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FRANCISCO ALMEIDA LEITE
PSD. A ideia já foi discutida entre os dirigentes mais próximos da nova líder
Manuela optou por nomear conselheiros e não os leva ao CN
Manuela Ferreira Leite poderá vir a recuperar uma das ideias que Luís Filipe Menezes não teve tempo para implementar: a transformação do PSD num partido-empresa. A ideia agrada a vários dirigentes próximos da nova presidente social-democrata e tem sido discutida ao mais alto nível. No entanto, ainda não existe projecto nem o assunto será levado ao Conselho Nacional desta semana.
Desde que entraram na São Caetano à Lapa que Manuela Ferreira Leite e Luís Marques Guedes, o novo secretário-geral e homem da máquina, se têm defrontado com uma falta de assessores técnicos especializados em várias matérias. Justamente a mesma falha que Luís Filipe Menezes apontou mal foi eleito, em Setembro do ano passado.
Esta ideia, que ainda estará a ser amadurecida, não vai ser levada ao Conselho Nacional de sexta-feira à noite, em Lisboa. Esta reforma interna foge a qualquer norma dos estatutos do PSD e terá que ser levada, um dia, a CN. Para já, Manuela Ferreira Leite começou a escolher os seus conselheiros extra-direcção nacional. Depois de muita especulação sobre se seria Alexandre Relvas ou António Borges a ficar com o IPSD, a escolha da nova líder recaiu sobre o primeiro, que irá a votos para suceder a João Bosco Mota Amaral já esta quinta-feira. No IPSD a dúvida será se irão ser feitas ou não algumas pontes com os militantes que apoiaram Pedro Passos Coelho nas últimas directas e no congresso de Guimarães. É que Miguel Relvas, que foi o estratega de Passos Coelho, é neste momento o número dois do IPSD e a sua continuidade poderá ser um sinal de inclusão ou exclusão. Ao DN, questionado sobre se estará disponível para continuar, diz apenas: "Recuso-me a fazer comentários sobre isso".
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