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Fotografia tem novo espaço em Lisboa

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PAULA LOBO  

Fica no n.º 16 da Rua dos Navegantes, entre a Lapa e a Estrela, e abre hoje as portas (às 18.00) como um novo espaço de Lisboa exclusivamente dedicado à arte fotográfica. Chama-se P4Photography (P4, de Potássio Quatro, como a leiloeira que lhe abriu caminho), e o seu grande objectivo é apresentar autores contemporâneos, nacionais e estrangeiros, cujo trabalho se relacione com Portugal. A primeira exposição, "Atlas", tem por tema o Atlântico e junta 25 imagens de Carlos M.Fernandes, João Mariano e Rui Fonseca.

O mercado ainda é incipiente e a fotografia tem sido comercializada por galerias que se dedicam também a outras expressões plásticas - até a lisboeta Baginski, que desde 2002 se dedicava só a esta área, ampliou recentemente o seu raio de acção a outros suportes. Mas, tomando por modelo a mítica Ether (1982--1996) e o papel de António Sena na promoção desta arte, a P4Photography abre uma nova frente na actividade da empresa de conservação e restauro que, em 2006, se aventurou com assinalável êxito nos leilões.

Luís Trindade, que dirige todo o projecto, explica ao DN que os primeiros dois anos, num espaço alugado do CCB, serviram para "puxar a marca". Agora, o alvo é o mercado internacional. O espaço próprio na Rua dos Navegantes, um "investimento para o futuro", tem cerca de 115 metros quadrados, repartidos por três salas de exposição (duas de fotografia, outra para obras multimédia), escritório e estúdio. Há ainda um jardim que pode acolher eventos.

Comissariada pelos próprios artistas, "Atlas" apresenta um vídeo e 25 obras (algumas inéditas) captadas na Islândia (Carlos M.Fernandes), Costa Vicentina (João Mariano) e Noruega e Açores (Rui Fonseca). A selecção deu também origem a um livro, o Atlas Book, que será lançado hoje,às 20.00. A edição, refira-se, acompanhará todas as exposições da P4P, e a próxima será de Edgar Martins, em data a anunciar.

Além da vertente expositiva, a galeria aposta também na comercialização de livros recentes ou raridades fora de circulação, e na edição limitada de fotografias - tendo já no seu portfolio, além dos nomes citados, autores como Eduardo Gageiro, Gérald Bloncourt, Hans Peter Van Velthoven, José Manuel Rodrigues ou Thurston Kopkins.

Luís Trindade quer estimular o coleccionismo acessível a todas as bolsas. E adianta os preços: "As provas da exposição custam 750 euros mas, quem não quiser, pode comprar fotografias sem moldura, assinadas, por menos 30% ou 40% desse valor. Temos ainda catálogos dos autores com pequenas provas assinadas e numeradas, entre 40 e 60 euros."|


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