Publicidade
Diário de Notícias Diário de Notícias


economia

Jerónimo Martins entra no negócio das farmácias

por

CATARINA CARVALHO, em Varsóvia  

Políticos e empresários assistem a inauguração da 1000.ª Biedronka

A Jerónimo Martins (JM) vai abrir até ao final do ano, na Polónia, dez farmácias que poderão, ou não, ser contíguas às suas lojas de retalho Biedronka. Segundo o DN apurou, o lançamento do novo negócio resulta de uma parceria que a JM assinou com a Associação Nacional de Farmácias portuguesa que, por sua vez, tem um acordo semelhante com entidades locais.

À frente de uma comitiva de cerca de 50 convidados, Alexandre Soares dos Santos, líder da JM, preparava-se ontem para, no dia do seu 73º aniversário, inaugurar aquela que é a 1000.ª loja Biedronka na Polónia. Os polacos sabem que a nova loja amarela e vermelha, situada na Rua Zwolenska, algures nos arredores de Varsóvia, é portuguesa. A cadeia Biedronka, que é líder de mercado de retalho na Polónia - à frente da americana Tesco -, faz parte do grupo Jerónimo Martins. Alexandre Soares dos Santos considerou a inauguração como um "marco" na história do grupo.

O avião fretado que viajou desde Lisboa a Varsóvia transportou políticos e empresários, como Jorge Coelho, Dias Loureiro, Artur Santos Silva ou Athayde Marques, presidente da Euronext Lisboa. Vários ex-administradores da JM fazem parte do grupo.

A loja Biedronka, que se assemelha muito às Lidl que os portugueses conhecem, vai contribuir mais um pouco para um volume de vendas que, no primeiro semestre deste ano, já ultrapassou os 1000 milhões de euros, superando em 34,2% as vendas totais do período homólogo do ano anterior. A operação polaca representa 44% das receitas do grupo Jerónimo Martins e tem um nível de reconhecimento de marca superior a 90% entre os habitantes locais. A Biedronka emprega cerca de 17 mil pessoas, operando ainda seis centros de distribuição que colocam nas 1000 lojas produtos cuja proveniência é em 95% dos casos doméstica.

A história da Biedronka - ou, melhor dizendo, do grupo JM na Polónia - nem sempre foi o caso de sucesso que é evidente nos dias de hoje. Pedro Soares dos Santos, um dos três (de um total de sete) filhos do líder do grupo que trabalha na empresa, chamou-lhe mesmo a "aposta mais difícil de sempre" da Jerónimo Martins.

Tudo começou quando Soares dos Santos, em 1994, resolveu aceitar o desafio quase imperativo do seu sócio Robert Goldmoore. "Alexandre, go to Poland!", aconselhou então. A JM começou no mesmo ano com lojas de cash and carry, da marca Eurocash, em parceria com um empresário local.

Depois de uma breve passagem pelo negócio dos hipermercados, chegaram à conclusão de que não era disso que os polacos precisavam. A aposta passou então, em 1997, pelas lojas de bairro, do género discount, que melhor respondiam às necessidades de um povo que estava a sair de uma economia planificada que não privilegiava o consumo. As casas polacas, tal como registou in loco um administrador-executivo da época, não iam além dos 40 metros quadrados e não tinham despensa. Foi a partir daí que o negócio de discount passou a fazer mais sentido. O enfoque na Biedronka passa a ser total a partir de 2000. A jornalista viajou a convite da Jerónimo Martins


ImprimirImprimirEnviar por EmailEnviar por Email
PartilharPartilhar


Especiais

Recuar
Avançar
PUBLICIDADE


PATROCÍNIO
sondagem

Inquérito DN

Se tivesse possibilidades económicas compraria uma viagem ao espaço?

Sim
Não
Votar  Ver Resultados




Desporto

Todas as notícias

Todas as notícias

Cartaz

PLANO GERAL

PLANO GERAL

Portugal

Facebook

Facebook

Televisão

Guia TV

Guia TV

Portugal

Twitter

Twitter




Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos