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por João Marcelino e Paulo Baldaia
Nasceu em Gaia, formou-se em Direito na Universidade Católica e tem 41 anos. Só há oito é que entrou para a política, e é militante do PSD há apenas quatro anos. Filiou-se depois de ter sido secretário de Estado adjunto do ministro da Justiça, no Governo de Santana Lopes. Regressou à política activa com Manuela Ferreira Leite e mal aqueceu o lugar de líder parlamentar do PSD. Foi o vencedor das europeias.
Marcelo Rebelo de Sousa diz que há uma nova estrela no firmamento. Vê-se como uma estrela?Não, de maneira nenhuma! Aliás, se me permite uma correcção, o grande vencedor das eleições é o PSD, não é Paulo Rangel.
Essa era a segunda pergunta: se não se sente, quem é o grande vencedor?
Pronto, então antecipei-me. Mas é o PSD que é o grande vencedor das eleições, e em particular a sua líder, Manuela Ferreira Leite, como aliás eu disse na própria noite eleitoral. Não sinto esse lado, digamos, de um contributo pessoal tão intenso quanto às vezes se tem dito. Mas tem uma quota-parte nessa vitória.
É evidente que houve um empenho total da minha parte, e acho que conduzi bem quer a pré-campanha quer a campanha, e que isso há-de ter tido algum papel no resultado. Agora, isso foi essencialmente a consequência de uma estratégia que foi definida pela direcção nacional e, em particular, pela líder do partido. E tudo isto foi afinado com a Comissão Permanente, em particular - a Comissão Política também.
Isso quer dizer que se o candidato do PSD tivesse sido Marques Mendes, como queriam alguns dirigentes do PSD, vice-presidentes da Comissão Permanente e Comissão Política do PSD, o partido teria ganho na mesma as eleições? Foi só uma questão de a líder impor o seu candidato?
Isso não faço ideia. Não me compete a mim fazer esse juízo. Tivemos um bom resultado e esse é outro cenário sobre o qual temos de trabalhar, porque não é um cenário, é uma realidade.
Se diz que a vitória foi do PSD, significa que o PSD mereceria, fosse qual fosse o cabeça de lista?
Eu sou uma pessoa muito rigorosa e isto não são eleições unipessoais, é preciso nunca perder isso de vista. Agora, eu não enjeito um contributo positivo que dei, não sou masoquista ao ponto de achar que não dei um contributo positivo. O que eu acho é que a vitória é do Partido Social Democrata e, em particular, da estratégia definida pela sua presidente.E esta vitória deve levar Manuela Ferreira Leite a preparar as próximas eleições numa perspectiva de inclusão? Já ouvimos Pacheco Pereira dizer que é altura de limpar o partido, para garantir que esta forma de fazer política é a vencedora, portanto, que há aí algum mérito também nisso. Por onde é que deve ir a direcção do PSD?
Eu acho que essa alternativa não se põe nesses termos: inclusão, exclusão.
A limpeza que propõe Pacheco Pereira implica uma exclusão de pessoas que estão no PSD.
Não sei bem como hei-de interpretar essas palavras, mas a interpretação que lhes dou é a de que, provavelmente, haverá circunstâncias em que haverá necessidade de fazer uma renovação, mais propriamente do que uma limpeza. Isso, acho que sim, acho que é importante, os partidos portugueses precisam de alguma renovação. Precisam que algumas gerações, que estão excluídas, ou que estão à margem, ou que estão muito sub-representadas na vida política, tenham expressão. Dou-lhe um exemplo muito simples: há hoje uma camada de pensadores e de activistas políticos, senão pelo menos activistas cívicos, na blogosfera, que estão com certeza com apetência e que já revelaram ter capacidade para serem rostos de uma alternativa política ao PS…E não precisam de ser militantes do PSD?
Uns serão, outros não serão. Eu acho que não é indispensável que sejam. O PSD aí é que tem de ter a inclusividade, a capacidade de ir buscar pessoas que estão fora da órbita estritamente partidária e trazê-las para aquilo que é a sua força política global, para as suas margens políticas. Isso eu acho que é positivo. Por exemplo, acho que é importante hoje termos uma JSD amplamente renovada, com pessoas de excepção: lembro aqui não apenas o presidente, Pedro Rodrigues, mas, em particular, por exemplo, o Joaquim Biancard, que foi o nosso candidato às eleições europeias e que era o nono, enfim, por pouco não foi eleito, e que é um quadro político de primeira categoria que acho que ainda vai dar muito ao PSD. O mesmo acontece com António Leitão Amaro, que é o secretário-geral, ou com outros nomes.
Não há que ter medo, por serem nomes pouco conhecidos? O seu exemplo é um bom exemplo?
O meu exemplo também não era tão desconhecido, apesar de tudo.
Quando chegou já tinha sido secretário de Estado, mas não era uma figura pública, e hoje é com certeza, o País conhece-o.
Hoje sou, sem dúvida. Não tenho dúvidas sobre isso, para mal dos meus pecados. Porque isso nos retira alguma da privacidade e do espaço pessoal de vida que é sempre muito positivo. Mas o que digo é: há aqui nomes importantes, de novas gerações, há uma geração política, por exemplo, em que a dr.ª Manuela Ferreira Leite renovou muito, em que eu estou, mas está ainda, por exemplo, a Sofia Galvão, está o Paulo Mota Pinto. Nomes que são de uma geração abaixo de nomes já consagrados, como José Pedro Aguiar-Branco, ou como Rui Rio…Mas indo directo ao assunto: o que fazer com aquela que também é uma geração, é a sua geração, como Pedro Passos Coelho e os seus apoiantes, ou Marques Mendes e os seus apoiantes? Devem ser chamados?
Acho que toda essa gente está a colaborar com o partido. Eu, pelo menos, no grupo parlamentar, onde tenho as mais diversas sensibilidades representadas - essa, aliás, é uma justiça que tem de ser feita a Pedro Santana Lopes, que quando fez as listas para deputados fez listas muito plurais e nada sectárias - e eu tive que lidar com o grupo parlamentar nessas condições, o que foi uma riqueza profunda. Não senti nunca nenhum contravapor, senti sempre um grande contributo de toda a gente.
E o próximo grupo parlamentar deve ser assim também?
As pessoas valem por si. Repare, não queria estar aqui… só me faltava agora ser eu a pessoa que ia definir o perfil de quem devem ser os deputados…É líder parlamentar, tem uma experiência, é ouvido por Manuela Ferreira Leite…
Posso dar uma opinião, sim. E com certeza serei chamado a dar uma opinião, pelo menos sobre a estratégia geral, não digo sobre as listas. E aí o que acho é que deve ser o valor pessoal de cada candidato que deve estar em peso, não deve ser tanto a sua visão sobre o partido, a sua colocação no partido, mas o seu trabalho pessoal. E aí há com certeza muita gente de muita qualidade que pode ser trazida para esta luta política.
Agora vai para Bruxelas e Estrasburgo. Vai dizer adeus à política interna?
Não, estar em Bruxelas e Estrasburgo não é dizer adeus à política interna.
Ao combate político, pelo menos, cá.
Não, acho que não. Acho que isso é uma coisa que, aliás, as pessoas não perceberam muito bem. Ou algumas pessoas, principalmente comentadores e observadores da política mais intervenientes, não perceberam: é que quando se diz que não se falou sobre europeias na campanha das europeias, isso é um erro crasso! Continua a ser um problema não se compreender o que é que são os temas europeus. Os temas europeus não são a metafísica do Tratado de Lisboa! O que não quer dizer que esse não seja um tema europeu, mas não se resumem, são questões nacionais que têm dimensão europeia. E agora isto vale também para a forma como se está na Europa, estamos a representar o interesse nacional, estamos no âmago, no centro da política nacional! Eu, naturalmente, não me demitirei nunca de uma intervenção política. E até de uma intervenção cívica especificamente pensada para o espaço nacional, isto é, para lá daquela que seria sempre nacional, que teria de dar em Bruxelas ou em Estrasburgo, porque aí estaria a representar o interesse nacional. Sempre tive uma apetência pela intervenção cívica e sempre o fiz, mesmo antes de ser militante do PSD! Já escrevia em jornais, ou tinha espaços na rádio, até na televisão. Tive sempre essa apetência, vontade, e até um certo sentido de missão e de dever da intervenção pública e cívica. E agora com acrescidas responsabilidades não vou demitir-me de os exercer. Esses espaços mantê-los-ei ou, se não me forem dados, eu próprio os criarei, porque hoje, felizmente, os actores políticos têm essas condições, nomeadamente com os recursos que a Internet tem, para poder naturalmente intervir cívica e politicamente, e dar visibilidade ao trabalho político que estou a fazer em Bruxelas e que implica, naturalmente, opinar e pensar a política no País também.Se o PSD vencer as eleições e Manuela Ferreira Leite o convidar para o Governo, regressa de imediato a Lisboa?
Sinceramente, essa é uma questão sobre a qual não tenho uma opinião formada. Eu tenderia a dizer que não, que a ideia será levar o mandato até ao fim.Mas apenas por isso? Não é mais importante ser eurodeputado do que ser ministro de um governo de Manuela Ferreira Leite, presumo?
Acho que essa é uma questão de cenário, que só se deve pôr naquele momento e deve ser ponderada nesse momento. A minha posição de princípio é a de levar o meu mandato até ao fim e, portanto, é de dar prioridade àquele mandato para o qual fui eleito e no qual também houve algum peso pessoal. E isso ainda vincula mais ao uso e ao exercício do mandato. Agora é uma questão que só nas concretas circunstâncias é que nós podemos saber de que maneira devemos servir melhor o nosso país. Se essa questão se colocar, terei de a ponderar, e ponderarei. A minha posição de princípio é a de exercer o mandato e dar prioridade a isso sobre qualquer outro apelo.
Mas concorda que para os eleitores pode ser importante saber, em caso de vitória do PSD, quem pode formar esse governo? Não é ter um governo-sombra para o apresentar antes das eleições, mas perceber.
Isso é uma pergunta que tem de fazer à dr.ª Manuela Ferreira Leite, porque ela é que escolhe as pessoas. Não posso ser eu. Se ela optar por uma estratégia em que divulga qual é a sua equipa, aí isso terá de ser. Se optar por uma estratégia em que não divulga previamente, também a questão será diferente. Aqui é preciso perceber que é o primeiro-ministro que escolhe os ministros, não são os ministros que se escolhem a si próprios.
O PSD deixou já muito claro que ninguém pode ser candidato a eleições legislativas e autárquicas, ou europeias e depois autárquicas. Isto significa que, não havendo eleições para ministros, eles têm de ir buscar-se a algum lado, ou ao Parlamento Europeu, ou às empresas, ou às autarquias. Imagina um governo de Manuela Ferreira Leite sem Rui Rio, primeiro-vice-presidente do PSD?
Não sei, não faço ideia. Há um domínio - isso é uma tradição, aliás, constitucional portuguesa muito forte - que é de exclusiva reserva do primeiro-ministro. Tendo responsabilidades, como tenho, no PSD - nunca irei opinar sobre escolhas que são pessoais.
As eleições de dia 7 demonstraram uma grande dispersão de votos, os chamados pequenos partidos cresceram. Isso revela também uma grande dificuldade para formar governo, se estes resultados se repetissem nas legislativas. PS e PSD devem partir para a campanha deixando claro com quem é que se podem coligar em caso de não terem uma maioria absoluta?
Acho que essa clarificação, nomeadamente, o PS precisa de a fazer.
E o PSD, não? Porquê?
No caso do PSD, menos, penso que a coisa é mais clara.Porque ela está clara, a coligação a fazer-se é com o CDS/PP?
Sim. Penso que esse é o cenário mais provável no caso de o PSD não ter uma maioria absoluta, como, enfim, eventualmente não terá, atento aqui algum realismo nestas circunstâncias actuais. Claro que esse é o caminho natural. Eu acho que o PS precisa de fazer uma grande clarificação e que, nomeadamente, este resultado obriga o PS a clarificar posições, porque é desde já evidente que a sua obsessão pela maioria absoluta ruiu por completo e não faz sentido nenhum deixar de dizer aos portugueses que está disponível para um governo com o Bloco de Esquerda ou com o PCP. Isso é muito importante.
O primeiro-ministro já deu a entender que não quer esse cenário, não quer pensar no cenário de não maioria absoluta, mas que prefere governar em minoria?
Não sei, porque acho que quando o primeiro--ministro diz isso, que pretende governar em minoria, vai ter de fazer acordos parlamentares com alguém. E é preciso saber com quem.
Que podem ser de geometria variável, como já governou António Guterres?
Se estiverem muito próximos da maioria absoluta, podem ser de geometria variável. Se não estiverem, não podem. Ora, como não vão estar, é preciso encontrar parceiros mais fixos, mais regulares, se quiser assim.
O bloco central é um cenário muito menos provável hoje, depois das europeias, mas pode ser excluído em definitivo? Tendo em conta o País…
A minha posição - agora afirmo aqui uma posição pessoal - é ser contra o bloco central por princípio. Acho que é uma má solução, sempre foi a minha posição, a posição que defenderei nos órgãos próprios do partido, se alguma vez ela fosse equacionada, a não ser em circunstâncias absolutamente excepcionais. E o País não está em circunstâncias excepcionais?Neste momento, não está. Claro que se o PS avançar para o seu programa catastrófico das obras públicas, não sei se o País não vai entrar num estado de colapso e, aí, não precisará de um governo de salvação nacional.
Ainda em matéria de legislativas: as chamadas questões fracturantes, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a disponibilização das drogas leves, etc., são sempre temas em que a esquerda costuma pegar e o centro-direita prefere não os levar para a campanha. Acha que no momento em que está a sociedade portuguesa, que tem estado a ser surpreendida com debates parlamentares sobre esta matéria quando eles não são discutidos em campanha, que estes deviam ser temas fortes para uma campanha eleitoral?
Acho que eles devem ser temas numa campanha eleitoral no sentido em que devem ser debatidos no espaço público. Agora compreendo que, numa altura de crise tão grave como é esta, os portugueses dêem prioridade a outros temas.Os partidos devem seguir esse princípio?
Sim, e o PSD segui-lo-á com certeza. Embora tenha posição mais ou menos firmada sobre todos eles, seguirá com certeza um outro caminho, que é o de dar prioridade às questões que são prioritárias. E num momento de grave crise financeira, num momento de grave crise económica, em que os portugueses vivem o desemprego de uma forma aflitiva, vivem o emprego precário, em que as famílias e as empresas estão numa situação bastante difícil, não se compreende que se esteja agora a dar prioridade temática a questões que são menos relevantes para a actividade de qualquer Governo.
E os partidos devem ter uma posição sobre esta matéria, ou - como acontece na maior parte das vezes, há liberdade de voto - os partidos devem também deixar em campanha os seus candidatos discutir livremente estes temas?
Isso também depende um bocadinho das questões e do consenso que nos partidos se gera. Acho que é bom que os partidos tenham uma posição própria, que será a sua posição, mas é bom que aí, naturalmente, aos seus deputados, aos seus militantes e aos seus votantes, naquelas que são questões que têm essencialmente uma conotação moral ou ética, deixem liberdade de consciência. Isso acho que é importante. E isso pode fazer com que, em algumas circunstâncias, nem sequer sejam capazes de formular uma posição própria, compreendo isso perfeitamente. Nestes chamados moral issues, nas questões morais ou éticas, neste tipo de questões, porventura, tem de haver um espaço mais plural dentro dos partidos. É essa a prática, aliás, do PSD, nesse aspecto com grande vantagem sobre todos os outros, porque não impõe a ninguém… O Bloco de Esquerda e o PCP impõem uma disciplina, praticamente, sobre essa matéria, têm um pensamento único; o PS impõe a disciplina de voto, mesmo ao contrário daquilo que pensa, e o PSD, não, tem uma posição própria e depois dá liberdade de voto. Fê-lo sempre nas questões do divórcio, fê-lo na questão dos casamentos de pessoas do mesmo sexo, na questão da educação sexual, tem sempre dado liberdade de voto aos seus deputados e é assim que deve continuar. Aliás, esse foi um princípio que, como líder parlamentar, fiz questão que fosse uma marca. Porque é a tradição do PSD, essa é que está bem. O que não significa que não tenha uma posição oficial! Tem uma posição oficial, mas depois, naturalmente, reflecte a pluralidade da própria sociedade.
Quanto às datas das eleições, o PSD estaria disponível para aceitar uma decisão do Presidente da República no sentido de as eleições serem no mesmo dia?
O PSD ainda não discutiu esta questão. Posso dar aqui um contributo, mas enfim, é apenas uma opinião, que até admito que conversando com outros, e convencendo-me... Aliás, já tenho conversado uma vez ou outra, mas lateralmente. Ainda não fizemos um colégio sobre esta matéria, porque também só o fazemos, segundo a nossa presidente já definiu há bastante tempo, quando formos solicitados, quer pelo Governo quer depois pelo senhor Presidente, a tomar posição sobre essa matéria. Mas o que eu diria é o seguinte: a minha ideia é de que as autárquicas deviam ser antes das legislativas. Esta é a minha posição. Agora, a decisão soberana do Governo e do Presidente será respeitada.Como o PS quer exactamente ao contrário, seria salomónico o Presidente da República marcá-las para o mesmo dia?
Isso sem dúvida. Mas deveríamos ter o dossier autárquico em primeiro lugar, e depois o dossier legislativo.
Nunca as eleições juntas?
Também não pertenço ao grupo daqueles que menorizam os portugueses a ponto de achar que eles ficariam muito atrapalhados por terem que votar em mais que, digamos assim, uma direcção, por terem as eleições municipais, ou autárquicas, melhor dito, e as eleições legislativas ao mesmo tempo. Julgo que há uma vantagem em arrumar primeiro as questões locais e depois ir à questão nacional.Isso é o que pensa o PSD, não é só Paulo Rangel.
Não sei, porque ainda não tomámos uma posição oficial. É aquilo que penso e aquilo que sugerirei. Mas até admito mudar de posição se alguém me convencer, por razões estratégicas, e também porque em política elas contam por razões tácticas, que para o PSD é melhor de outra maneira e para o País também.
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4 Comentários
14 Jun 2009, às 15:45 - Portugal - Lisboa
A Estrela do PSD??? O homem não passa de uma invenção de alguns média para tentarem tirar a popularidade a Socrates.A procissão ainda vai no adro!Nas eleições legislativas veremos os 32% do PSD. O Paulo Rangel tentou imitar os discursos do Louçã. São os dois muito sérios e gritam muito para mostrar essa seriedade. São malcriados e arrogantes. Soluções para os país, é que está de chuva-não têm!!!
14 Jun 2009, às 13:53 - Portugal
Existe uma grande confusão nas hostes do PSD. Eles estão convencidos que foi o seu carisma que ganhou as eleições. Puro engano. Tiveram o resultado que lhes permitiu ganhar graças ao "castigo" que muitos eleitores, votantes PS, quiseram dar ao governo. E foi pela elevada abstenção, votos em branco e noutros partidos à esquerda, que o PSD teve o resultado para ganhar...
14 Jun 2009, às 13:30 - Portugal - Setúbal
Atenção a AD aí está de malas e bagagens. Acho bem, até porque o Povo está-lhe reconhecido, pelo enorme avanço tecnológico, económico e social, para além de grandes e bem conseguidas Reformas. Foram tantas que ninguém sabe até quais foram...para além é claro do desbaratar dos Fundos Europeus em asfalto e betão...
14 Jun 2009, às 11:51 - Portugal - Lisboa
Jornalista da DN: “Mas apenas por isso? Não é mais importante ser eurodeputado do que ser ministro de um governo de Manuela Ferreira Leite, presumo? Dr. Paulo Rangel: Acho que essa é uma questão de cenário, que só se deve pôr naquele momento e deve ser ponderada nesse momento. A minha posição de princípio é a de levar o meu mandato até ao fim e, portanto, é de dar prioridade àquele mandato para o qual fui eleito e no qual também houve algum peso pessoal. E isso ainda vincula mais ao uso e ao exercício do mandato. Agora é uma questão que só nas concretas circunstâncias é que nós podemos saber de que maneira devemos servir melhor o nosso país. Se essa questão se colocar, terei de a ponderar, e ponderarei. A minha posição de princípio é a de exercer o mandato e dar prioridade a isso sobre qualquer outro apelo” Zeferino Miguel Rodrigues: Devo dizer que o Dr. Paulo Rangel mostra falta de compromisso político com os Portugueses e aqui, de facto, lê-se a intenção do PSD em preparar o terreno Nacional, caso o PSD venha (hipoteticamente) a vencer as Legislativas. Ou seja, se assim for, o Dr. Paulo Rangel será um dos Ministros da Dra. Manuela Ferreira Leite, entre outros. É caso para dizer que as acusações efectuadas sistematicamente durante a campanha eleitoral das Europeias à Dra. Elisa Ferreira do PS não passaram de demagogia e hipocrisia para os Portugueses. Por isso, digo e repito que os Portugueses sabem muito bem distinguir as Europeias das Legislativas e com certeza que farão um juízo final e aí claramente reconhecerão o trabalho do Eng. José Sócrates e do seu Governo. “Jornalista da DN: Mas concorda que para os eleitores pode ser importante saber, em caso de vitória do PSD, quem pode formar esse governo? Não é ter um governo-sombra para o apresentar antes das eleições, mas perceber. Dr. Paulo Rangel: Isso é uma pergunta que tem de fazer à dr.ª Manuela Ferreira Leite, porque ela é que escolhe as pessoas. Não posso ser eu. Se ela optar por uma estratégia em que divulga qual é a sua equipa, aí isso terá de ser. Se optar por uma estratégia em que não divulga previamente, também a questão será diferente. Aqui é preciso perceber que é o primeiro-ministro que escolhe os ministros, não são os ministros que se escolhem a si próprios.” Zeferino Miguel Rodrigues: Quando confrontado com a nomeação dos Ministros antes das eleições, caso as ganhe, o Dr. Paulo Rangel reporta sem rodeios para a Presidente do partido essas competências. Mais uma vez digo que é caso para dizer que há aqui, de facto, muita fumaça e pouca clareza. Será importante lembrar aos Portugueses os truques sistemáticos do PSD, como nos acostumou ao longo dos anos, e não esquecerem, também, a recente governação que capitalizou arrogância, desorientação e fragilizou o nosso País à luz da Europa: Manuela Ferreira Leite, Santana Lopes; Durão Barroso, José Maria Aznar e W. Bush. Dr. Paulo Rangel: "O vencedor das eleições é o PSD, não é Paulo Rangel" Zeferino Miguel Rodrigues: O verdadeiro vencedor nas eleições Europeias não foi o PSD, mas infelizmente as Abstenção, e a ausência de voto não aconteceu hoje, porque o PS governa…, mas é um grave problema Nacional que vem desde o tempo de Cavaco Silva e António Guterres.
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