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MUDAR O PARTIDO PARA MUDAR O PAÍS

por

Vasco Graça Moura

escritor  

Autenticidade é uma palavra que ocorre imediatamente a propósito de Manuela Ferreira Leite.

Basta ouvir ou ler as suas intervenções.

Em cada declaração que faz, ela está ali, inteira e transparente, na franqueza e na dignidade com que se expõe, sem disfarces, subterfúgios ou jogos, sem desculpas, pretextos ou calculismos mais ou menos elaborados.

O PSD está de rastos e ela pode impedir a desagregação do PSD.

Toda a gente percebe que o seu propósito é mudar o partido para mudar o País.

Mudar o partido significa, por um lado, reconduzi-lo aos valores da sua forte matriz social-democrata, reformista e personalista e, por outro, actualizar e renovar coerentemente o seu programa de intervenção.

Mudar o País significa apostar tudo para ganhar as três eleições que ocorrerão em 2009 e começar a governar em conformidade com as propostas do PSD.

Por programa não se entende um mero enunciado de pontos mais ou menos genéricos com os quais toda a gente pode estar de acordo, mas sim um conjunto estruturado de linhas de acção devidamente calibradas, devidamente articuladas e devidamente desenvolvidas pelo trabalho das estruturas partidárias competentes, face à realidade portuguesa.

A campanha interna de Manuela Ferreira Leite não deixa de ir dando conhecimento aos militantes das ideias-força do seu pensamento.

Mas ela faz muito bem em apostar noutra dimensão da sua proposta que surge como condição prévia ou pressuposto de tudo o mais: credibilizar o PSD, de modo a torná-lo mais uma vez no verdadeiro adversário da actual maioria e numa referência política incontornável, dotando-o entretanto de uma máquina eleitoral bem preparada e apetrechada, no plano ideológico, no plano programático e no plano da acção.

Essa não é só uma prioridade séria. É uma prioridade absoluta.

Ninguém duvida de que, uma vez eleita, Manuela Ferreira Leite tratará de desencadear todas as operações necessárias à rápida consolidação do prestígio do partido e à elaboração de um quadro programático à medida das ambições do PSD e das grandes questões nacionais.

E ninguém duvida também de que ela terá a seu lado as figuras mais relevantes e mais competentes para tal efeito, do PSD, dos TSD e da JSD.

Isso é que é mudar o partido para mudar o País e essa expectativa de mudança é plenamente avalizada pelas suas qualidades pessoais.

A relação directa e simples, conquanto humanamente muito rica, que ela vai estabelecendo nos seus contactos com as estruturas e os militantes do partido por todo o País traduz exactamente essas qualidades.

Os militantes apercebem-se dessa espécie de "radioactividade" que emana dela e transcende os limites do PSD para atingir positivamente vastos sectores da população.

Para além de todas as suas outras qualidades, a sua autenticidade é portanto uma mais-valia insuperável.

Os militantes sabem que ela faz o que promete e que não é pessoa para se deixar ficar pelo caminho.

Sabem que ela dará ao PSD um fôlego novo, uma energia redobrada e uma capacidade de resposta política adequada que o partido perdeu nos últimos meses.

Sabem que só Manuela Ferreira Leite tem condições para superar divergências, dissensões, despeitos, ressentimentos e outros equívocos de vária ordem, numa altura em que há a necessidade patente de convergência e conjugação de esforços para um objectivo dessa envergadura.

Sabem que conhece o País e os seus problemas como ninguém e que, logo à partida, ela é respeitada por todos os sectores da sociedade civil que a vêem como a figura mais competente para o exercício das funções a que se candidata.

Sabem que só uma pessoa como ela, à frente do PSD, pode tirar Portugal do buraco desastroso em que se encontra por obra e graça de uma governação socialista que nem sequer tem sido capaz de aproveitar os fundos estruturais, como se vê da tragicomédia do QREN...

A oportunidade de eleger Manuela Ferreira Leite não pode por isso ser desaproveitada.

As três eleições de 2009 não podem ficar em risco.

O PSD precisa de Manuela Ferreira Leite e Portugal também.

Trata-se realmente de mudar o partido para mudar o País.


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