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RUI COUTINHO (foto)
O Governo apresenta hoje, no Museu da Água, em Lisboa, o Plano Nacional de Barragens, que, tal como o DN avançou há três semanas, inclui dez novos projectos, a construir até 2020. A sua construção, nos períodos de pico, dará emprego a mais de 1500 pessoas, adiantou ontem fonte do Ministério da Economia. Pizão, no rio Vouga, Foz Tua, no Tua, e Vidago e Fridão, no rio Tâmega são quatro dos empreendimentos hídricos que fazem parte do plano, de acordo com fontes dos ministérios da Economia e do Ambiente.
A barragem de Pizão, no rio Vouga, terá uma potência instalada de 77 megawatts e deverá representar um investimento da ordem dos 109 milhões de euros. Foz Tua, no Tua, terá uma potência de 234 mw e poderá custar cerca de 177 milhões. Vidago e Fridão são ambas no rio Tâmega. A primeira com uma potência instalada de 90 mw e a segunda de 163 mw. O investimento a realizar na construção de Vidago rondará os 177 milhões de euros. Já em relação a Fridão não se conseguiu apurar até ao fecho da edição quanto pode envolver.
Para já, o que o Governo assegura é que quer lançar alguns dos dez novos projectos já em 2008. Porque, o objectivo destes plano é que o País tenha em 2020 uma potência hídrica instalada de 7000 mw, contando nestes cálculos com os projectos já aprovados ou em execução.
Em execução estão Picote II e Bemposta II (reforços de potência em barragens já existentes). Entre os projectos aprovados destacam-se Alqueva II, outro reforço de potência, e a barragem do Baixo Sabor, a construir de raiz.
A selecção dos dez novos projectos foi feita com base numa lista de 20 locais hierarquizados num plano de avaliação de acordo com vários critérios, nomeadamente a viabilidade em termos ambientais.
Ou seja, uma das grandes preocupações foi encontrar locais onde se poderiam construir barragens sem surpresas ambientais que os inviabilizem ou atrasem a sua execução, como aconteceu com Foz Côa e o Baixo Sabor.
Outro dos critérios tomados em conta na avaliação dos locais foi o seu mérito em termos de potencial para a produção de energia eléctrica e o seu valor para outras eventuais utilizações, nomeadamente para fins múltiplos.
A partir de hoje, o Plano estará em consulta pública durante 30 dias.|
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