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Caso Maddie fica com inspector de Lisboa

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FILIPA AMBRÓSIO DE SOUSA  

A escolha da PJ para a sucessão de Gonçalo Amaral deverá recair sobre um coordenador colocado na Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa, e não do Algarve, e será conhecida na próxima segunda-feira. Numa altura em que a demissão do chefe do departamento da PJ de Portimão, responsável pelo dossiê Maddie McCann, ainda está a ser digerida na instituição, o DN apurou que a direcção nacional não tem palnos para escolher um elemento do Algarve.

Ontem, Alípio Ribeiro, director nacional da PJ, confirmava aos jornalistas, as razões da demissão e avançava que, na próxima semana, o nome do futuro coordenador do departamento de investigação de Portimão seria conhecido. Falava à margem da abertura do curso de coordenadores da PJ, no Centro de Investigação Criminal, em Loures. "Há limites para o que os inspectores da PJ podem dizer em público", explicou. Para Alípio Ribeiro, reserva, ponderação e discrição foram as características são as características essenciais para um inspector .

O chefe máximo da polícia pretendeu desta forma acalmar os ânimos que têm vindo a dominar a equipa que, no terreno, investiga o desaparecimento de Maddie há já quatro meses. As causas deste clima de mau-estar e desconfiança que domina na equipa dos quatro inspectores e um inspector-chefe - coordenada por Gonçalo Amaral - que estão no terreno, prendem-se, segundo fonte da directoria de Lisboa, com as fugas de informação para a comunicação social. Nomeadamente, pormenores ligados ao processo que só a equipa próxima de Amaral poderia conhecer.

Exemplo disso foi a notícia publicada sobre a investigação que estava a ser levada a cabo sobre a viagem do casal McCann a Huelva, Espanha, realizada no dia 3 de Agosto, onde foi usado o carro que continha vestígios que se presumia serem de Maddie. Mas a gota de água de todo este episódio acabou por ser a declaração feita por Gonçalo Amaral ao DN, onde acusava a polícia britânica de ser manipulada em função dos interesses dos McCann.

Na prática, a demissão do coordenador pode não alterar significativamente a actividade da equipa, que temporariamente vai ser coordenada pela directoria de Faro, já que um coordenador na hierarquia da PJ exerce funções de gestão, como controlo de despesas, distribuição de pessoal ou a gestão da frota. No terreno, as diligências continuam, com a equipa de inspectores a ser a protagonista. Mas nos bastidores. |


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