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por Lusa
Os seis arguidos no julgamento do caso do homem encontrado morto atado às grades de um café em Outubro de 2007, em Borralheira de Orjais, Covilhã, vão conhecer sexta-feira o acórdão do Tribunal.
A decisão do colectivo de juízes do Tribunal da Covilhã vai ser lida a partir das 10:00.
Nas alegações finais, a 16 de Junho, o Ministério Público pediu prisão efectiva para os seis arguidos, enquanto os advogados de defesa pediram a absolvição de todos os acusados.
João Inácio, de 42 anos e residente na aldeia, também conhecida como Borralheira do Teixoso (freguesia a que pertence), foi encontrado morto amarrado à porta do café, onde se terá embriagado na companhia de alguns dos arguidos, em Outubro de 2007.
Segundo o relatório de autópsia, a vítima morreu asfixiada pelo próprio vómito.
Quatro dos arguidos, Tiago Afonso, Tiago Cortinhas, Manuel Pissara e Emanoel Rodrigues, são acusados de sequestro, exposição ou abandono e omissão de auxílio e o procurador António Pinto Tomás pediu que sejam condenados por um destes crimes.
Pediu que outros dois, Nídia Afonso e Eduardo Pinto, sejam condenados por omissão de auxílio, deixando cair outra acusação inicial do Ministério Público que recaía sobre eles, de exposição ou abandono.
"Todos devem ser condenados. Não é uma pena de multa que serve", referiu o procurador.
"Acredito que não quiseram matar", sublinhou, acrescentando, no entanto, que "há brincadeiras que não se podem ter".
A defesa argumenta que faltam "provas efectivas" e "consistentes" sobre "quem fez o quê" na noite da morte de João Inácio, desvalorizando uma reconstituição realizada no local durante o processo e com base na qual a Polícia Judiciária apontou quem amarrou a vítima e quem assistiu.
Para além de se saber que os arguidos estiveram no local, naquela noite, em convívio com João Inácio e que "eram todos amigos", "mais nada foi efectivamente provado", considera a defesa.
Tags: Portugal, Centro
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