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Caso Maddie

Notícias sobre pedófilo britânico não reabrem investigação

 

A Procuradoria-Geral da República considerou hoje que as recentes notícias sobre o pedófilo britânico Raymond Hewlett ter estado junto dos apartamentos de férias da Praia da Luz onde desapareceu Madeleine McCann não são suficientes para reabrir a investigação.

Numa resposta enviada à Agência Lusa, a propósito de notícias da imprensa britânica que dão como "suspeito" o pedófilo britânico, pois encontrava-se no Algarve na mesma altura do desaparecimento da criança inglesa, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que "especulações, opiniões ou comentários não são bastantes para que se reabra a investigação".

Segundo a PGR, "quando surgirem factos concretos, que os magistrados titulares do processo considerem relevantes e credíveis, será reaberto o processo" relativo ao desaparecimento da menina inglesa.

Porém, a Procuradoria-Geral da República adianta que "está atenta aos sinais que vão aparecendo".

Raymond Hewlett, de 64 anos, estava alegadamente a viver em Tavira, a cerca de uma hora da Praia da Luz, em Maio de 2007, altura do desaparecimento da criança inglesa, quando passava férias com a família.

O ex-soldado, segundo o jornal Daily Mail, tem um passado conhecido de ataques a meninas que remonta a 1972, quando foi condenado por abusos a uma rapariga de 12 anos.

De acordo com o diário The Sun, Raymond Hewlett chegou a ser interrogado pela Polícia portuguesa, mas forneceu um álibi que o ilibou de suspeitas.

Madeleine McCann desapareceu a 03 de Maio de 2007 do quarto onde dormia juntamente com os dois irmãos gémeos, mais novos, num apartamento do aldeamento turístico "Ocean Club", na Praia da Luz, concelho de Lagos, no Algarve.

Os pais, ambos médicos, jantavam nessa altura com um grupo de amigos ingleses num restaurante do aldeamento turístico, a cerca de 50 metros do apartamento.

A família manteve desde o início a posição de que Madeleine foi raptada.

Até hoje as autoridades não conseguiram saber o que realmente aconteceu, tendo o Ministério Público arquivado o caso, que pode ser reaberto se surgirem novos dados sobre o desaparecimento de Madeleine.


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