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Sócrates diz que está vencida crise orçamental

por

SUSETE FRANCISCO

RODRIGO CABRITA-ARQUIVO DN (imagem)  

É uma palavra que se repete no discurso de José Sócrates para fazer o balanço do ano: resultados. O primeiro-ministro voltou ontem a usá-la na tradicional mensagem de Natal para evocar o "esforço que os portugueses fizeram" - "para fazer de 2007 um ano de recuperação e um ano de resultados positivos para o País".

Primeiro exemplo apontado: o défice abaixo dos 3%. O que "significa que as contas públicas estão finalmente controladas e que vencemos a crise orçamental dos últimos anos", conclui o líder do Executivo. Que aponta também um crescimento próximo dos 2% para defender que a economia fica assim "mais bem preparada para enfrentar os desafios e as incertezas da economia global".

Além do panorama económico, José Sócrates destacou também a reforma da segurança social e a aposta na qualificação dos portugueses - o "mais grave problema estrutural" do País. "Temos, finalmente, 360 mil portugueses que estando a trabalhar ou à procura de emprego decidiram inscrever-se no programa Novas Oportunidades", referiu o primeiro-ministro, deixando uma mensagem em particular aos que seguiram esta via: "Quero homenagear a coragem, o esforço e o exemplo desse portugueses que decidiram melhorar as suas habilitações. Este é o melhor investimento que podem fazer em si próprios."

Num discurso muito focado nas políticas sociais do Governo, o primeiro-ministro começou por salientar a questão do desemprego, para deixar um sinal de confiança: "Temos agora boas razões para acreditar que a criação de emprego vai prosseguir nos próximos anos". José Sócrates sustenta que se ainda não foi possível reduzir a taxa de desemprego" a economia "já está a criar mais empregos do que aqueles que se perdem".

Quanto às políticas sociais, o aumento do salário mínimo para 2008, o complemento solidário para idosos, as políticas de apoio à natalidade e a vacina contra o cancro do colo do útero foram os exemplos apontados. Medidas que "mais do que um imperativo político" são um "imperativo moral" de solidariedade, sustentou o primeiro-ministro.

Que se referiu também aos últimos seis meses para defender que "a Presidência da União Europeia foi uma das mais bem sucedidas dos últimos anos" - "Deixamos uma Europa mais forte". E, tal como já fizera no jantar de Natal com os deputados do PS, citou Manuel Alegre: "O que fizemos foi levar a língua portuguesa para a frente da batalha política."|


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