Publicidade
Diário de Notícias Diário de Notícias


sociedade

Suspensão da 'Depuralina'gera ameaça de processo

por

CARLA AGUIAR

PAULO SPRANGER  

A decisão de suspender a comercialização do suplemento alimentar Depuralina, tomada ontem pela Direcção--Geral da Saúde, para proteger a saúde pública, poderá ser alvo de um processo judicial por parte da distribuidora europeia do produto. Essa foi, pelo menos, a ameaça deixada no ar por uma funcionária da empresa espanhola Cataró Nopal, quando contactada pelo DN.

"Por haver alguém com uma alergia à maçã, por exemplo, isso não significa que o produto seja perigoso e que deva ser retirado do mercado", disse. A funcionária remeteu para hoje uma decisão sobre as "possíveis acções legais a tomar contra quem se achar conveniente". Recusando-se a adiantar mais pormenores, a empresa basca anunciou que hoje mesmo responsáveis da companhia estarão em Lisboa para dar uma conferência de imprensa e esclarecer as dúvidas sobre o produto do momento para emagrecer, que está a atingir recordes de vendas, tanto em Espanha como em Portugal.

Argumentos que não demovem o inspector-geral de Saúde, que justificou a suspensão da comercialização daquele suplemento alimentar com a "notificação de três casos graves de doença aguda". Tal como refere o comunicado da Direcção-Geral de Saúde "concluiu-se pela existência de fortes suspeitas de associação causal entre a utilização da Depuralina e o aparecimento de episódios tóxicos graves, nomeadamente choque anafilático e hepatoxicidade".

Em declarações ao DN, Francisco George explicou que se registaram dois casos de choque anafilático (reacção alérgica grave) e um de hepatoxicidade, que pode levar a que o fígado deixe de funcionar. Por isso, para além de ter suspendido a comercialização, a DGS recomenda que os consumidores deixem de tomar o produto e que consultem de imediato o seu médico, caso apresentem qualquer alteração do estado de saúde.

Tal como o DN noticiava na sua edição de ontem, uma mulher foi internada domingo no Hospital de Abrantes, depois de ter tomado a Duperalina, praticamente desmaiada e com hipotermia, mesmo que só tenha ingerido uma colher de chá da solução, que promete "reduzir até 20 quilos os resíduos no organismo", ajudando a expulsá-los. Após a realização de exames foi detectado um choque anafilático devido à elevada percentagem no sangue de um dos componentes do produto, a linhaça do Canadá, à qual se veio a saber, ser alérgica. O internamento durou dez dias. Recusando-se a comentar críticas que apontam falhas na legislação que regula os suplementos alimentares e respectivo acompanhamento, o director-geral disse que a comercialização dos suplementos alimentares é legal, acrescentando que, como se vê, "os dispositivos de alerta funcionam".

Apesar de não se tratar de um medicamento, mas de um produto alimentar - e de por isso mesmo a autorização de comercialização estar na alçada do Ministério da Agricultura - "a Direcção-Geral de Saúde tem poderes para actuar de forma discricionária sempre que possa estar em causa a saúde pública", sublinhou Francisco George. A presidente da Asso- ciação Portuguesa de Nutricionistas, Alexandra Bento Pinto, alerta também para a necessidade de não tomar suplementos alimentares sem acompanhamento médico.|


ImprimirImprimirEnviar por EmailEnviar por Email
PartilharPartilhar


Siga-nos em
Especiais

Recuar
Avançar
PUBLICIDADE


PATROCÍNIO
sondagem

Inquérito DN

Quem tem mais culpas na má época do Sporting?

José Eduardo Bettencourt
Paulo Bento
Carlos Carvalhal
Pedro Barbosa
Sá Pinto
Os jogadores
Votar  Ver Resultados




Desporto

Todas as notícias

Todas as notícias

Portugal

Grande Entrevista

Grande Entrevista

Desporto

Inscreva-se

Inscreva-se

Cartaz

ESPECIAL ELVIS

ESPECIAL ELVIS




Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos