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por ROBERTO DORES,, LUÍS GALRÃO,
Os novos passeios da Costa de Caparica (Almada), construídos há quatro meses no âmbito do Polis, já estão completamente esburacados. A chuva que caiu esta semana agravou o cenário que se estende por mais de 200 metros. À noite os passeios transformam-se em autênticas armadilhas para os peões. A junta de freguesia fala em "erro de construção", enquanto a CostaPolis diz que o estacionamento nos passeios agrava a destruição. A Câmara de Almada vai pagar o arranjo. Clotilde Matos diz que "ainda" não está entre as vítimas das milhares de pedras soltas nos novos passeios da Avenida General Humberto Delgado, mas a moradora já viu algumas vizinhas "caírem", garantindo que a chuva vai abrindo mais buracos, chegando mesmo a arrastar pedras para as estradas. "Durante o dia as pessoas ainda se apercebem, mas à noite não se vê nada. As pedras estão soltas e amontoadas e têm provocado pequenos acidentes. Manuel Alves alerta que o caso mais grave aconteceu quando uma criança colidiu com um dos montes de pedras numa bicicleta, ficando com um hematoma na cara e não conseguindo mexer um perna. A preocupação é corroborada pelo presidente da junta, António Neves, para quem os técnicos da CostaPolis terão cometido um erro de execução quando decidiram não impermeabilizar os solos da zona, receando eventuais inundações. "Foram para uma solução mais barata. A pedra foi colocada sem levar pó de pedra ou traço de cimento. Se com algum desses materiais de agregação já era difícil, veja-se no que resultou pôr a pedra em cima da areia pura e simples", alertou o autarca.
O Polis Cacém (Sintra) extingue-se daqui a dois meses, depois de oito anos de existência, mas deixa uma herança de obras por fazer e sinais de degradação. Quem passeia na zona verde junto à ribeira das Jardas, em Agualva, depara com sinais de degradação no único edifício que a Sociedade Cacém Polis construiu na nova baixa da cidade e que custou um milhão e cem mil euros. Apesar de ter apenas três anos e um prémio de arquitectura, o Jardim-de-Infância Popular tem várias janelas rachadas e revela problemas no revestimento da fachada. "A empresa que colocou os vidros garante que não há perigo, mas os pais questionam porque é que há janelas rachadas e nós tememos o efeito de ventos fortes ou de um sismo", diz Tânia Ferreira, directora pedagógica da instituição que recebe 160 crianças/dia.
No exterior, são as placas que cobrem a fachada sul que estão degradadas. "Há dias caiu um pedaço no passadiço de acesso ao jardim, mas não acertou em ninguém", revela a técnica. Os problemas de conservação começaram em 2006, data em que o JIP passou a funcionar "sem direito a inauguração oficial", lamenta a directora Leonor Vieira. "Ao fim de pouco tempo foi preciso trocar os vidros todos e surgiram outros problemas, pelo que pedimos ao dono da obra, a Cacém Polis, que mandasse cá o empreiteiro. Há um ano fizeram as primeiras reparações, mas foram embora e deixaram o trabalho a meio", conta. O edifício recebeu em 2006 a menção especial do prémio internacional de arquitectura sustentável Fassa Bartolo, da Universidade de Ferrara, em Itália e costuma ser visitado por estudantes.
Tags: Portugal
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