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Claro que importa Barroso ser português

 

Ontem, todos os jornais europeus faziam referência à recandidatura de Durão Barroso para o cargo de presidente da Comissão Europeia. O El País, por exemplo, dedicava à questão duas páginas, em que incluía um grande perfil que acabava com a seguinte frase: "Barroso, um pragmático que afronta os problemas acomodando-se aos ventos." É uma boa definição para o que um português poderia trazer para este cargo. E que até já conquistou a socialista francesa Martine Aubry, que, questionada sobre o apoio a Barroso, disse preferir o "ibérico" a um qualquer candidato de direita ferrenha de Berlusconi.

Há, em Portugal, e sobretudo entre os políticos portugueses, uma situação um pouco esquizofrénica em relação a Barroso. Os que partilham o lado dele na escala ideológica defendem-no, os que se sentam do outro lado da bancada europeia fazem-no sempre de pé atrás. Entre esses há quem pergunte, como que para se justificar, o que é que Portugal ganha de imediato com a sua presidência.

Evidentemente, não é essa a questão. Até porque nem é essa a sua função. O que Portugal tem a ganhar com a presença de Barroso na Presidência da Comissão ultrapassa as divergências políticas. Usando uma comparação acessível, Barroso funciona para a imagem de Portugal moderno como Mourinho para a do futebol português. Ou seja, Portugal só tem a ganhar em ter um presidente da Comissão Europeia... mesmo que não tenha nada a ganhar com isso.

'Timing' perfeito para eleições no Irão

Trinta anos após a Revolução Islâmica, mais de 46 milhões de eleitores iranianos vão amanhã às urnas para escolherem o seu presidente - o segundo homem na hierarquia do país. Fazem-no entre um reformista, Mir Hossein Mousavi, e o actual Chefe do Estado, o conservador Mahmud Ahmadinejad. E fazem-no num momento particular da política internacional: quando a única superpotência - os Estados Unidos da América - é liderada por um homem que, para já, aposta mais no diálogo do que na força das armas.

Barack Obama já afirmou a sua disponibilidade para dialogar com o seu homólogo em Teerão. Tal como o faz, aliás, com os outros líderes do mundo muçulmano. Um diálogo sem precondições mas que as duas partes sabem, de antemão, qual a conclusão desejada. Em troca do abandono do seu dossiê nuclear e do fim do apoio aos grupos extremistas, Teerão poderá sair do isolamento a que se tem votado.

O timing destas eleições dá-se naquilo que grande parte da sociedade iraniana vê como uma janela de oportunidade: principalmente para as suas camadas mais jovens e as mulheres emancipadas que querem algo mais do que viver numa república de ayatollahs. Tendo em conta a campanha, a mudança parece inevitável. Resta saber se iremos ter uma reedição da Presidência Khatami, em que nada aconteceu, ou se a pressão da rua fará mudar o Guia Supremo.


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6 Comentários


Nascimento

12 Jun 2009, às 00:06 - Portugal - Leiria

Uma coisa quero solicitar ao responsável por este espaço: A mim, e com toda a certeza a outros, já aconteceu o seguinte: Após termos tido escrito o comentário, surge-nos esta informação, verdadeiramente surrialista: ESTE ESPAÇO ENCONTRA-SE TEMPORÀRIAMENTE INDISPONÍVEl Pergunto: Porque motivo não aparece, antes de escrevermos o comentário ? Espero que levem esta minha observação em conta.


joao americo oliveira ramos

11 Jun 2009, às 21:10 - Brazil

Obama:"EUA e Islã não são exclusivos e não precisam ser rivais. Em vez disso, eles se intersectam e partilham princípios comuns - princípios de justiça e progresso, tolerância e dignidade de todos seres humanos. "Enquanto a nossa relação for definida por nossas diferenças, entregaremos o poder àqueles que semeiam o ódio ao invés da paz e promovem o conflito no lugar dacooperação


vguerra

11 Jun 2009, às 11:33 - Portugal - Lisboa

Ah!Já me esquecia do Ronaldo.Em todos os jornais do mundo.Logo no "dia de Portugal".DItosa Pátria...


vguerra

11 Jun 2009, às 11:08 - Portugal - Lisboa

Barroso na Comissão e oTtratado chamar-se de Lisboa são dois pontos de referencia em relação à Tugalandia ,que valem muitas, dispendiosas e inúteis campanhas do ICEP


Carlos Alberto Soares da Silva

11 Jun 2009, às 10:21 - China

as bocas estupidas dos portugueses que perguntam o que ganhamos com a reeleicao de Barroso jamais deveriam ocupar qualquer cargo politico dentro ou fora do pais. E canalha miuda que nao alcanca coisissima alguma a frente do nariz.


Nascimento

11 Jun 2009, às 10:17 - Portugal - Leiria

De facto é um orgulho para o nosso País, que seja um português a desempenar tais funções Como diz o editorialista, Portugal só fic a a ganhar com a a reeleição de Durão Barroso Só a esquizofrenia de Mário Soares, Ana Gomes e M. Portas, por questões ideológicas é que não vêem o que é óbvio! Em contrapartida, temos socialistas de diversos paises a congratularem-se com a sua manutenção no cargo!


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