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por Luís Maneta e Patrícia Jesus
A ministra da Saúde anunciou ontem que vai antecipar algumas das medidas previstas para quando se atingisse a centena de casos no País. Há mais duas crianças infectadas, de três e oito anos, internadas nos Açores e em Lisboa.
Os hospitais de Évora e Faro vão ser incluídos na rede de unidades de saúde indicadas para receber e internar os doentes com gripe A. O alargamento desta rede foi ontem anunciado pela ministra Ana Jorge, que não especificou que hospitais vão ser destacados, mas segundo assegurou ao DN fonte hospitalar "é o que faz sentido, são os dois únicos hospitais centrais no Sul do País". Ontem foi confirmado o vírus em duas crianças, fazendo subir para 20 o total de casos.
"Até agora, os doentes eram apenas recebidos nestes hospitais. Agora têm de ser criadas condições para os receber e internar sem que exista contacto com outros doentes", precisou a mesma fonte. Ou seja, as unidades de Évora e Faro terão de criar "zonas de internamento específico" para os casos da gripe A.
Numa primeira fase foram definidos apenas quatro hospitais de referência: Curry Cabral e Estefânia em Lisboa, São João no Porto e os hospitais da Universidade de Coimbra. Assim, todos os infectados com o H1N1 do resto do País que necessitassem de internamento tinham de ser encaminhados para uma destas unidades.
Com o aumento de doentes, a ministra resolveu antecipar medidas que estavam previstas para quando Portugal atingisse os 100 casos e alargar esta rede, uma decisão anunciada ontem no final de uma audiência na Comissão Parlamentar de Saúde. A rede poderá contar também com mais hospitais no interior e Norte do País, de forma a cobrir todo o território e evitar grandes deslocações dos doentes. Segundo fonte do Ministério, os hospitais são definidos por uma questão de conveniência e gestão de meios porque "todos têm capacidade para receber doentes com gripe".
Já Pedro Lopes, da Associação de Administradores Hospitalares, tem muitas dúvidas sobre se "todos as unidades estão efectivamente preparadas". Se quanto aos maiores hospitais "com certeza que sim", quanto "aos outros ... temos algumas indicações que podem haver dificuldades", disse.
Ontem a doença foi confirmada em duas crianças: Uma de três anos, que é também o primeiro caso nos Açores e que chegou na segunda-feira do Canadá. E outra de oito anos, que esteve em Palma de Maiorca (espanha) e foi internada em Lisboa.
Para a ministra o aumento de doentes nos últimos dias no País, era previsível. "A pandemia está em muitos países e é natural que com o número de viagens dos portugueses - de férias ou em trabalho - cresçam os casos em Portugal".
Tags: Portugal, Sul
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