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Estudante de Coimbra ficou paraplégico

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JOÃO FONSECA  

Aluno pode recuperar movimentos dos membros superiores

O estudante da Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), ferido durante uma praxe, há duas semanas, ficou paraplégico, na sequência do traumatismo vertebromedular que sofreu. Há, entretanto, alguma expectativa de recuperar a nível dos membros superiores, admite Deolinda Portelinha, directora clínica do CHC (Centro Hospitalar de Coimbra), em cujo Serviço de Neurocirurgia o jovem está a convalescer da intervenção a que foi submetido dois dias depois do acidente.

Luís Vaz, de 20 anos, "apresenta algumas alterações a nível dos membros superiores", que movimenta com "algumas dificuldades", disse, à Lusa, Deolinda Portelinha. E poderá recuperar, "pelo menos parcialmente, a capacidade motora e alguma sensibilidade dos membros superiores", admite ainda aquela responsável, revelando que o jovem deverá ser transferido, após o período de convalescença naquela unidade de saúde, para o Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro, na Tocha (Cantanhede).

"Nesta fase, é muito difícil avaliar o nível de recuperação", afirma, ao DN, um médico do CHC, sublinhando que ela depende essencialmente da terapêutica seguinte, isto é, dos tratamentos e capacidade de resposta do doente no Centro de Medicina de Reabilitação.

Não é, por isso, de afastar, a possibilidade de Luís Vaz "recuperar totalmente a capacidade motora dos membros superiores", mas "é ainda muito cedo para adiantar qualquer prognóstico".

Para já, "é complicado saber até que ponto ele pode ou não recuperar os movimentos e sensibilidade dos membros superiores", insiste o mesmo clínico, considerando que, normalmente, "este tipo de situações deixam sempre marcas".

Luís Vaz, aluno do terceiro ano da licenciatura de Engenharia do Ambiente, na ESAC, sofreu o traumatismo vertebromedular no dia 28 de Novembro, depois de se ter lançado de cabeça, através de um escorrega, para um pequeno lago em forma de banheira, que continha palha e água (em substituição de dejectos animais, que são proibidos pelo Conselho Directivo da escola).

A brincadeira, que atirou o jovem para uma cadeira de rodas, integrava-se nas actividades da Real Praxe daquele estabelecimento de ensino superior, no âmbito da "recepção ao caloiro".


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