Última hora Juiz mantém Oliveira e Costa em prisão domiciliáriaMinistro austríaco dos Desportos quer sanções...Titulares em recuperação no regresso ao trabalhoEspecialistas discutem o impacto da teoria...Helton, Fucile e Orlando Sá ainda em treino..."Sei que há estrangeiros e portugueses interessados"...BPN: Juiz mantém Oliveira e Costa em prisão...Operação de remoção da carga ainda sem dataVencedor do primeiro concurso conhecido na...Portugal e Espanha criam grupos de trabalho
por Mário Bettencourt Resendes
Vale a pena 'perder' cinco minutos para conseguir um esclarecimento se isso contribuir para prevenir uma falha na credibilidade do jornal
A identificação do autor de uma notícia ou de qualquer outro trabalho jornalístico pode levar leitores menos familiarizados com os "circuitos de produção" mediáticos a tirar conclusões menos rigorosas sobre a dimensão da responsabilidade que cabe ao profissional que apõe a sua assinatura.
É certo que o nome é o principal património de um jornalista e não é por acaso que a utilização da assinatura está devidamente regulamentada e condicionada no Estatuto do Jornalista e nos livros de estilo adoptados pelos órgãos de comunicação social que entenderam a utilidade desse instrumento.
Nos já distantes tempos pré-informáticos, a elaboração de um texto reclamava um diálogo exigente entre o autor e o seu responsável hierárquico directo, a quem cabe dar luz verde ao seguimento da matéria. Era um processo moroso, nem sempre à prova de erros ou gralhas, mas havia um garantia suplementar de consonância entre visões eventualmente díspares.
O avanço das tecnologias de informação representou um progresso gigantesco e bem-vindo, mas também é verdade que despersonalizou as relações de trabalho nas redacções, não faltando episódios a comprovar que as adaptações a nível organizacional neste outro cenário ainda não conseguiram pôr em prática filtros e mecanismos de verificação capazes de acudir a novos problemas.
Exemplo típico do que aqui fica dito é o protesto do leitor João Miguel Nunes, que enviou ao provedor um longo texto, de que se apresenta, de seguida, uma versão resumida: "Na Vossa notícia intitulada 'Preços subiram em média 10%' (DN, pág. 18, País, 03/11/2009) a Sra. Jornalista Diana Mendes incorre em vários erros grosseiros que importa esclarecer: A nova 'tabela relativa ao acesso a exames de diagnóstico e terapêutica em unidades privadas com acordo com o SNS' veio substituir a tabela de Despacho Ministerial de 17/10/2005 (com correcção das taxas moderadoras pelo DL n.º 79/2008, N.º 2 do Art.º 20.º) e não 'ao fim de 30 anos foi actualizado' como refere a notícia. 'O grosso dos exames sofreu uma subida de cerca de 10%' não corresponde de forma alguma à verdade. O grosso dos exames ou mantém a actual comparticipação ou sofre uma redução. Sendo o exemplo mais chocante dessa redução a Osteodensitometria da coluna lombar com a Osteodensitometria do colo femural que eram pagos a 105,64€ e pela actual tabela são pagos a 50,18€, ou seja, uma redução superior a 50%. No quadro por Vós publicado, todos os 'Preços até Outubro' estão errados (...) Pela gravidade dos erros e pela deturpação que induzem a toda a notícia, uma vez que ao contrário do título ('Preços subiram') os preços baixaram, solicito que, ao invés de fazerem uma mera correcção dos erros, façam uma nova notícia, dando conta da cada vez menor comparticipação do Estado nos exames de diagnóstico e terapêutica às unidades privadas. Este facto é particularmente grave se analisarmos o aumento constante de custos com equipamentos, películas ou salários, e por outro lado verificarmos que numa tabela de 19/10/2001 as comparticipações eram substancialmente superiores(...)"
Perante o pormenor dos esclarecimentos do leitor, que, embora não tenha revelado a sua profissão, mostra conhecer bem a matéria em causa - que é de interesse público generalizado -, o provedor solicitou um esclarecimento a Diana Mendes. Eis a resposta: "A tabela dos meios complementares de diagnóstico e terapêutica foi, de facto alterada ao fim de 30 anos. Quem o refere é a própria Administração Central dos Sistemas de Saúde, que coordenou a referida revisão. A tabela tem sido sujeita a revisões pontuais, como as referidas pelo leitor, mas esta é a primeira vez que a nomenclatura e os preços em geral são revistos em profundidade. Deixo aqui excerto do texto que a ACSS publicou no site quando anunciou a revisão: Pela primeira vez, nos últimos 30 anos, a tabela de MCDT Convencionados é alvo de um profundo trabalho de revisão coordenado pela Administração Central do Sistema de Saúde, IP (ACSS) (...)
A Entidade Reguladora da Saúde emitiu um parecer sobre as actualizações realizadas e concluiu que, entre as cinco principais áreas dos exames os preços (pagos pelo Estado aos prestadores privados que têm acordo com o SNS), os preços subiram em três áreas. A explicação é extremamente técnica e visa apenas aproximar os preços pagos aos privados. Muitas vezes recebiam menos do que uma unidade pública, apesar de estarem ao serviço do SNS, através de um acordo(...)."
A editora Joana Ferreira da Costa acrescenta que, "por lapso, trocou-se a tabela dos convencionados pela dos preços dos exames no Serviço Nacional de Saúde, uma situação a que a jornalista foi alheia" uma vez que o texto foi colocado em página num dia em que não estava a trabalhar". Por isso, conclui Diana Mendes: "O quadro não foi da minha responsabilidade."
O DN errou e deve, portanto, uma desculpa aos seus leitores. O provedor permite-se ainda recomendar aos jornalistas que, sempre que isso for possível - e os meios electrónicos viabilizam hoje essa possibilidade em inúmeras circunstâncias - não se considerem desligados - e isentos de responsabilidade ... - dos seus textos a partir do momento em que os encaminham para as instâncias superiores, sobretudo quando se trata de matéria assinada. Quanto aos editores, assinale-se que a relação de confiança em que assenta o trabalho em equipa reclama uma corrente de comunicação fluida. O provedor sabe que, perante a pressão das horas de fecho, não é um desiderato fácil. Mas vale a pena "perder" cinco minutos para conseguir um esclarecimento se isso contribuir para prevenir uma falha na credibilidade do jornal.
Quem é revolucionário?
João César das Neves
Quando a esquerda se torna estabelecida, burguesa, dominante, quem é realmente revolucionário?
Hugo Chávez funda circo internacional
Ferreira Fernandes
O partido do venezuelano Hugo Chávez está de congresso. Um congresso à medida de Chávez: este faz discursos de horas e o congresso vai até 2010. A Venezuela é curta para tanto tamanho. Daí que Chávez tenha...
Corruptos ficam mais ricos, os outros ainda mais pobres
Leonídio Paulo Ferreira
Existem corruptos em Portugal, mas não somos um país de corruptos. Evitemos entrar em pânico.
por Jonatas Bensafrim
O DN está aberto à participação dos leitores. Use o email jornalismodecidadao@dn.pt para publicar online os seus artigos, fotos ou videos. Publique os seus SMS usando o número 96 100 200
Nome de Utilizador:
Password:
Ainda não tem Área Pessoal? » Registe-se
Esqueceu a password? » Clique Aqui
0 Comentários
À porta de uma nova era
por Mário B. Resendes
Oprovedor fez recentemente, neste espaço, um balanço das vicissitudes da comunicação social portuguesa ao longo da última legislatura (ver artigo intitulado "Trabalhos de Lacão", publicado na edição do...
Mário Bettencourt Resendes
Comportamento sem mácula
Trabalhos de Lacão
Mário B. Resendes
As imagens e as palavras
Gralhas, lapsos...e desleixo
Os homens, os jornais e as suas circunstâncias
Juíza aceita alterações de factos imputados a arguidos
Três indivíduos assaltam e agridem inglês em Vilamoura
Gestor judicial quer 90 dias para definir futuro da empresa
Associação de adeptos critica dislates" de Paulo Bento
Doze pessoas detidas em operações da PSP
Juiz mantém Oliveira e Costa em prisão domiciliária
Ricardo Araújo Pereira exige demissão de Jorge Jesus
Português estreante em grandes torneios ganha 404 mil
Jaime Gama recusa autorizar viagem de deputados a África
Navio encalhado impede sete cavalos de participar em prova
Linha Porto-Vigo concluída dois anos depois do previsto
FBI procura falso agente secreto que burlou os McCann
PGR "actuou de forma atabalhoada" e por "razões políticas"
Só o budismo aprova casamento homossexual
Constâncio admite aumento de impostos até 2013
Assis diz que Governo foi alvo de "tentativa de decapitação"
gripe A
sida
brasil
ALEXANDRA
bpp
mangualde
Castelo Branco
gnr
EMPREGO
psp
Se tivesse possibilidades económicas compraria uma viagem ao espaço?
Grande Colecção Xutos & Pontapés
Impressora Multifunções Epson Stylus SX415
Todas as Iniciativas DN
Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos