Última hora PGR não revela crimes imputados a Oliveira...BPN: Acusação proferida hoje no processo...Vítor Pereira avança linhas para a profissionalizaçãoInter de José Mourinho vence Bolonha e cimenta...BPN: Acusação foi proferida hoje no processo...Face Oculta: PSD só falará de casos de Justiça...Dois feridos em incêndio de auto-caravanaCrime/Itália: Ministério Público pede pena...Honduras: Explosão no Norte do país na sede...Proença de Carvalho considera "ilegais" escutas...
por CARLOS RODRIGUES LIMA
Pela primeira vez, um processo judicial vai ser disponibilizado na Internet. Quem o garante é Pinto Monteiro, procurador-geral da República, que diz estar farto de "julgamentos dos jornais" e por isso quer o caso Freeport à disposição de todos. O ex-presidente do Instituto da Conservação da Natureza, Carlos Guerra, pediu para ser novamente ouvido na investigação
O processo Freeport será publicado na Internet, terminado o segredo de Justiça - que pode acontecer com o despacho final da investigação ou ainda antes deste. A promessa é de Fernando Pinto Monteiro, procurador-geral da República, num depoimento que consta do livro "Justiça à Portuguesa". E será a primeira vez que um processo judicial vai estar disponível para download.
"Eu gostava era de ver o Freeport todo na Internet, mas não pode ser, temos que manter o segredo de justiça. No dia em que os investigadores me disserem que não há inconveniente, eu mando imediatamente torná-lo público", declarou o procurador-geral a Mário e Fernando Contumélias, os autores do livro. Para Pinto Monteiro, a publicidade do caso é a única forma de "acabar com os julgamentos nos jornais". "O processo será público, completamente público da primeira à última página. Estou desejoso que os investigadores me digam que o posso fazer", acrescentou o responsável máximo do Ministério Público.
Relativamente à estrutura do MP, Pinto Monteiro declarou que pretende uma organização mais virada para o cidadão e, também, mais aberta. Contando uma história que o deixou "maldisposto": "Disseram-me que uma senhora, pessoa humilde, estava separada do marido que era emigrante. Ele veio cá de férias e pôs-se a dizer que, quando regressasse, havia de levar com ele a filha de três anos entregue à mãe. A senhora, aflita, foi falar com o MP e quem estava de serviço ter-lhe-á dito para ir a um advogado e não o aborrecer com isso. Como a senhora não tinha dinheiro para um advogado, o marido pegou e levou a miúda".
Pinto Monteiro considerou que o MP "devia ter intervido e não interveio porque não lhe apeteceu". "Isto é que tem de acabar", sentenciou o PGR, não revelando, porém, se o procurador em causa foi alvo de algum inquérito disciplinar.
Tema sempre incómodo no interior da Justiça - a filiação de magistrados em sociedades "discretas" - Pinto Monteiro, assim como outros actores judiciários que prestaram depoimentos para o livro, abordou a questão da Maçonaria e da Opus Dei. Deve um magistrado ser filiado numa destas organizações? Constituirão elas um poder - dada a discrição - acima do Estado de Direito?, perguntaram os autores dos livro. "Nestas coisas não basta ser independente, é preciso parecer", disse o procurador-geral, adiantando, porém, que ambas as organizações "têm até um papel histórico importante". "Eu sei que há magistrados na Maçonaria e na Opus Dei. Eu nunca pertenci a nada disso", declarou.
Também o juiz desembargador José Calheiros da Gama defendeu a não adesão dos juízes àquelas organizações. E explicou: "Nos tempos que correm, acho que os juízes não deve pertencer a nenhum tipo de estrtuturas desse tipo, porque corre-se o risco da 'corrupção de simpatias.'".
O magistrado exemplifica, desta forma, as suas dúvidas: "Não sei como é que um juiz pode julgar, digamos no seu tribunal, porventura um Grau 33 [patamar mais elevado na hierárquia maçónica] da sua loja, sobretudo se erra juiz for aprendiz [o grau mais baixo na hierarquia maçónica]".
Sobre este tema, também Gonçalo Amaral, o ex-coordenador da Polícia Judiciária que esteve à frente da investigação do caso do desaparecimento de Madeleine McCann, considerou que os polícias devem manter-se de fora deste tipo de organizações. Porém, sabe que existem maçons no interior da PJ. "Uma vez um colega, já depois das horas do expediente, dzia-me que ia vestir o avental, falando-me da maçonaria.
Mais distante em relação ao assunto, Moita Flores, autarca em Santarém e antigo inspector da PJ, telegrafou: "Não sei responder a isso." O livro "Justiça à Portuguesa" contém ainda depoimentos de Carlos Cruz, dos advogados José Maria Martins e Rogério Alves, Isaltino Morais, entre outros.
Tags: PGR, José Sócrates, Ministério do Ambiente, Justiça, Charles Smith, Governo, Júlio Monteiro
Carlos Guerra quer ser ouvido outra vez
Nick Bolas
Caro PGR, sugiro que ponha no ...
há 36 dias, 21 horas e 49 minutos
a.marques
As peças valiosas também vai pôr ...
há 37 dias, 3 horas e 30 minutos
Augustos
E depois como sobrevivem os "melhores" ...
há 37 dias, 6 horas e 48 minutos
Great Gatsby
Positivo, muito positivo mesmo, ...
há 37 dias, 9 horas e 6 minutos
vguerra
E o primo das artes marciais , ...
há 37 dias, 12 horas e 4 minutos
Nome de Utilizador:
Password:
Ainda não tem Área Pessoal? » Registe-se
Esqueceu a password? » Clique Aqui
6 Comentários
16 Out 2009, às 00:38 - Portugal - Lisboa
Caro PGR, sugiro que ponha no youtube.
15 Out 2009, às 18:57 - Portugal
As peças valiosas também vai pôr na lixeira pública?
15 Out 2009, às 15:40 - Portugal - Lisboa
E depois como sobrevivem os "melhores" jornalistas da nossa praça? Como podem eles "investigar"? Mais uns poucos para o desemprego.
15 Out 2009, às 13:22 - Portugal
Positivo, muito positivo mesmo, que a pressão da opinião pública leve os responsáveis a divulgar os elementos que permitem que os cidadãos avaliem o seu desempenho e isenção. É a democracia em acção.
15 Out 2009, às 10:23 - Portugal - Lisboa
E o primo das artes marciais ,sr PGR?
Cordeiro
15 Out 2009, às 09:21 - Portugal - Lisboa
A coisa está-se a "compor" (...) muita gente com papeis relevantes na n/sociedade estão ligados à maçonaria e Opus Dei, tendo uma influência enorme em muitas causas. Nunca se viu o poder judicial e magistral chegar ao ponto que chegou, tudo é feito c/pinças de forma a não magoar os presumiveis infractores, pelo facto dos seus conhecimentos e envolvimentos com quem pode tomar as grandes decisões.
Vítor Pereira avança linhas para a profissionalização
Inter de José Mourinho vence Bolonha e cimenta liderança
BPN: Acusação foi proferida hoje no processo que envolve Oliveira e Costa - PGR
Oliveira Costa já foi notificado
Dois feridos em incêndio de auto-caravana
Crime/Itália: Ministério Público pede pena máxima para jovens acusados da morte de estudante britânica em 2007
Juiz de Aveiro recusa ordem para destruir escutas
Família de vítima quis linchar homicida
Acordo na avaliação custa pelo menos 20 milhões
Alerta vermelho face à erupção iminente de um vulcão
Vingança por escrito da "mãe da América"
'Buraco' nos impostos é de 1,6 mil milhões
Psiquiatra proibido de exercer após violar grávida de 8 meses
Rumo de 2,5 milhões do prémio na origem de desavenças
Metade das 110 mil vacinas está por usar
gripe A
bpp
brasil
sida
alexandra
castelo branco
emprego
mangualde
depeche mode
GNR
Acredita na verdade desportiva depois do escândalo das apostas no futebol europeu?
Grande Colecção Xutos & Pontapés
Impressora Multifunções Epson Stylus SX415
Todas as Iniciativas DN
Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos