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por DAVID DINIS
Líder do PSD diz que já se vêem "consequências negativas" do plano anticrise do Governo e estabelece critérios para discussão do Orçamento. Estratégia de Ferreira Leite está longe de ser consensual no partido
Manuela Ferreira Leite já começou a colocar as primeiras condições para a viabilização do primeiro Orçamento do Estado desta legislatura: exige que os apoios orçamentais à econo- mia sejam aplicados de forma a forçar uma reestruturação das empresas (de forma a aumentar a sua competitividade) e um controlo rigoroso das contas públicas - défice e dívida pública -, para além de dar um sinal claro de que não aceitará qualquer aumento de impostos.
O primeiro caderno de encargos da líder do PSD ao Orçamento da minoria socialista foi espelhado no artigo quinzenal que publica no semanário Expresso, ontem mesmo. E mostra que a presidente social-democrata em nada pretende recuar na estratégia de se apresentar como oposição à política económica socialista - mesmo que isso possa levar a um voto contra o documento.
Nesse artigo, Ferreira Leite promete estar atenta "à forma como se irá abandonar esta estratégia de intervenção" directa na economia, que considera "o menor dos males", mas contestando o método aplicado. Primeiro, pelos "critérios fundamentalmente políticos" dos apoios dados às empresas; segundo, pelas "consequências negativas da intervenção orçamental, que já se vislumbram".
Porém, o modo como o PSD se posiciona na discussão do próximo Orçamento está longe de reunir consenso no próprio PSD. Logo na segunda-feira, numa conferência realizada após as eleições autárquicas, Marcelo Rebelo de Sousa sugeriu "abertura" dos partidos para a sua viabilização, alegando que "ninguém perceberia" a criação de uma crise política tão pouco tempo depois das legislativas. E no dia seguinte foi a vez do pré-candidato à liderança, Pedro Passos Coelho, considerar que o PSD não deve arriscar ser visto como "um partido de oposição de bota abaixo".
Para já, o PSD prepara a estratégia de discussão do programa de Governo. A apresentação ou não de uma moção de rejeição está em aberto e lançará o mote para o Orçamento.
Tags: Portugal
JM Rocha Moreira
O voto do PSD nesta legislatura ...
há 318 dias, 20 horas e 46 minutos
BUKAJE99
PARA AQUELES "SENHORES JORNALISTAS" ...
há 319 dias, 3 horas e 10 minutos
Indigitado
Sim senhor, a MFL pode ter ideias ...
há 319 dias, 3 horas e 28 minutos
amaro
Esta Sra. não é animal feroz nem ...
há 319 dias e 4 horas
campesini
Políticos que não respeitam as ...
há 319 dias, 4 horas e 47 minutos
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