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Rapidez de Liedson não perdoa ingenuidade da defesa do Fátima

por

BRUNO PIRES  

Rapidez de Liedson não perdoa ingenuidade da defesa do Fátima

A equipa não está a jogar muito, mas Paulo Bento fez o que lhe competia: arriscou

Paulo Bento disse tudo no flash-interview: "Hoje resolvemos um jogo mas não resolvemos o nosso momento." O Sporting segue em frente na Taça da Liga graças, sobretudo, à qualidade de Liedson, marcador de três dos quatro golos que o Sporting obteve nesta eliminatória.

O Fátima, é preciso dizê-lo, foi mais e melhor equipa no conjunto dos dois encontros. Ontem fez dois golos, teve mais duas bolas nos ferros e Saleiro, o atleta que o Sporting emprestou ao clube da Liga de Honra, proporcionou uma espantosa defesa a Stojkovic numa altura em que o encontro estava empatado a duas bolas.

O jogo começou como se esperava. O Sporting, na máxima força e com Miguel Veloso a meio-campo, tentou empurrar o Fátima para o último terço de terreno.

O golo dos locais, aos 15 minutos, serviu para colocar a nu a deficiente forma do sector defensivo leonino. Abel batido por Marinho, Saleiro a antecipar-se a Tonel e Stojkovic a meio caminho sem saber o que fazer. Na única oportunidade de golo criada na primeira etapa, o Sporting empatou o jogo; após um centro soberbo de Veloso, Liedson cabeceou bem lá no alto. No reatamento, o Fátima fez o 2-1, após uma deficiente entrada de Polga à bola.

Chegava a hora de Paulo Bento arriscar. E o técnico leonino fê-lo no momento exacto. Começou a jogar com três defesas e fez entrar Pereirinha e Purovic. Pouco depois, o português - em posição duvidosa - centrou para o cabeceamento vitorioso do montenegrino. O xeque-mate ao grande esteve perto num remate soberbo de Cícero à barra, mas o golpe de teatro estava para chegar. A sete minutos do fim, Pedro Duarte hesita, Duarte Machado também, Liedson intromete-se e atira para a baliza deserta.

Um castigo demasiado duro para o Fátima, que merecia a qualificação à fase seguinte, principalmente pelo bom futebol exibido nos dois encontros. Um futebol alegre, sempre com a baliza no pensamento, protagonizado por jogadores ambiciosos que não se deixam amedrontar pelo no-me dos adversários - isso viu-se com o FC Porto e duas vezes perante o Sporting.

Os leões não vivem um bom momento. Sofrer quatro golos com o Fátima não é admissível numa equipa que, ainda por cima, faz da defesa o seu ponto forte. Quem viu o encontro apercebeu-se que esta mini-crise que tem vindo a assolar os leões começa a perturbar os jogadores. Uma vitória vale o que vale, mas pode também funcionar como ponto de viragem. Naval e Roma podem funcionar como a prova dos nove.


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