Última hora (VÍDEO) Mão de Thierry Henry inspira tema...Ricardo Araújo Pereira exige demissão de...Nuclear: Estados Unidos pressionam Irão a...Ambiente: "Não nos podemos permitir falhar...China: Explosão numa mina provocou 104 mortos...Murray vence na estreia do MastersBayern empata com o líder e Van Gaal recebe...Uso em excesso de antiviraisSurfista tetraplégicochama outros jovens...Passos Coelho quer discutir emprego
por ANSELMO BORGES
Houve também quem propusesse o ideal de saúde como o estado de bem-estar para poder trabalhar e gozar
Submetida à racionalidade instrumental, a sociedade moderna criou a ilusão da omnipotência e da possibilidade da eliminação de todo o mal. Foi este projecto de domínio total que viciou a própria concepção de saúde. A OMS propôs a seguinte definição: "A saúde é um estado de bem-estar completo, físico, espiritual e social, e não apenas a ausência de doença e enfermidades." Houve também quem propusesse o ideal de saúde como o estado de bem-estar para poder trabalhar e gozar.
A esta concepção está subjacente o ideal de uma sociedade perfeita e sem conflitos, de uma vida sem dor e sem sofrimento, e até a utopia de uma existência sem morte. Mas este culto idolátrico da saúde enquanto "estado" de bem-estar total não só implica uma sobrecarga incomportável para a medicina como marginaliza a pessoa na sua experiência inevitável de finitude e corre o perigo de acabar por excluir socialmente os doentes, os velhos e moribundos. Não será por acaso que esta definição de saúde não menciona a morte, que, neste, modelo, só pode ser sofrida como fracasso sem sentido.
Assim, frente a uma concepção exclusivamente objectiva de saúde, muitos, sem excluir, evidentemente, o ideal de bem-estar completo, fazem, com razão, apelo também à atitude subjectiva e pessoal do Homem. Neste sentido, Jürgen Moltmann escreveu que a saúde designa o processo de adaptação, a capacidade de reagir às mudanças do meio, de envelhecer, de curar-se, de ir em paz ao encontro da morte. "A saúde não é a ausência de perturbações, a saúde é a força de viver com elas", "a força de viver humanamente".
Esta força de existir humanamente implica a capacidade de viver e encontrar sentido tanto na alegria como no sofrimento, de dizer um sim decidido à alegria de viver, que não exclui a aptidão para integrar o sofrimento e a própria morte. Só uma existência com sentido, isto é, uma vida amante e amada poderá reconciliar-se e encontrar sentido para a morte.
A força da existência autenticamente humana saúda os benefícios incontáveis da medicina moderna e contemporânea, mas não esquece que o acto médico é, antes de tudo, um pacto de aliança, baseado na confiança, entre dois seres humanos - o médico e o doente. Não se trata de um mero encontro entre um técnico especialista (o médico), de um lado, e uma máquina desarranjada (o corpo do doente), do outro. De facto, o Homem não está cindido em corpo e alma, como pensou Descartes, na origem da modernidade, e para quem o corpo não era, em última análise, senão uma máquina, como os animais não passavam de máquinas.
Neste pacto, o doente, que continua a ser um ser humano integral, na unidade tensa e viva de inconsciente, consciente, corpóreo, afectivo, psíquico, espiritual, espera certamente do médico e dos profissionais de saúde em geral competência científica e técnica, mas que também não esqueçam a sua própria humanidade integral. Assim, a uma medicina que, dados os seus prodígios desde o século XIX, corre o risco da unidimensionalidade científico-técnica, é necessário lembrar o princípio da humanitariedade, segundo o axioma ético-médico: "salus aegroti suprema lex" (a lei suprema é a saúde, também no sentido de 'salvação', do doente).
Isso é dito aliás na própria palavra saúde, no seu étimo. Saúde vem do latim salute, que significa simultaneamente saúde e salvação.
Neste contexto de saúde em sentido holístico - lembrar que nas línguas anglo--saxónicas, saúde (health, em inglês, em conexão com holy - santo -, e, em alemão, heilen - curar -, em conexão com heilig - santo - e heil - são; também em português, há ligação entre são e santo, de tal modo que se diz, por exemplo, São João, para dizer que o santo só pode ser um ser humano pleno e íntegro) remete para the whole (o todo) -, e, conhecendo-se hoje, segundo dados científicos, a influência da religião e da espiritualidade na cura e na saúde, não se percebe o atraso hesitante na legislação governamental em ordem à admissão de ministros dos diferentes cultos na assistência religiosa dos doentes. É normal que se exija que sejam pessoas capazes e com formação adequada.
Luis Cagica
A DPOC (Doença Pulmonar Obstruriva ...
há 175 dias, 16 horas e 48 minutos
rodrigo de triana
Ó saúde a nossa! Quando os profissionais ...
há 176 dias, 12 horas e 51 minutos
MariaeMaria
No comentário que enviei, por ...
há 176 dias, 16 horas e 20 minutos
Mais uma excelente crónica! Muito ...
há 176 dias, 16 horas e 45 minutos
Francisco Tavares
O que eu penso, meu caro Anselmo, ...
há 176 dias, 17 horas e 51 minutos
Quem é revolucionário?
João César das Neves
Quando a esquerda se torna estabelecida, burguesa, dominante, quem é realmente revolucionário?
Hugo Chávez funda circo internacional
Ferreira Fernandes
O partido do venezuelano Hugo Chávez está de congresso. Um congresso à medida de Chávez: este faz discursos de horas e o congresso vai até 2010. A Venezuela é curta para tanto tamanho. Daí que Chávez tenha...
Corruptos ficam mais ricos, os outros ainda mais pobres
Leonídio Paulo Ferreira
Existem corruptos em Portugal, mas não somos um país de corruptos. Evitemos entrar em pânico.
por Jonatas Bensafrim
O DN está aberto à participação dos leitores. Use o email jornalismodecidadao@dn.pt para publicar online os seus artigos, fotos ou videos. Publique os seus SMS usando o número 96 100 200
Nome de Utilizador:
Password:
Ainda não tem Área Pessoal? » Registe-se
Esqueceu a password? » Clique Aqui
6 Comentários
31 Mai 2009, às 12:07 - Portugal - Faro
A DPOC (Doença Pulmonar Obstruriva Crónica) é provocada a 80% pelo consumo de tabaco, provocando uma das maiores causas de morte no nosso País. É uma doença altamente incapacitante e penalizadora para o doente e para os seus familiares. Ao contrário de outras doenças crónicas, os medicamentos não são grátis e poucos têm genéricos. O Oxigénio que é o essencial como factor de tratamento e suporte de vida, além de não ser comparticipado em alguns Sistemas de Saúde (ADSE, por ex.) não é distribuído em muitas Regiões do País. É um escandalo !!! O Estado que obtém Milhões com os Impostos provenientes do tabaco, pouco ou nada investe no tratamento e acompanhamento desta doença. As Reformas por Invalidez Absoluta são altamente penalizantes para quem é portadar deste flagelo. Os lobbies das taqueiras continuam a funcionar menosprezando e contrariando todas as políticas de Saúde Pública que possam existir. O Estado não faz contas ao que se perde em absentismo e internamentos hospitalares frequentes. Espero vivamente que o dia de hoje sirva para alertar consciências. POR FAVOR, DEIXEM-NOS RESPIRAR !!!!!
30 Mai 2009, às 16:04 - Portugal - Setúbal
Ó saúde a nossa! Quando os profissionais de saúde praticam o aborto livre nos hospitais com o nosso dinheiro de contribuintes e se preparam agora para praticar também com o nosso dinheiro de contribuintes a eutanásia, será que ainda podemos falar de «saúde»??? Não será antes assitência técnica ou reparação física???
30 Mai 2009, às 12:35 - Portugal - Porto
No comentário que enviei, por lapso, escrevi Ministro em vez de Ministra da Saúde. Aliás, tendo pensado melhor, a crítica do último parágrafo parece que se dirige ao Governo enquanto tal. E muito bem!
30 Mai 2009, às 12:10 - Portugal - Porto
Mais uma excelente crónica! Muito justa e oportuna a crítica ao Ministro da Saúde no último parágrafo.
30 Mai 2009, às 11:05 - Portugal - Setúbal
O que eu penso, meu caro Anselmo, é que, de facto, não nos devemos resignar à doença, pensando que estar doentes é a vontade de Deus, como sabe a Igreja veiculou essa ideia. Nós não ficamos velhos por uma qualquer fatalidade. Nós envelhecemos por causa das doenças. Por isso, é natural a luta do homem pela sua erradicação. O cancro, por exemplo, pode ser erradicado, tem que ser erradicado.
Nuno Gomes
30 Mai 2009, às 09:43 - Portugal - Castelo Branco
Estou de acordo consigo nesta sua crónica; o mundo contemporâneo habitoou-se a olhar para a saúde,muitas vezes duma forma errada.O atraso hesitante do Governo,para haver assitência religiosa nos hóspitais,só revela um certo laicismo e cínismo por parte dos actuais governantes.
A sobrevivência da civilização
por Anselmo Borges
Leszek Kolakowski morreu no dia 17 de Julho último, em Oxford. Era pouco conhecido entre nós, mas foi um filósofo ilustre. Nasceu em Radom (Polónia), em 1927. Partidário de um "marxismo humanista", foi...
Anselmo Borges
O Dia da Filosofia
Homossexualidade e casamento
Seria injusto não haver Deus
Caim e Saramago
Pecado original e política
(VÍDEO) Mão de Thierry Henry inspira tema musical
Ricardo Araújo Pereira exige demissão de Jorge Jesus
Nuclear: Estados Unidos pressionam Irão a cooperar com o Ocidente
Ambiente: "Não nos podemos permitir falhar em Copenhaga" - Brown
China: Explosão numa mina provocou 104 mortos, de acordo com um novo balanço
Murray vence na estreia do Masters
Sporting goleia Pescadores no Restelo
Indonésia: Ferry indonésio naufragou com mais de 200 pessoas a bordo
"Assistimos a uma tentativa de decapitação política"
Um totalista no Totoloto arrecada cerca de 1,5 milhões
Moçambique: RENAMO diz que vai iniciar campanha de desobediencia ao governo
Televisão: Reino Unido e Brasil lideram nomeações aos Emmy Internacionais
Ramal da Lousã: Movimento promete lutar até ao fim pela electrificação da linha
Futebol Praia: Mundial - Portugal vence Uruguai por 14-7 e termina no terceiro lugar
Benfica eliminado da Taça de Portugal
gripe A
sida
brasil
ALEXANDRA
bpp
mangualde
Castelo Branco
EMPREGO
gnr
psp
Se tivesse possibilidades económicas compraria uma viagem ao espaço?
Grande Colecção Xutos & Pontapés
Impressora Multifunções Epson Stylus SX415
Todas as Iniciativas DN
Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos