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Jerónimo recusa cenário de ajuda à política de direita do PS

por EVA CABRAL  

Jerónimo recusa cenário de ajuda à política de direita do PS

O líder do PCP considera que foi atingido o objectivo de obter mais votos e mais mandatos nestas legislativas, e garante que comunistas foram essenciais para impedir maioria absoluta de Sócrates

O líder do PCP recusa qualquer ajuda ao Executivo minoritário do PS de José Sócrates, lembrando que este tem executado uma "política de direita" ,e que logo na noite das europeias frisou não ter qualquer ideia de mudar de rumo.

Jerónimo de Sousa considerou ontem que os comunistas e a CDU tinham conseguido nestas eleições legislativas obter o resultado a que se propuseram desde o início da campanha: conseguir mais votos e mais mandatos. Mesmo passando a quinta força no Parlamento.

Com 15 deputados eleitos, mais um do que nas legislativas de 2005, o secretário-geral comunista frisou que se consolidou o crescimento da CDU e do PCP e assegurou que estes resultados foram "essenciais para retirar a maioria absoluta ao PS", uma das metas com que partiram para as eleições.

O líder comunista deixou claro que qualquer cenário de entendimento com o PS era do domínio do "meramente académico".

"Só tínhamos um compromisso, que era com o povo português. Não temos dois discursos. Pelo contrário, temos uma só palavra e uma só cara" afirmou, assegurando que a política de direita que o PS de Sócrates tem levado a cabo pode assim continuar a contar com "o combate do PCP e da CDU".

O líder comunista adiantou, ainda, não "poder, do ponto de vista político, moral e ético, andar a dizer uma coisa ao povo e depois fazer outra completamente diferente".

Questionado sobre se esta sua posição não abre a porta a uma forma de entendimento do PS com o BE, o líder do PCP, garantiu apenas que "cada um sabe de si".

Para Jerónimo de Sousa "se alguém quiser avalizar a política de direita, quem o pretender fazer que o faça", mas assegurou, como o fez ao longo de toda a campanha, que "o PCP, coerentemente, mantém esta posição, pensando nos interesses de Portugal e do povo português". O secretário-geral comunista considerou igualmente que o mau resultado do PSD comprova o descrédito das políticas de direita, adiantando que o PS "concretizou nos últimos quatro anos boa parte das políticas dos sociais-democratas".

Tags: PortugalDN/


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