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JOSÉ MANUEL OLIVEIRA
PJ levou parte do achado para análise, após inspecção de veterinário
Ontem, no último dia das buscas para encontrar o corpo de Madeleine McCann na Barragem do Arade, concelho de Silves, por iniciativa do advogado madeirense Marcos Aragão Correia, foram recolhidos da água, a uma profundidade de dez metros, dois sacos, um dos quais com ossos pequenos. Os promotores da operação, da iniciativa do advogado madeirense Aragão Correia, chamaram, por isso, a Guarda Nacional Republicana, a Polícia Judiciária e um responsável da agência de detectives espanhola Método 3, contratada pelos pais da criança desaparecida na Praia da Luz, um ano após o seu desaparecimento.
Cerca das 18.20 horas, três inspectores do Departamento de Investigação Criminal de Portimão, da PJ, abandonaram a barragem com um veterinário, após terem analisado e fotografado os ossos, deixando os sacos e material encontrado no chão perto da água, numa zona que foi interdita aos jornalistas.
Os investigadores levaram alguns ossos que, segundo o DN apurou, serão analisados no laboratório da polícia científica em Lisboa. Fica, para já, a dúvida quanto à origem humana ou animal dos ossos encontrados.
A agência Método 3 ficou também na posse de ossos para serem analisados em Barcelona, onde já se encontram quatro cordas, pedregulhos e uma meia de criança encontrados na mesma zona durante esta semana pelos mergulhadores da empresa Divetime. "Estava a uns dez metros de profundidade para lá da zona da Torre quando os meus dedos encontraram o primeiro saco no meio do lamaçal. Percebi que o saco tinha algo dentro e senti a corda que o mantinha fechado. Depois, senti o segundo saco, mesmo ao lado", contou ao DN o inglês John Fellows, de 52 anos, que encontrou os ossos no penúltimo mergulho.
Ao dar por concluídas as buscas, que custaram cerca de 7500 euros, (metade dos quais pagos por um construtor civil de Portimão), Marcos Correia disse estar de consciência tranquila. "Não saio daqui desiludido, pois fiz o que podia com poucos meios e perante as informações que eu considero credíveis. "Não estou convicto de que o corpo de Madeleine não se encontra aqui", disse.
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