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ANA TOMÁS RIBEIRO
Hoje, véspera da cimeira União Europeia-África, é o dia para falar dos assuntos económicos e negócios possíveis entre os dois mundos. Lisboa será palco de várias reuniões entre empresários europeus e africanos e destes com responsáveis políticos. O reforço das relações entre Portugal e a Líbia arrancou ontem, com Kadhafi a ser recebido, por duas vezes, por José Sócrates, além da reunião que teve na tenda instalada em São Julião da Barra com Nuno Severiano Teixeira.
Mais de 20 empresas portuguesas reunirão esta manhã com o ministro Adjunto dos Negócios Estrangeiros e Cooperação do governo de Kadhafi, nas instalações da AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, tal como confirmou ao DN o presidente daquele entidade, Basílio Horta. Todas interessadas em estudar oportunidades no país de Kadhafi. Embora algumas estejam mais avançadas do que outras em termos de contactos.
A Galp, que há algum tempo vem desenvolvendo contactos com a Líbia, está a negociar uma parceria com a petrolífera líbia que lhe poderá dar a possibilidade de participar na pesquisa e exploração de petróleo naquele país. Uma parceria que poderá abranger também negócios conjuntos noutro mercados da região (África). Da parte líbia, segundo fontes empresariais, há interesse em investir em Portugal, sobretudo nos sectores Petroquímico e do Turismo.
O objectivo do encontro Líbia-Portugal é discutir formas de relacionamento económico com aquele país e oportunidades de negócio entre empresas nacionais e líbias, não só lá, como em Portugal, explicou aquele responsável. Basílio Horta não quis adiantar mais pormenores sobre a reunião, mas admitiu que "há interesses em reforçar as relações económicas entre Líbia e Portugal". Além da Cimpor, Galp, Visabeira e Teixeira Duarte, nomes avançados pelo DN na sua edição de quarta-feira, fazem também parte da lista que se reunirá com o membro do Governo de Kadafi, a Martifer, a Secil e outras construtoras portuguesas e outras empresas de telecomunicações e de energia.
O presidente moçambicano, Armando Guebuza, por seu lado, almoça com cerca de 60 empresários portugueses num hotel de Lisboa. Um encontro organizado pela Câmara de comércio Portugal Moçambique e que tem por objectivo atrair investimentos nacionais para aquele País de expressão portuguesa.
Mas o maior de todos o eventos será sem dúvida a Cimeira Empresarial UE-África, que decorrerá esta tarde nas instalações da FIL - Feira Internacional de Lisboa, no Parque das Nações, organizado pela CIP - Confederação da Indústria Portuguesa e pela AIP - Associação Industrial Portuguesa e que reunirá líderes empresariais e políticos dos dois continentes, com o objectivo de reforçar "laços" económicos entre a Europa e o continente africano. Nesta megareunião será feito um apelo a um diálogo político estruturado entre os líderes dos dois blocos. Ao todo são cerca de 450 participantes dos quais 226 são africanos, 220 europeus e ainda mais quatro americanos.
Rocha de Matos, o presidente da AIP disse ao DN que espera que desta cimeira saiam reforçadas as relações económicas com África e que se se dê um impulso para a criação de uma Associação de Cooperação Europa PALOP que mais tarde se torne numa Europa-África. As conclusões serão apresentadas aos líderes políticos da Cimeira UE-África. Hoje, também uma reunião do Business Europe, constituída por 39 Confederações da Indústria de 33 países europeus, com a presença do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.|
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