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Dietético 'na moda' atira mulher para o hospital

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MÁRIO RUI FONSECA, Abrantes  

Recentemente implantado no mercado e com grande sucesso usufruindo de venda livre em farmácias e ervanárias, Depuralina de seu nome, é um dietético que segundo a sua nomenclatura reduz até 20 quilos os resíduos do organismo ajudando a expulsá-los. Margarida quis "provar" a solução, mas não se deu bem. Entrou de urgência no Hospital de Abrantes.

Abílio Pombinho, o marido, disse ao DN que Margarida "entrou praticamente desmaiada, com hipotermia e temperatura abaixo dos 35 graus". Depois de sujeita a vários exames, foi detectado um choque anafilático devido à elevada percentagem (54%) de um dos componentes do produto, a linhaça do Canadá, ao qual, passou a saber, é alérgica. "O problema é que não havia contra-indicações prescritas no rótulo, só fala em suplemento alimentar, aumento de vitalidade e outras coisas boas", afirmou Abílio.

Foi num domingo, dia 23 de Março, cerca das 20.30 horas, que Margarida provou a solução numa "quantidade igual ou até inferior a 1 colher de chá", atraída pela avultada publicidade do artigo, nomeadamente em rádios nacionais.

Segundo disse ao DN o seu marido, "de imediato teve uma reacção estranha com falta de ar e inchaços na zona do pescoço e rosto", tendo sido transportada ao hospital pelo INEM. Margarida permaneceu em estado crítico nas horas subsequentes. Teve alta no dia seguinte, mas três dias depois foram-lhe diagnosticados danos internos de alguma gravidade ao nível intestinal, tendo sido internada.

O médico do Centro de Saúde de Tramagal afirmou ao DN que este tipo de situações são "perigosíssimas" e "configuram casos de emergência médica", uma vez que um indivíduo entra em colapso circulatório devido ao inchaço das mucosas. O médico considera que "não há culpas a atribuir" ao produto natural, porque Margarida simplesmente manifestou ser alérgica a um componente. "O ser humano pode ser alérgico a muitas coisas, portanto qualquer um de nós pode manifestar uma reacção de alergia, embora não possamos predeterminar a causa." Contactada pelo DN, fonte do Infarmed esclareceu que não tem poderes sobre este género de produto.|


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