD, o que não há no PS, grupos ou famílias económicas a degladiarem-se, para serem Governo


vguerra

18 Out 2009, às 10:48 - Portugal - Lisboa

Sempre foi pouco inteligente ,embora muito vaidoso.Parece que quer orientar Passos Coelho, num combate que já não lhe aceitam directamente


humbert

18 Out 2009, às 09:35 - Portugal

Enquanto o Governo do PS diz que o país precisa de apertar o cinto um debate e uma nova direcção do PSD seria uma Primavera Verão neste Outono Inverno de 2009-2010


Carlos Gomes

18 Out 2009, às 08:12 - Portugal - Lisboa

Este título é enganador. O Angelo Correia não é um apoiante do Passos Coelho, é o mandante do Passos Coelho. O Passos Coelho é que é um testa de ferro do Angelo Correia.


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