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Documento. Associação presidida por ex-ministro critica medidas eleitoralistas
A Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (SEDES) liderada desde Abril por um ex-ministro de Sócrates, Luís Campos e Cunha, acusa o Executivo de tomar decisões e propor medidas a pensar no próximo ano eleitoral. Exemplos: "A ênfase nos investimentos públicos", "a cedência à agitação social", "as recentes baixas de impostos" e a "declaração do fim da crise orçamental".
O documento da SEDES, que foi ontem divulgado pela Rádio Renascença e pelo PÚBLICO online, afirma que o aproximar das próximas eleições legislativas, em 2009 - ano em que também se realizam as eleições para o Parlamento Europeu e as autárquicas - tem tido "consequências claras e visíveis na vida política portuguesa". O Governo, segundo a SEDES, procedeu a uma inversão de rumo, depois de três anos "de esforços de estabilização orçamental" e de "várias reformas que exigiram coragem política". Acontece que nestas "terá havido, nalguns casos, inabilidade política, confrontação desnecessária e desfasamentos entre as intenções anunciadas e a sua concretização". "É um risco maior para o futuro do país a suspensão, diluição ou mesmo inversão das reformas já iniciadas. Há sinais de expectativas defraudadas de reforma e de passos cruciais a serem sustidos, ou mesmo invertidos, por razões ligadas ao tempo eleitoral que se aproxima". A SEDES regista que é "exactamente no momento em que o Governo inicia uma aparente suspensão do processo de reformas" que "a opinião pública parece virar-se contra ele".
Para a Associação, o novo PSD liderado por Manuela Ferreira Leite pode ter começado "um ciclo de estabilidade, condição necessária para a afirmação de uma alternativa".|
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