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MARIA JOÃO ESPADINHA
A celebrar o primeiro ano de vida do semanário que dirige, José António Saraiva faz um "balanço extraor- dinariamente positivo" do Sol. Mesmo assim, há ainda um factor que o director considera essencial para o sucesso - além das vendas e da equipa -, que está "ainda um pouco abaixo do previsto": a publicidade.
"Fomos alvo de concorrência desleal por parte de alguns títulos, cujo nome eu não gostaria de citar. Tiveram uma atitude de chantagem para com os anunciantes, em que ofereciam descontos àqueles que não colocassem anúncios no Sol", revela José António Saraiva, em declarações ao DN. "Houve um conjunto de atitudes compreensíveis ao nível da concorrência dura", diz o responsável.
"Houve pressões junto das papeleiras, para nos impedirem de imprimir o jornal. Aliás, foi o Diário de Notícias que nos emprestou o papel para o primeiro número", relembra.
Vendas devem subir
Em relação às vendas, José António Saraiva está contente com os resultados, já que o jornal está acima dos 50 mil exemplares. Confrontado com as declarações feitas há um ano, em que afirmou que seria um fracasso não chegar ao fim deste ano na liderança, o responsável explica que não é bem assim. "O que eu disse foi que seria um fracasso chegar ao final do ano abaixo dos 50 mil e não ultrapassar o Expresso ao fim de três anos, o que acho possível", explica.
Para o director, as vendas "estão estabilizadas" e o jornal tem um "público fiel". "Estamos com um ritmo de vendas muito semelhante ao Expresso. Não temos dependência de manchete, as pessoas já compram o jornal pela marca." Para o próximo ano, a meta de vendas é subir "para os 60 a 70 mil exemplares".
Novo accionista para breve
"Há negociações concretas com um grupo de comunicação social", afirma José António Saraiva, respondendo à questão sobre quem será o novo accionista do Sol. No entanto, o director não confirma que se trata da Cofina, empresa que detém títulos como o Correio da Manhã, acrescentando que o novo accionista ficará com 30% do capital do Sol. "Cada accionista venderá parte do capital", incluindo o Millennium bcp, que "não sairá para já, mas vai reduzir a sua participação", explica o responsável.
"Não oferecemos brindes"
Saraiva mantém a convicção inicial em relação às promoções. "Não oferecemos brindes para vender jornais", diz. Confrontado com a colecção de José Hermano Saraiva, lançada este Verão, o director defende que é "um produto editorial". "Uma pessoa que compre o coleccionável é um potencial leitor, enquanto quem compra um jornal para obter um brinde é um leitor ocasional", diz.
Neste sentido, o Sol vai lançar no início de 2008 uma colecção com base num estudo do economista Ernâni Lopes. Para o Verão, haverá outro coleccionável, sobre "as memórias de uma personalidade da televisão com prestígio", conclui. |
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