Publicidade
Diário de Notícias Diário de Notícias


sociedade

Misericórdias disponíveis para ajudar a resolver listas de espera

por

MARIA JOÃO CAETANO  

União das Misericórdias vai apresentar proposta ao Ministério da Saúde

A União das Misericórdias Portuguesas vai apresentar ao ministro da Saúde um documento em que manifesta a sua "disponibilidade" para, no âmbito de um protocolo de cooperação, ajudar a resolver o problema das listas de espera em oftalmologia. O documento estava a ser redigido ontem à tarde por um grupo de especialistas para, segundo disse ao DN o presidente da União das Misericórdias, Manuel Lemos, poder ser entregue a Correia de Campos "o mais rapidamente possível".

Manuel Lemos confessa que ficou "bastante surpreendido" quando ouviu o ministro da Saúde dizer que estavam a ser contactados médicos estrangeiros para resolver o problema das listas de espera em oftalmologia. "Não há necessidade de recorrer aos estrangeiros quando temos médicos e equipamentos disponíveis em Portugal", diz.

"Nos últimos anos, as Misericórdias fizeram um investimento enorme a nível de equipamentos nesta área. Este é um problema que nos toca particularmente, porque temos muitos utentes idosos e com problemas oftalmológicos. É uma questão de qualidade de vida. Ninguém pode esperar anos por uma cirurgia e os idosos muitos menos." Além de ter os meios técnicos e humanos, explica Manuel Lemos, o funcionamento das Misericórdias é bastante ágil, uma vez que os acordos com os médicos são por acto médico praticado e não por ordenado.

"Podemos assegurar as consultas, as cirurgias e o acompanhamento dos doentes no caso de reincidência, por exemplo. E podemos garantir a qualidade da prestação de serviços", afirma o responsável da União de Misericórdias, sublinhando que esta garantia é uma mais-valia em relação, por exemplo, a uma deslocação ao estrangeiro, seja a Cuba ou a qualquer outro país.

As Misericórdias têm já acordos com o Ministério da Saúde, no âmbito do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para a Cirurgia (SIGIC), mas Manuel Lemos considera que, havendo uma situação "tão grave" na oftalmologia, é caso para tomar medidas excepcionais. "A acreditar nos números das listas de espera, temos de arranjar uma forma mais expedita de resolver o problema."

Quanto às outras especialidades, a União das Misericórdias já por várias vezes manifestou a sua disponibilidade ao Ministério da Saúde e está pronta para ajudar sempre que necessário. Afinal, como diz Manuel Lemos: "Para grandes males, grandes remédios, não é o que diz o povo?"


ImprimirImprimirEnviar por EmailEnviar por Email
PartilharPartilhar


Especiais

Recuar
Avançar
PUBLICIDADE


RSS


PATROCÍNIO
sondagem

Inquérito DN

Se tivesse possibilidades económicas compraria uma viagem ao espaço?

Sim
Não
Votar  Ver Resultados




Desporto

Todas as notícias

Todas as notícias

Cartaz

PLANO GERAL

PLANO GERAL

Portugal

Facebook

Facebook

Televisão

Guia TV

Guia TV

Portugal

Twitter

Twitter




Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos