Última hora Clima: Estados Unidos alertam para acordo...Nigéria: Vice-Presidente aceitou assumir...Honda: Construtor chamou 437.763 automóveis...Haiti/Sismo: Supermercado desabou com "cinco...PSD: Distritais reclamam nova liderança até...38 pessoas invocam "maus tratos" Advogados lusos unidos pelo poderAcordo na educação ficaria em risco se o...87% das mulheres que abortam não usam contraceptivos428 chamadas em 3 meses para Linha do Idoso
por ANSELMO BORGES
Houve também quem propusesse o ideal de saúde como o estado de bem-estar para poder trabalhar e gozar
Submetida à racionalidade instrumental, a sociedade moderna criou a ilusão da omnipotência e da possibilidade da eliminação de todo o mal. Foi este projecto de domínio total que viciou a própria concepção de saúde. A OMS propôs a seguinte definição: "A saúde é um estado de bem-estar completo, físico, espiritual e social, e não apenas a ausência de doença e enfermidades." Houve também quem propusesse o ideal de saúde como o estado de bem-estar para poder trabalhar e gozar.
A esta concepção está subjacente o ideal de uma sociedade perfeita e sem conflitos, de uma vida sem dor e sem sofrimento, e até a utopia de uma existência sem morte. Mas este culto idolátrico da saúde enquanto "estado" de bem-estar total não só implica uma sobrecarga incomportável para a medicina como marginaliza a pessoa na sua experiência inevitável de finitude e corre o perigo de acabar por excluir socialmente os doentes, os velhos e moribundos. Não será por acaso que esta definição de saúde não menciona a morte, que, neste, modelo, só pode ser sofrida como fracasso sem sentido.
Assim, frente a uma concepção exclusivamente objectiva de saúde, muitos, sem excluir, evidentemente, o ideal de bem-estar completo, fazem, com razão, apelo também à atitude subjectiva e pessoal do Homem. Neste sentido, Jürgen Moltmann escreveu que a saúde designa o processo de adaptação, a capacidade de reagir às mudanças do meio, de envelhecer, de curar-se, de ir em paz ao encontro da morte. "A saúde não é a ausência de perturbações, a saúde é a força de viver com elas", "a força de viver humanamente".
Esta força de existir humanamente implica a capacidade de viver e encontrar sentido tanto na alegria como no sofrimento, de dizer um sim decidido à alegria de viver, que não exclui a aptidão para integrar o sofrimento e a própria morte. Só uma existência com sentido, isto é, uma vida amante e amada poderá reconciliar-se e encontrar sentido para a morte.
A força da existência autenticamente humana saúda os benefícios incontáveis da medicina moderna e contemporânea, mas não esquece que o acto médico é, antes de tudo, um pacto de aliança, baseado na confiança, entre dois seres humanos - o médico e o doente. Não se trata de um mero encontro entre um técnico especialista (o médico), de um lado, e uma máquina desarranjada (o corpo do doente), do outro. De facto, o Homem não está cindido em corpo e alma, como pensou Descartes, na origem da modernidade, e para quem o corpo não era, em última análise, senão uma máquina, como os animais não passavam de máquinas.
Neste pacto, o doente, que continua a ser um ser humano integral, na unidade tensa e viva de inconsciente, consciente, corpóreo, afectivo, psíquico, espiritual, espera certamente do médico e dos profissionais de saúde em geral competência científica e técnica, mas que também não esqueçam a sua própria humanidade integral. Assim, a uma medicina que, dados os seus prodígios desde o século XIX, corre o risco da unidimensionalidade científico-técnica, é necessário lembrar o princípio da humanitariedade, segundo o axioma ético-médico: "salus aegroti suprema lex" (a lei suprema é a saúde, também no sentido de 'salvação', do doente).
Isso é dito aliás na própria palavra saúde, no seu étimo. Saúde vem do latim salute, que significa simultaneamente saúde e salvação.
Neste contexto de saúde em sentido holístico - lembrar que nas línguas anglo--saxónicas, saúde (health, em inglês, em conexão com holy - santo -, e, em alemão, heilen - curar -, em conexão com heilig - santo - e heil - são; também em português, há ligação entre são e santo, de tal modo que se diz, por exemplo, São João, para dizer que o santo só pode ser um ser humano pleno e íntegro) remete para the whole (o todo) -, e, conhecendo-se hoje, segundo dados científicos, a influência da religião e da espiritualidade na cura e na saúde, não se percebe o atraso hesitante na legislação governamental em ordem à admissão de ministros dos diferentes cultos na assistência religiosa dos doentes. É normal que se exija que sejam pessoas capazes e com formação adequada.
Luis Cagica
A DPOC (Doença Pulmonar Obstruriva ...
há 254 dias, 18 horas e 18 minutos
rodrigo de triana
Ó saúde a nossa! Quando os profissionais ...
há 255 dias, 14 horas e 22 minutos
MariaeMaria
No comentário que enviei, por ...
há 255 dias, 17 horas e 51 minutos
Mais uma excelente crónica! Muito ...
há 255 dias, 18 horas e 15 minutos
Francisco Tavares
O que eu penso, meu caro Anselmo, ...
há 255 dias, 19 horas e 21 minutos
Liberdade, eis a questão
BAPTISTA-BASTOS
A questão é esta: há liberdade de imprensa em Portugal? É ociosa, a pergunta, para quem, como eu, vem do tempo em que se escrevia baixinho, tão baixinho que perdêramos muitas das palavras, por mudez e...
Babados de gratidão
VASCO GRAÇA MOURA
Para ajudar os portugueses, o primeiro-ministro não hesitou em fazer trepar o défice por aí acima, como se o défice fosse um ágil macaco correndo a empoleirar-se no topo de um coqueiro. O homem nem pestanejou...
O sr. Seixas não se deixa asfixiar
FERREIRA FERNANDES
Desconfio que o fantasma do sr. Seixas ande por aí. Constança Cunha e Sá, em recente artigo, chamou "histeria" ao ar do tempo, mas eu digo nervoseira - não há neurose, não se manifestam nem paralisia...
por Telmo Cunha
O DN está aberto à participação dos leitores. Use o email jornalismodecidadao@dn.pt para publicar online os seus artigos, fotos ou videos. Publique os seus SMS usando o número 96 100 200
Nota: Os comentários deste site são publicados sem edição prévia e são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Consulte a Conduta do Utilizador, prevista nos Termos de Uso e Política de Privacidade. O DN reserva-se ao direito de apagar os comentários que não cumpram estas regras. Receber alerta de resposta - será enviado um alerta para o seu e-mail sempre que houver uma resposta ao seu comentário. Aparecer como anónimo - os dados (nome e-mail) são ocultados. Os comentários podem demorar alguns segundos para ficarem disponíveis no site.
Utilizador Registado Utilizador Não Registado
Carta demolidora ao Papa
O autor da carta, Henri Boulad, 78 anos, é um jesuíta egípcio de rito melquita. Não é um jesuíta qualquer: há treze anos que é reitor do colégio dos jesuítas no Cairo, depois de ter sido superior dos jesuítas...
ANSELMO BORGES
A humanidade sob ameaça
'Potestas' e 'auctoritas'
Jonas e Cassandra
Libertação e política
Deus é um luxo
Clima: Estados Unidos alertam para acordo "nado-morto"
Nigéria: Vice-Presidente aceitou assumir presidência interinamente
Honda: Construtor chamou 437.763 automóveis em todo o mundo devido a airbag defeituoso
Haiti/Sismo: Supermercado desabou com "cinco a oito" pessoas no interior - responsável
PSD: Distritais reclamam nova liderança até final de março
Ana fez três abortos em três anos
À beira do precipício, mas com esplanadas sempre cheias
Família descobre morte de filho através do Facebook
PGR: Lei do segredo de justiça "não é má, é péssima"
"Não há indício de plano do PM para controlar a imprensa"
Alan Kaufman reinventa o guarda-chuva
Ex-capitão inglês terá tido 12 amantes na última década
Sócrates nega indicações à PT para compra de televisão
Paulo Rangel considera "estranhas" críticas de Assis
Rangel denuncia plano do Governo para controlar Media
brasil
diana piedade
bpp
haiti
emprego
acidente
idolos
salvador caetano
mario crespo
crel
Quem tem mais culpas na má época do Sporting?
Curso de Fotografia e Vídeo Digital
Impressora Multifunções Epson Stylus SX415
Todas as Iniciativas DN
Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos