Publicidade
Diário de Notícias Diário de Notícias


cidades

Táxis-colectivos em Lisboa podem estimular novos mercados

 

A introdução dos serviços táxi-colectivo e mototáxi em Portugal vai ser o desafio lançado aos agentes do sector pela organização do Festival Internacional do Táxi, que decorre em Lisboa a partir de hoje e até domingo. José Manuel Viegas, especialista em transportes, considera que a introdução destes novos serviços poderá estimular e alargar o mercado, que atravessa "uma crise".

Segundo aquele professor do Instituto Superior Técnico (IST), a introdução daqueles novos serviços em Portugal seria implementada com "relativa facilidade", acrescentando que bastaria um a dois anos para ser "colocado na rua". Um período que considera suficiente para se trabalhar na evolução da frota, na adaptação da regulamentação e na discussão do tarifário.

E explica: "Há bastantes países que têm vindo a introduzir a mototáxi. No Brasil é uma questão de preço e quem utiliza a mototáxi é porque é mais em conta. Em Paris, que também já tem esta alternativa, é para se chegar mais depressa." No que diz respeito ao táxi-colectivo, José Manuel Viegas defende que a sua introdução em Portugal poderá traduzir--se numa excelente oportunidade.

A realização do festival terá a vantagem de mostrar exemplos praticados no estrangeiro e que poderão ser aproveitados para Portugal, como a oferta de um serviço especial a idosos com um tarifário reduzido. "No Norte da Europa, que está à frente de Portugal em termos do envelhecimento da população, os cidadãos que tiveram mobilidade muito forte, mas que hoje por razões de saúde não conseguem conduzir, usufruem de programas da Segurança Social que lhes dão acesso aos táxis a preço mitigado", sublinha Viegas.

Agruras da profissão

Ser taxista em Lisboa não é tarefa fácil, com os profissionais a enfrentarem falta de segurança, clientes difíceis e os radares. É o retrato de uma profissão em crise. Luís Raimundo tem 49 anos e é taxista há 17. "As pessoas têm a tendência de julgar todos [os motoristas] da mesma maneira. Quem anda com um táxi é sempre considerado um criminoso, um assassino da estrada, um ladrão", afirma.

Maria Brito, 62 anos, por exemplo, não tem muito boa imagem destes profissionais. "Hoje, muitos taxistas são substituídos por pessoas que não têm formação, andam em excesso de velocidade, o que já me aconteceu várias vezes, e nem sempre têm os táxis minimamente limpos, nota-se muito cheiro a tabaco e sujidade", descreve.

"A imagem que as pessoas têm do taxista nem sempre é a real", defende, por seu lado, o director da Associação Nacional dos Transportadores em Automóveis Ligeiros (ANTRAL). Este ano, a ANTRAL já registou 125 casos de assaltos a taxistas.|


ImprimirImprimirEnviar por EmailEnviar por Email
PartilharPartilhar


Especiais

Recuar
Avançar
PUBLICIDADE


RSS


PATROCÍNIO
sondagem

Inquérito DN

Se tivesse possibilidades económicas compraria uma viagem ao espaço?

Sim
Não
Votar  Ver Resultados




Desporto

Todas as notícias

Todas as notícias

Cartaz

PLANO GERAL

PLANO GERAL

Portugal

Facebook

Facebook

Televisão

Guia TV

Guia TV

Portugal

Twitter

Twitter




Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos