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por Lusa
O CDS-PP saiu hoje das legislativas como um partido vencedor ao eleger 21 deputados à Assembleia da República e a passar a terceira força política em Portugal, um resultado histórico que afirma o CDS como "um partido nacional".
O CDS-PP obteve 10,4 por cento dos votos, e aumentou o grupo parlamentar em oito deputados, com a eleição pela primeira vez desde 1979 do deputado pela Madeira, um dos momentos mais festejados da noite.
" medida que os resultados foram sendo divulgados crescia a euforia na sede do CDS-PP, com os militantes, sobretudo da Juventude Popular, a entupirem a sala e a acabarem a noite a dançar na rua, à porta da sede.
"O resultado de hoje é o melhor do CDS dos últimos 26 anos. O CDS ficará muito perto os 600 mil sufrágios, crescemos mais de 180 mil votos desde a última eleição legislativa. O CDS tornou-se hoje um verdadeiro partido nacional, elegemos deputados na maioria dos círculos eleitorais", destacou Paulo Portas, no seu discurso na noite eleitoral.
Em 1983, o CDS-PP teve 12,56 por cento e elegeu 30 deputados, numa altura em que a Assembleia da República tinha 250 deputados.
Em 2005, teve 7,4 por cento dos votos e elegeu 12 deputados.
O facto de passar a ser a terceira força política significa que "a sociedade optou pelo bom senso" e que a partir de agora o partido "disputa outro campeonato".
"Tivemos o terceiro lugar nestas eleições e passámos a terceiro partido. A partir de hoje o CDS passou a disputar outro campeonato", afirmou Paulo Portas, no seu discurso na noite eleitoral na sede do partido.
Para Paulo Portas, os que optaram por votar no CDS-PP preferiram "o direito da classe média portuguesa a subir na vida, e por um partido que reforça a insegurança e não a impunidade".
Significa também, que os jovens "não querem a esquerda radical", disse Portas, que destacou a perda de "meio milhão de votos do PS".
"O CDS é a expressão de muita indignação, de muita revolta mas é também um voto com sentido positivo e construtivo para Portugal", acrescentou.
Portas garantiu que o CDS-PP "continuará a ser a melhor oposição", advertiu que o PS tem que mudar a forma de governar e defendeu "uma cultura de compromisso e negociação".
A "fidelidade ao seu caderno de encargos" é o seu único critério de avaliação, afirmou.
Quanto à contribuição para maioria PSD/CDS-PP, Portas disse que o CDS-PP "fez o que estava ao seu alcance".
Algumas surpresas foram a eleição do segundo deputado por Braga, Altino Bessa, e do quinto por Lisboa, Pedro Brandão Rodrigues.
O CDS conseguiu a eleição dos cabeças-de-lista por Faro, Artur Rego, por Coimbra, João Serpa Oliva, por Santarém, Filipe Lobo d`Ávila. Na campanha, Paulo Portas dizia acreditar que, por "poucos votos a mais" o CDS elegeria um deputado.
Os democratas-cristãos elegeram o segundo deputado pelo círculo de Paulo Portas, Aveiro, Raul Almeida e o quinto por Lisboa, Pedro Brandão Rodrigues.
SF.
Tags: Portugal
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jfjb
Pela 1ª vez votei CDS/PP por concordar ...
há 55 dias, 12 horas e 55 minutos
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1 Comentário
29 Set 2009, às 00:30 - Portugal - Lisboa
Pela 1ª vez votei CDS/PP por concordar com o seu programa e estar mais próximo das ideias que defendo, mas gostaria de ouvir o PP manifestar vontade de acabar com as lojas na cidade abertas até tarde intituladas de mini mercado, mercearia e frutaria mas que na prática são uma tentação no periodo nocturno para o consumo na via publica e situações degradantes. Força PP.
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