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Fundação de Serralves coloca na Internet todo o seu espólio

por

PAULA LOBO

DIREITOS RESERVADOS (imagem)  

As imagens das 3300 obras de arte da colecção ou em depósito, os documentos que testemunham a construção da Casa e dos jardins, o arquivo com fotografias de todos os eventos e algumas colecções documentais. A partir de hoje, a Fundação de Serralves coloca tudo online, permitindo a qualquer pessoa aceder pela Internet ao seu valioso espólio.

Resultado de um processo de inventariação e digitalização que envolveu, durante os últimos 12 meses, todas as equipas de Serralves - designadamente, o pessoal do Museu e da Biblioteca, segundo declarou ao DN Marta Morais, do gabinete de imprensa da fundação -, esta plataforma digital contou com financiamento do POC (Programa Operacional da Cultura) e apoio institucional do Ministério da Cultura.

Em termos orçamentais, Maria do Céu Novais, assessora da ministra Isabel Pires de Lima, adiantou ao DN que o valor global do projecto ronda os 192 mil euros e que a comparticipação do POC foi de 103,6 mil euros.

Coordenado por Odete Patrício, directora-geral da fundação, esta nova plataforma de divulgação será hoje apresentada no Porto e ficará acessível em www.serralves.pt.

A inventariação, digitalização e disponibilização online abrangeu todas as obras de arte, publicações, imagens e arquivos históricos que constituem o acervo da Fundação de Serralves. "Fica tudo online", referiu Marta Morais, acrescentando que o objectivo é "aproximar a fundação do maior número possível de públicos, nomeadamente, das pessoas que se interessam por arte contemporânea e por arquitectura."

Outro factor de peso para a concretização deste projecto terá sido a projecção internacional de Serralves, admite a responsável pelo gabinete de imprensa. Ter todo o espólio online, num site em português e inglês, é uma "ferramenta primordial", não só para curadores ou directores de museus estrangeiros que estejam a organizar exposições como para coleccionadores, artistas e galeristas. À semelhança do que já fazem, por exemplo, a Tate Modern ou o Museu Metropolitan de Nova Iorque.

A partir de hoje, qualquer pessoa poderá ver imagens e obter informação sobre pinturas, esculturas, fotografias ou instalações de artistas como Paula Rego, Julião Sarmento, Fernando Lanhas, Alberto Carneiro, Álvaro Lapa, Eduardo Batarda, Pedro Cabrita Reis, Claes Oldenburg ou Richard Long.

Composta por 3300 obras posteriores a 1968, a colecção de Serralves integra não só peças adquiridas pelo museu como obras de arte doadas à fundação ou ali depositadas pelo Estado e coleccionadores privados.

A par desta forte componente de arte contemporânea, a plataforma digital incorpora mais três núcleos: o acervo de Carlos Alberto Cabral, conde de Vizela e primeiro proprietário da Casa de Serralves; o arquivo fotográfico da fundação, com imagens de espaços, exposições, artistas e actividades; e vários acervos documentais, caso da Colecção E.M. de Melo e Castro, Colecção Raymond Hains e Colecção Porto 69/70. |


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