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BE avança hoje com casamento homossexual

por SUSETE FRANCISCO (,  E.C  

BE avança hoje com casamento homossexual

Os 230 deputados eleitos a 27 de Setembro tomaram ontem posse, numa sessão plenária que reelegeu Jaime Gama como presidente da Assembleia da República. No PS, Francisco Assis será o líder da bancada.  Na oposição já há diplomas na forja: casamento 'gay', suspensão da avaliação dos professores e pensões são os primeiros temas para a agenda

Está dado o pontapé de saída na XI legislatura e a oposição não perdeu tempo. Ontem, o PCP apresentou um pacote de nove diplomas que proporá no Parlamento, hoje o Bloco de Esquerda toma idêntica iniciativa. E com dois projectos que serão tudo menos pacíficos: o casamento homossexual e as uniões de facto, uma matéria já abordada na última legislatura, mas travada por Aníbal Cavaco Silva.

O casamento gay consta do programa eleitoral do PS e ainda ontem, em entrevista à revista Visão, José Sócrates garantiu que os socialistas avançarão com esta lei no Parlamento. Mas no PS sustenta-se que esta não é uma medida para apresentar a breve termo, e há quem defenda que não deve avançar nesta primeira sessão legislativa. O Bloco vem assim pressionar a agenda socialista, o que é também válido para um novo diploma sobre as uniões de facto - outro tema que o PS não deve pegar desde já.

Duas matérias que estão longe de ser a única preocupação para a maioria relativa dos socialistas. Ontem o PCP anunciou a entrega de uma proposta que visa suspender o processo de avaliação de professores. Hoje, o BE anuncia um texto com o mesmo sentido. E o CDS prepara-se para fazer mesmo, não sendo de excluir que também o PSD tome idêntica iniciativa. Recorde-se que na anterior legislatura, com o PS em maioria absoluta, o CDS só não conseguiu fazer aprovar um projecto visando a suspensão do actual modelo devido à ausência de vários deputados da oposição no hemiciclo. O tema tem potencial para conseguir unir as várias bancadas - se os partidos têm diferentes modelos para a avaliação dos docentes, a suspensão do actual processo é um objectivo comum.

O alargamento do subsídio de desemprego é outra das propostas que vai atravessar os vários grupos parlamentares. Tal como a resolução do problema criado por uma inflação negativa, que ameaça diminuir o valor das pensões de reforma. Neste caso o PS já se mostrou disponível para avançar com alterações à lei, pelo que este poderá ser um dos primeiros temas a ser alvo de concertação na Assembleia - dando início ao novo ciclo de um PS disposto a todas as negociações. O mesmo é válido para alterações aos códigos penais, que o CDS se prepara também para propor.

Estes temas, não há dúvida, prometem ser um teste inicial à capacidade de negociação do PS, que terá agora Francisco Assis na liderança da bancada parlamentar. O ex-eurodeputado (rumou a Bruxelas em 2004) repete assim uma função que já exerceu durante os governos de António Guterres, entre 1997 e o início de 2002. Ontem, Assis sublinhou que o Parlamento recuperou a "centralidade" na vida política" e prometeu diálogo - "Isto obriga à negociação e a que nenhum partido se feche na arrogância e no seu próprio dogmatismo. Isso exige-se ao partido maioritário, mas também aos restantes partidos".

Tags: Portugal


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12 Comentários


Milhazes

17 Out 2009, às 00:21 - Portugal - Porto

Se Francisco Louçã já tem namorado nada a opor. O passo seguinte é o mais fácil. é disso que os portugueses estão ansiosos.


Carlos Gomes

16 Out 2009, às 20:01 - Portugal - Lisboa

Com tanta pressa deve ter sido para ver se ainda apanhavam o Deus Pinheiro deputado!


Heliocoptero

16 Out 2009, às 18:07 - Portugal - Lisboa

Leiam as notícias antes de as comentarem. O pacote legislativo do Bloco inclui outras propostas (fim de taxas moderadoras, aumento do subsídio de desemprego, etc.). E a questão do casamento não vai desaparecer da agenda política. Arrume-se-a quanto antes e adiante com outros assuntos. Ser contra por achar que não é priotirário é perpetuar um debate que já se arrasta há anos.


Diana_

16 Out 2009, às 16:47 - Portugal - Lisboa

BE, Francisco Louçã: tenham paciência!


heldertavares

16 Out 2009, às 15:04 - Portugal - Lisboa

Aceito com uma restrição: só é aplicável a militantes do BE.Se eles precisam de casamento para andarem "todos com todos" ou "todas com todas" não lhes dificultem a vida.


amaro

16 Out 2009, às 14:52 - Portugal - Lisboa

Pois... Estava a ver que não... O futuro está na mão das lésbicas e dos gays. Isso toda a gente sabe. Gente trabalhadora, bem comportada, são o espelho de qq país... Eu quero ver esta malta toda casada. É tempo de mudança. O Mundo é gay. O Mundo é lésbico. Viva o Mundo!!!... Viva o BE. Viva o Louçã... e o Socrates...


JASPC

16 Out 2009, às 11:36 - Portugal - Lisboa

Postura tipica do BE. Na realidade este é, talvez, o problema que mais afecta os portugueses. De facto, olhando para a situação politica, económica, financeira e social, não vislumbro nada de mais importante a tratar pelos srs. deputados. Não há pachorra para politicos desta natureza.


Augustos

16 Out 2009, às 10:58 - Portugal - Lisboa

Já temos as franjas extremistas a marcar posição para apoiar as classes corporativas que eles próprios criaram. Com certeza que não se aperceberam que têm apenas o apoio de alguns "professores", agora promovidos a deputados. Os professores que querem suspender a avaliação não são dignos dessa nobre profissão. Estes são apenas empregados do estado, não têm que ver com os professores.


Silvino Seabra

16 Out 2009, às 10:53 - Germany

Com tanta coisa importante e de urgente intervençao para tornar PORTUGAL um pais competitivo e de qualidade de vida,tal como o desemvolvimento economico,a reduçao da dependencia externa no comercio,industria e energia vem esta aberraçao politico-xarrada por em primeiro lugar a defesa da contranatura.Sugiro por isso que os deputados do BE se apresentem no parlamento de xarro na boca e nariz vermelh


fustibus

16 Out 2009, às 10:31 - Portugal - Porto

Aí está uma boa hipótese de cooperação como P.S.! Juntam o útil ao ao agrdável e podem negociar um acordo parlamentar que dê para ambos aprovarem o casamento homossexual e, por exemplo, uma lei, assim aos modos da do Berlusconi, que garanta a aos titulares dos cargos políticos IMUNIDADE CONTRA OS PROCESSOS JUDICIAIS... Até dava para se acabar de vez com o Freeport, Casa Pia, etc.


Carlos Gomes

16 Out 2009, às 09:41 - Portugal - Lisboa

É pá estão assim tão desensofridos? Não há nada mais urgente? Grande bloco, de organizações assim, atentas às necessidades do povo é, que o país precisa!


Cordeiro

16 Out 2009, às 09:32 - Portugal - Lisboa

Para começo de trabalhos é de facto relevante que se começe pelos casamentos gay's. O governo tem neste momento assunto de extrema gravidade para resolver com prioridade absoluta e certamente não será este um assunto assim tão urgente. A não ser que depois das 2,30 horas de conversações entre Louça e Sócrates, ambos tenham chegado a esta conclusão.


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