Publicidade
Diário de Notícias Diário de Notícias


nacional

PCP recusa divulgar ficheiros de militantes

por

PAULA CARMO

LUSA (imagem)  

Jerónimo de Sousa recusa divulgar ficheiros do PCP e considera que o processo de verificação do número de filiados do seu partido tem por base uma "visão de ingerência" da parte do Tribunal Constitucional.

Instado pelo DN, ontem, em Coimbra, o líder do PCP, foi claro: "Não iremos entregar nenhum desses nomes no Tribunal Constitucional". Tudo porque o secretário-geral defende, acima de tudo, o primado do "direito à privacidade dos cidadãos".

Recorde-se que segundo a Lei Orgânica nº 2/2003 de 22 de Agosto, vulgo Lei dos Partidos Políticos, no artigo 19º, compete ao Tribunal Constitucional verificar regularmente "com a periodicidade máxima de cinco anos, o cumprimento do requisito mínimo de filiados".

Isto é, o que pode estar em causa, de acordo com aquele normativo é uma das possibilidades de extinção judicial, caso se confirme a "redução do número de filiados a menos de 5000", tal como está previsto na alínea b) do nº1 do artigo 18º.

Ao falar aos jornalistas à margem de um plenário de trabalhadores da empresa cerâmica Ceres, Jerónimo de Sousa acentua que "como é sabido, o PCP tem um número suficiente de militantes", aludindo que esta imposição legal, votada na Assembleia da República, "pelo PS e PSD", só lhe merece "crítica".

Expectante quanto às exigências da actual Lei dos Partidos Políticos em vigor, Jerónimo de Sousa refere, por fim, que o PCP estará atento "ao desenvolvimento da situação".

Ao participar no plenário da fábrica que produz azulejos e sanitários, cujos 174 trabalhadores têm contrato suspenso desde Julho de 2006, o líder do PCP instou o Governo a desbloquear o impasse, pois a unidade fabril tem um processo de recuperação aprovado em Julho deste ano. "Não tem o governo a responsabilidade política? É o responsável pelo IAPMEI, pela Segurança Social, pelo Ministério da Economia - as entidades que têm de dar o empurrão para que a situação se desbloqueie", criticou. Jerónimo de Sousa afirmou que o PCP já apresentou dois requerimentos no Parlamento sobre este caso, e está disponível para fazer "um terceiro a chatear o governo, dirigido ao primeiro-ministro". "É um momento decisivo, se se dividirem, perdem. Vale a pena resistir por mais uns tempos, pela razão que vos assiste, pelos direitos que têm", vincou Jerónimo ao dirigir-se aos operários, a quem quis transmitir a sua "solidariedade, apoio e estímulo".

Quanto à crescente onda de insegurança, particularmente nas zonas urbanas, demarcou-se de algumas medidas preconizadas: "A criminalidade não se combate com câmaras de vigilância", mas, antes, "com polícias de proximidade". |


ImprimirImprimirEnviar por EmailEnviar por Email
PartilharPartilhar


Siga-nos em
Especiais

Recuar
Avançar
PUBLICIDADE


PATROCÍNIO
sondagem

Inquérito DN

Quem tem mais culpas na má época do Sporting?

José Eduardo Bettencourt
Paulo Bento
Carlos Carvalhal
Pedro Barbosa
Sá Pinto
Os jogadores
Votar  Ver Resultados




Desporto

Todas as notícias

Todas as notícias

Portugal

Grande Entrevista

Grande Entrevista

Desporto

Inscreva-se

Inscreva-se

Cartaz

ESPECIAL ELVIS

ESPECIAL ELVIS




Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos