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Caso das Bandeiras

Homenagem ao 31 da Armada celebrou "liberdade" e "sentido de humor"

por Lusa  

O jantar de homenagem aos bloguistas que hastearam bandeiras monárquicas em Lisboa e Cascais converteu-se na terça-feira numa celebração da "liberdade" e do "sentido de humor", que juntou monárquicos e republicanos.

"Há o preconceito que a questão monárquica é uma coisa pomposa mas é bastante divertida. Os republicanos levam muito mais a sério estas coisas", disse à agência Lusa Rodrigo Moita de Deus, um dos bloguistas do 31 da Armada que hasteou há duas semanas a bandeira da Monarquia na Câmara de Lisboa.

O designado "grande jantar da liberdade" homenageou o "arguido" Rodrigo Moita de Deus, Henrique Burnay e Nuno Miguel Guedes, responsáveis pela troca da bandeira do Município de Lisboa pela bandeira "azul e branca", e os jovens do blogue Conjurados XXI, que hastearam bandeiras da Monarquia em Cascais na semana passada.

Rodrigo Moita de Deus garantiu que "as comemorações do Centenário da República do 31 da Armada vão continuar" e os jovens de Cascais prometeram que não vão "parar" de tentar "esclarecer" a população sobre os benefícios da Monarquia.

Um dos promotores do jantar João Távora, da ala monárquica do blogue "Corta-Fitas" e da "Plataforma do Centenário da República", ofereceu aos homenageados diversas bandeiras da Monarquia.

"Isto é um investimento", afirmou enquanto oferecia bandeiras azuis e brancas aos jovens de Cascais, advertindo, contudo, que a bandeira de maiores dimensões e tecido mais nobre que escolheu para os co-autores do 31 da Armada "não é para a luta".

"O sentido de humor é a melhor propaganda que a Monarquia poderia ter", concluiu João Távora.

Para Mendo Castro Henriques, presidente do Instituto da Democracia Portuguesa, as cercas de 70 pessoas que se juntaram num restaurante de Lisboa comemoraram "um acto de liberdade", que ajudou o "problema de percepção" de que sofre a Monarquia.

"O que fizeram [hastear a bandeira monárquica] foi trazer a percepção da Monarquia como um acto de liberdade", defendeu.

O republicano Nuno Ramos de Almeida foi ao jantar por amizade a Rodrigo Moita de Deus e porque defende e admira "aqueles que combatem pelas suas ideias".

"Há determinadas coisas que não são crimes: greves, manifestações, cortes de estrada e mudanças de bandeira", afirmou à Lusa, insurgindo-se contra o facto de Rodrigo Moita de Deus ter sido constituído arguido pela troca de bandeiras nos Paços de Concelho de Lisboa.

Bisneta do primeiro Presidente da República, Manuel de Arriaga, Teresa de Arriaga, compareceu para honrar o legado o homem para quem era essencial a "liberdade de pensamento" e que teve como primeiras medidas do seu mandato libertar os presos políticos monárquicos.

"Se as instituições republicanas funcionassem, a República seria politicamente o sistema mais justo mas, em termos culturais, hereditários e estéticos sou monárquica", assumiu à Lusa Teresa Arriaga.

Manuel de Arriaga cresceu no seio de uma família monárquica absolutista dos Açores e abraçou a causa republicana depois de, aos 19 anos, iniciar a formação universitária em Coimbra.


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antonio jose oliveira

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1 Comentário


antonio jose oliveira

26 Ago 2009, às 15:32 - Brazil

Diferentemente de Portugal, no Brasil o primeiro ato do primeiro presidente, após a queda da Monarquia foi, aumentar o seu próprio salário. Já começou mal.


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