Publicidade
Diário de Notícias Diário de Notícias


economia

Governo dá 12 milhões a quem arrancar vinha

 

Os ministros da Agricultura da União Europeia (UE) chegaram ontem a acordo, por maioria qualificada, sobre a reforma da organização comum de mercado (OCM) do vinho. A decisão, que era uma das prioridades da presidência portuguesa da UE, foi aprovada por 24 países, com os votos contra da Dinamarca e de Malta e a abstenção da Estónia.

A reforma prevê que sejam arrancados 175 000 hectares de vinha em toda a UE, estimando-se que 10 a 12 mil em Portugal. Os agricultores que desejem abandonar a actividade nos próximos três anos terão direito a um subsídio, que no total ascende a 12,4 milhões de euros.

O ministro da Agricultura e Pescas, Jaime Silva, disse em Bruxelas que a reforma da OCM do vinho trará para o sector, em Portugal, mais seis milhões de euros por ano. O envelope nacional anual é de 71,2 milhões de euros, mais seis milhões do que o concedido por Bruxelas anualmente entre 2002 e 2006. O ministro falava aos jornalistas no final da última reunião dos seus pares a que presidiu.

A esta verba acrescem ainda os 100 milhões de euros anuais que o Governo vai atribuir ao sector, que fazem parte do bolo de 500 milhões enviados por Bruxelas para o desenvolvimento rural.

Jaime Silva afirmou que estas verbas permitirão aos produtores "enfrentarem o desafio da competitividade". Adiantou que o Governo de que faz parte vai investir "na promoção dos vinhos portugueses no mercado internacional e na pedagogia do vinho".

Dos 71,2 milhões que Portugal vai receber, 51,5 pertencem ao envelope nacional que o Governo utilizará segundo as suas prioridades, 6,3 milhões são verbas para o desenvolvimento rural, 12,4 milhões destinam-se ao já referido pagamento de prémios para o arranque, sobrando 1,1 milhões para encargos.

O ministro estimou que no primeiro ano de arranque o prémio por hectare esteja "um pouco acima de sete mil euros". O tecto de área a arrancar está fixado nos 17 mil hectares. Qualquer produtor que esteja suficientemente interessado em sair do sector será apoiado, garantiu o ministro.

Outra questão que ontem ficou resolvida prende-se com os direitos de plantação, que se mantêm até 2015, podendo ser prolongados a 2018.

A comissária Mariann Boel considerou que a reforma - que entra em vigor em Agosto de 2008 - "é importante para a União, que tem vindo a perder mercado para os vinhos do Novo Mundo", nomeadamente Austrália, Chile e Argentina. |-M.A.C. e ERIC VIDAL-EPA/LUSA (imagem)


ImprimirImprimirEnviar por EmailEnviar por Email
PartilharPartilhar


Especiais

Recuar
Avançar
PUBLICIDADE


RSS


PATROCÍNIO
sondagem

Inquérito DN

Se tivesse possibilidades económicas compraria uma viagem ao espaço?

Sim
Não
Votar  Ver Resultados




Desporto

Todas as notícias

Todas as notícias

Cartaz

PLANO GERAL

PLANO GERAL

Portugal

Facebook

Facebook

Televisão

Guia TV

Guia TV

Portugal

Twitter

Twitter




Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos