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Milhares de alunos tentam nova oportunidade no ensino superior

por

RITA CARVALHO  

"O sábio aprende com os erros mas o mais sábio aprende com os erros dos outros." Aos 18 anos, Madalena retira este ensinamento do momento que está a viver e já faz questão de o transmitir à irmã Catarina, com menos quatro anos e prestes a entrar no 9.º ano. Sabe que a pouca dedicação aos livros no 10.º ano lhe estragou a média que a impediu agora de entrar em Fisioterapia, a primeira opção da candidatura à universidade.

Mas a hora não é de lamentos. Pois o seu caminho, tal como o de muitos dos 24 mil jovens que entraram no ensino superior sem ser na primeira opção, não se resolve aqui. Com a entrada no curso desejado adiada, esta é só mais uma fase de um percurso bem traçado para alcançar a profissão que diz ser "talhada" para si. À sua espera, e à dos dois amigos com quem partilhou o liceu de São João do Estoril e agora discute o próximo passo, está a segunda fase de candidatura ao ensino superior que hoje começa para milhares de alunos que não ficaram satisfeitos na primeira ou apenas podem concorrer agora. "Se não entrar na segunda fase, faço melhorias para concorrer outra vez. E vou trabalhar", diz, pois passar um ano só com uma ou duas cadeiras não faz o seu género.

Ao portão do liceu que quer ver pelas costas e onde estudou três anos juntamente com Margarida, 17 anos, e José Pedro, um a mais, analisam-se as possibilidades em aberto como a partilha de boleias para diminuir os custos de uma opção pela privada ou até a candidatura à terceira fase.

Há três meses, na véspera dos exames, o DN foi espreitar-lhes o estudo. A hora era de sprint final e reinava a ansiedade. José foi o único a agarrar já o curso escolhido: Psicologia em Lisboa. Margarida teve uma primeira fase de exames pouco proveitosa e como as boas notas chegaram só na segunda fase, espera-a agora a segunda candidatura na qual vai voltar a tentar Nutrição. O estudo não chegou para tudo, reconhecem as amigas, mas não se arrependem do que viveram nos três últimos anos. E comentam: "Quem entra com 19,9 não fez mais nada na vida..." |


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