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Relatório

Governador acusa AR de o tentar prejudicar

por EVA CABRAL,  C  

Governador acusa AR de o tentar prejudicar

Vítor Constâncio lamenta que os partidos tenham "fomentado  ou permitido que o Banco de Portugal tenha sido usado como instrumento  de combate político". PSD e PCP já contestaram posição do governador

O governador do Banco de Portugal considerou ontem que os trabalhos da comissão parlamentar de inquérito ao caso BPN "não tiveram a componente técnica suficiente para lhes conferir inequívoca objectividade e credibilidade".

Vítor Constâncio assegurou que o Banco de Portugal está "seguramente entre as melhores instituições do país e desempenha funções importantes para a estabilidade e progresso da economia portuguesa". Nesse sentido, considera normal que "uma parte da opinião pública se interrogue sobre o exagero e o empenho na tentativa de demolir a instituição, e sobre o facto de responsáveis políticos de todos os partidos terem fomentado ou permitido que o Banco de Portugal tenha sido usado como instrumento de combate político".

Vítor Constâncio considerou ainda que os trabalhos desenvolvidos pela comissão parlamentar ao longo dos últimos seis meses perturbaram o processo de investigação que está a ser conduzido pelo supervisor.

Respondendo às declarações do governador, o vice- -presidente do PSD José Pedro Aguiar-Branco considerou hoje que o Governador do Banco de Portugal "teve um momento infeliz" no que respeita às apreciações que fez do trabalho da comissão parlamentar de inquérito ao caso BPN.

"Devia haver um respeito institucional pelo trabalho da Assembleia da República", afirmou, acrescentando que Vítor Constâncio teve "um momento surpreendente e infeliz ao criar uma relação de conflitualidade institucional".

Já o PCP considerou que as declarações de Vítor Constâncio referindo que os trabalhos da comissão de inquérito ao caso BPN perturbaram o processo de inves- tigação do BP são "uma forma inaceitável de pressão sobre" o Parlamento. "Eu acho que, de uma forma absolutamente majestática, o senhor governador veio cumprir uma obrigação, isto é, veio no fundo agradecer ao PS ter aprovado um conjunto de conclusões que de facto lhe passam, entre aspas e em bom português, a mão pelas costas", afirmou Honório Novo.


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15 Comentários


tomar

11 Jul 2009, às 20:34 - Portugal - Lisboa

O que Vitor Constância deveria responder a Nuno Melo,tantas vezes quantas ele lhe fizesse perguntas idiotas era: O DÉFICE FOI DE FACTO 6,8%. E nada mais, porque Nuno Melo nem sabia o que perguntava.


Limao

11 Jul 2009, às 19:48 - Portugal - Lisboa

Nada percebo do trabalho de supervisão bancária, mais uma especialidade com muitos conhecedores recentes no nosso país, mas entendo de outras coisas: quando um jornal ilustra uma notícia deste tipo com uma fotografia como aquela que apresenta do visado, está a fazer um jornalismo pouco sério.


mansilper

11 Jul 2009, às 18:58 - Portugal - Porto

Nascimento: é bonito quando alguém nasce, só não é bonito considerar que se pode atacar um governo com maioria absoluta no parlamento, de qualquer modo e feitio e considerar que, pelo facto do Governador do B.P., se defender dos enxovalhos que meia duzia de rapazes que fazem parte do parlamento, lhes tem feito quase todos os dias, deixando sem qualquer beliscadura todos aqueles roubaram.


ARC

11 Jul 2009, às 18:47 - Portugal - Aveiro

1-O inquérito da Comissão Parlamentar foi legitimo e ,mereceu ,até certo temp'o, elogios que contribuiram para credibilizar competências dos deputados 2-Não é necessário ser-se técnico da matéria para realizar averiguações até porque os deputados têm à sua disposição os recursos que necessitarem para realizar o trabalho de investigaçãoe.O relatório,é que reacendeu interesses partidários/pessoais


Zeferino Miguel Rodrigues

11 Jul 2009, às 18:35 - Portugal - Lisboa

RECTIFICAÇÃO: Não há dúvidas nenhumas quanto às tentativas sistemáticas e constantes de decapitar o Dr. Vítor Constâncio, o Governador do Banco de Portugal. É sabido que cabe ao GBP Supervisionar os Bancos residentes em Portugal, mas cabe fundamentalmente aos Gestores dessas Instituições efectuarem conduções capazes de assegurar e preferirem presentes e futuros prósperos. O que não é tolerável é existirem injustiças de tratamento em pleno Parlamento Nacional, ou seja, os Deputados do PCP, BE, PP e PSD tratarem de forma arrasadora e premeditada o Sr. GBP e usarem formas suaves e brandas com quem verdadeiramente é culpado. Portanto, o PS tem toda a legitimidade e razão quanto ao Relatório Final. Porém, fica nítido aos olhos dos Portugueses e de Portugal a imparcialidade/quis dizer PARCIALIDADE do PCP, BE, PP e PSD e mais uma vez ficou patente que os interesses dos Partidos referidos, à excepção do PS, não foi o apuramento da verdade mas fundamentalmente procuraram um culpado: degolar o Sr. Governador do Banco de Portugal e fazer politica suja, imparcial/ quis dizer PARCIAL e premeditada contra o PS e o Governo do Eng. José Sócrates. A prova é clara: a forma como foi tratado o Supervisor e os Gestores directos dessas Instituições, muitos deles com Militância política, como exemplo, o Dr. Miguel Cadilhe do PSD.


Maria Almeida

11 Jul 2009, às 16:28 - Portugal - Lisboa

O convecido a super polícia Nuno Melo e os seus colegas da oposição, estão convencidos que convenceram alguém de que fizeram um óptimo trabalho. Coitados, assisti a 2 directos, e achei constrangedor que para aparecerem na TV, faziam a mesma pergunta, já feita por colegas seus e em diferentes seccões. Como a TV seduz esta gente! Lastimável a ignorância de alguns deputados sobre a contabilidade.


jpgjpg

11 Jul 2009, às 15:12 - Portugal - Porto

O sr. Constâncio ensandeceu e perdeu definitivamente os escrúpulos e as estribeiras. Um pobre incompetente amarrado ao partido socrático. É pena. Já vai sendo tempo de o Presidente da República intervir neste caso, em lugar de perder tempo a discutir o sexo dos anjos.


ViDi

11 Jul 2009, às 14:16 - Portugal

ele já foi sec. Geral do PS. sai au actual chefe tambem sec.geral Socas,não quer ouvir nimguem só ele é que tem razão,arrogante vaidoso não conhece a umildade, eles no PS, sabem tudo os outros não sabem nada,estou a ver que isso parece mesmo uma doença de origem Socialista,não há nada a fazer só uma boa vacina ou uma boa sangradela,é que isso podera ser mais util para Portugal,,,SALUTATION,s


mansilper

11 Jul 2009, às 12:26 - Portugal - Porto

È claro que o principal objectivo dos partidos da oposição é e era atacar o PS, porque se Vitor Constancio fosse do psd niguém falava no caso, bem como se, quem pôs a mão na massa fosse afecto ao PS, era esse o caso que fazia as manchetes e as delicias da comunicação social, asim atacam a supervisão, como se fosse possível evitar todos os roubos antes destes acontecer. A opiniao pública anda saturada de vozes contra o governo e o PS porque são sempre 5 contra 1, ninguém se preocupa em analisar que (1=PS) representa mais doque (5 = psd,cds,pc,be e verdes), mas o que aparece sempre nos debates e passa para a opinião pública, são 5 contra 1. Neste aspecto a democracia está a falhar, dado que dá sempre mais espaço á oposição de contestar o governo, atacando todas as medidas que este tome, sejam elas boas ou más.


Nascimento

11 Jul 2009, às 12:02 - Portugal - Leiria

Vitor Constâncio devia levar em consideração que as suas declarações em relação ao comentário desfavorável que fêz à Comissão de Inquérito foram uma ofensa ao Parlamento. Devia ainda tomar em conta a apreciação feita por quase todos os analistas políticos ao caso. Não devia ainda esquecer o seu lamentável procedimento, quando esteve a prestar na declarações à Comissão de Inquérito!


vguerra

11 Jul 2009, às 11:51 - Portugal - Lisboa

O Banco de Portugal é dos portugueses e não dos partidos.Todos vimos que não podemos contar com a supervisão.Simples..


carlos carneiro

11 Jul 2009, às 11:38 - Portugal - Lisboa

PARLAMENTO EXIGE RESPEITO MAS NÃO RESPEITA SEUS PARES, NÃO RESPEITA O POVO, SUA OPINIÃO, SEUS ANSEIOS, SUAS NECESSIDADES, NÃO RESPEITA QUEM QUER TRABALHAR E FAZER O MELHOR, SÓ CRITICA PURA SEM ALTERNATIVAS, NÃO RESPEITA QUEM LHES PAGA E NÃO SE RESPEITAM A SI PRÓPRIOS, POR FALTA DE RESPEITO AO RESPEITO


F285

11 Jul 2009, às 11:17 - Portugal - Bragança

Tem toda a razão. A comissão parlamentar em vez de se preocupar com os ladrões, os banqueiros que roubaram os clientes, atacou o governador. Foi um triste espectaculo ver os deputados serem simpaticos com o Loureiro com o Oliveira e Costa.. era só sorrisos e boa disposção, e tratar com azedume o Governador. Uma vergonha! E afinal o que é que apuraram? Nada.


Zeferino Miguel Rodrigues

11 Jul 2009, às 10:58 - Portugal - Lisboa

Rectificação: Não há dúvidas nenhumas quanto às tentativas sistemáticas e constantes de decapitar o Dr. Vítor Constâncio, o Governador do Banco de Portugal. É sabido que cabe ao GBP Supervisionar os Bancos residentes em Portugal, mas cabe fundamentalmente aos Gestores dessas Instituições efectuarem conduções capazes de assegurar e preferirem presentes e futuros prósperos. O que não é tolerável é


Zeferino Miguel Rodrigues

11 Jul 2009, às 10:21 - Portugal - Lisboa

Não há dúvidas nenhumas quanto às tentativas sistemáticas e constantes de decapitar o Dr. Vítor Constâncio, o Governador do Banco de Portugal. É sabido que cabe ao GBP Supervisionar os Bancos residentes em Portugal, mas cabe fundamentalmente aos Gestores dessas Instituições efectuarem conduções capazes de assegurar e preferirem presentes e futuros prósperos. O que não é tolerável é existirem injustiças de tratamento em pleno Parlamento Nacional, ou seja, os Deputados do PCP, BE, PP e PSD tratarem de forma arrasadora e premeditada o Sr. GBP e usarem formas suaves e brandas com quem verdadeiramente é culpado. Portanto, o PS tem toda a legitimidade e razão quanto ao Relatório Final. Porém, fica nítido aos olhos dos Portugueses e de Portugal a imparcialidade do PCP, BE, PP e PSD e mais uma vez ficou patente que os interesses dos Partidos referidos, à excepção do PS, não foram o apuramento da verdade, mas fundamentalmente procurar um culpado: degolar o Sr. Governador do Banco de Portugal e fazer politica suja e imparcial premeditada contra o PS e o Governo do Eng. José Sócrates. A prova é clara: a forma como foi tratado o Supervisor e os Gestores directos dessas Instituições, muitos deles com Militância politica, como exemplo, o Dr. Miguel Cadilhe do PSD.


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